A decisão do governo de dar caráter de urgência para projetos que definem o marco regulatório da exploração do petróleo na camada pré-sal continua...

A decisão do governo de dar caráter de urgência para projetos que definem o marco regulatório da exploração do petróleo na camada pré-sal continua gerando polêmica no Senado.

Segundo o líder democrata, José Agripino Maia (RN), a medida não é vista com bons olhos pela oposição. “O que o governo levou 14 meses para tentar chegar a um consenso, agora está querendo impor para o Congresso, que fala pela sociedade, para que ele aprove e viabilize tudo em 90 dias”.

Para o parlamentar, a população brasileira deveria ter o direito de opinar sobre o assunto e os democratas farão o possível para que a sociedade possa participar através de audiência pública.

O senador também não descartou a possibilidade de essa pressa toda ter cunho eleitoral. “Decidiu-se tudo de uma hora para a outra. Essa pressa deve ter sim caráter eleitoral”, apontou. “O governo agora quer reunir a base, quando na verdade o interesse do Brasil está em obter investidor”.

Ainda de acordo com o senador, a afirmação do presidente Lula de que o país alcança uma segunda independência, faz parte da retórica do político. “Essa independência é uma forma cavernosa de criar expectativa para a população e quem não pode pagar o pato é a população brasileira”, afirmou ao citar que hoje o governo pretende derrubar a lei do petróleo, de 1997, que, na verdade trouxe a autosuficiência brasileira no que diz respeito ao petróleo. “O que querem fazer agora é substituir a lei que deu certo e trazer para a tutoria do Estado um projeto, afirmando que não há riscos. Mas há sim. Se o Brasil dispusse de capital próprio, poderia fazer o que quisesse, mas não está”.

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *