Duas horas depois de o empresário Ricardo Prudente de Aquino ser morto pela PM no Alto de Pinheiros, zona oeste paulistana, policiais militares mataram,...

Duas horas depois de o empresário Ricardo Prudente de Aquino ser morto pela PM no Alto de Pinheiros, zona oeste paulistana, policiais militares mataram, com um tiro na cabeça, Bruno Vicente de Gouveia e Viana, 19, também durante perseguição.

Ao lado de cinco amigos, Viana estava em um Gol, que foi perseguido por PMs em Santos (a 85 km de São Paulo), por volta da 0h15 de ontem.

Além dele, uma garota de 15 anos -que foi internada em estado grave- e um jovem de 20 também foram baleados pelos policiais na ação.

A perseguição, conforme relatos dos policiais militares à Polícia Civil, começou porque o motorista do Gol, um homem de 28 anos, não obedeceu a uma ordem de parada.

Os PMs disseram acreditar que o veículo era usado em um sequestro-relâmpago. Afirmaram, ainda, que, em determinado ponto da perseguição, tiros foram disparados de dentro do carro na direção dos veículos da polícia.

Por isso, ainda na versão dos policiais, eles atiraram 25 vezes no Gol. Os três jovens baleados pelos PMs estavam no banco traseiro do carro. Nenhum policial foi ferido durante o suposto tiroteio.

VERSÕES

Depois de parar o carro a tiros, os PMs levaram os três jovens baleados ao hospital, mas Viana não resistiu ao ferimento na cabeça e morreu.

Os policiais também apresentaram à Polícia Civil uma arma de brinquedo e um revólver calibre 22 que, segundo eles, foi usado para atirar contra os veículos da PM.

Ao ser interrogado pela Polícia Civil, o motorista do Gol afirmou que tentou fugir da ação policial porque não tinha carteira de habilitação.

Tanto o motorista quanto os outros dois ocupantes que não foram baleados disseram à Polícia Civil que ninguém atirou. Afirmaram, ainda, que o revólver apresentado como encontrado no Gol não pertencia a nenhum deles.

PRISÕES

Após analisar as versões dos policiais e das pessoas que estavam no Gol e sobreviveram aos tiros, a Polícia Civil prendeu em flagrante os quatro policiais militares que atiraram contra o veículo.

Exames de balística determinarão quem foi o policial que atirou contra Viana.

Parentes dos jovens disseram ter sido informados por eles de que Viana não havia sido atingido por nenhum tiro durante a perseguição. Na versão deles, o tiro que o matou foi dado pelos PMs com o veículo já estacionado.

Depois de assumir o erro na morte do empresário Aquino e pedir desculpas publicamente à família da vítima, o comandante-geral interino da Polícia Militar paulista, coronel Hudson Camilli, defendeu a ação dos PMs no litoral. Segundo ele, os policiais agiram dentro da lei.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Cotidiano – Em Santos, PM persegue carro e mata jovem – 20/07/2012.

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