Leandro Colon, de O Estado de São Paulo Cento e quarenta toques num teclado de computador têm excitado a política brasiliense. Agora, políticos, quando...

Leandro Colon, de O Estado de São Paulo

Cento e quarenta toques num teclado de computador têm excitado a política brasiliense. Agora, políticos, quando podem, deixam os repórteres de lado e se manifestam no famoso microblog Twitter, febre na internet que chegou de vez ao Congresso nesta semana.

Dão, inclusive, notícias em primeira mão. Foi o que fez na quinta-feira, 20, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao anunciar, em seu Twitter, que renunciaria à liderança do partido. “Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável.”

O “irrevogável” perdeu a validade logo na manhã da sexta-feira, 21. A tarefa de divulgar o recuo do senador paulista coube a João Pedro (PT-AM). “O senador Mercadante entrou em contato comigo hoje de manhã e disse que permanecerá no cargo”, avisou.

Mercadante acabou sendo vítima do seu próprio Twitter. Logo após seu discurso de recuo em plenário, milhares de mensagens de repúdio à sua postura invadiram o microblog. Foram mais de três mil manifestações em poucas horas. “Fui às ruas pelo PT, fiz campanha pelo PT, votei no PT e hoje você ajudou a decidir o que fazer no futuro: PT nunca mais”, enviou a Mercadante um internauta chamado Igor Polaroid.

Na sexta, aliás, o nome do senador estava entre os cinco mais comentados do dia no Twitter brasileiro. “Estou decepcionado com sua atitude, eu via em você um grande político, mas agora deixou se envenenar pelo próprio partido”, disse o internauta de codinome “tiagojacot”.

Mercadante então reagiu na internet, se ancorando no apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O presidente disse que sou imprescindível, apesar das divergências diante da postura do PT e do governo frente à crise do Senado”, disse.

Desafeto de Mercadante, o petista Delcidio Amaral (MS) procurava – pelo Twitter – alguém em seu Estado, enquanto o colega discursava no Senado. “Bom dia. Mato Grosso do Sul, onde está Wally?” Delcídio votou a favor de Sarney na quarta-feira na sessão do Conselho de Ética. Naquele dia, atacou Mercadante na internet.

“Coisa feia Mercadante. Pela manhã assumiu, junto aos senadores João Pedro e Ideli que iria ler carta do presidente Berzoini. Na coletiva, negou”, disse. Na referida carta, Berzoini defendia o apoio a Sarney. O presidente petista também manifestou-se ontem no microblog. “Mercadante anunciou que fica na liderança do PT no Senado. Correto”, disse.

Político assíduo no Twitter, o líder do DEM, José Agripino (RN), não desgruda de seu iPhone, por onde envia suas mensagens diárias. “Eu sabia que a pinimba de Lula com o Senado ia dar no que deu. Assumiu a liderança do PT já enxotando quem não quer”, afirmou o senador. Mais discreto, Cristovam Buarque (PDT-DF) também deixou seu recado. “Os senadores do PT se transformaram em carteiros, um dia, carta do Berzoini. Outro dia, carta do Lula”.

Pelo Twitter, deputados e senadores divulgam agenda, comentam assuntos do dia e falam até de futebol. É uma forma, inclusive, de passar longe de microfones, gravadores e holofotes. Mas, em troca, correm o risco de serem bombardeados pelos internautas, como foi o caso de Mercadante.Cento e quarenta toques num teclado de computador têm excitado a política brasiliense. Agora, políticos, quando podem, deixam os repórteres de lado e se manifestam no famoso microblog Twitter, febre na internet que chegou de vez ao Congresso nesta semana.

Dão, inclusive, notícias em primeira mão. Foi o que fez na quinta-feira, 20, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao anunciar, em seu Twitter, que renunciaria à liderança do partido. “Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável.”

O “irrevogável” perdeu a validade logo na manhã da sexta-feira, 21. A tarefa de divulgar o recuo do senador paulista coube a João Pedro (PT-AM). “O senador Mercadante entrou em contato comigo hoje de manhã e disse que permanecerá no cargo”, avisou.

Mercadante acabou sendo vítima do seu próprio Twitter. Logo após seu discurso de recuo em plenário, milhares de mensagens de repúdio à sua postura invadiram o microblog. Foram mais de três mil manifestações em poucas horas. “Fui às ruas pelo PT, fiz campanha pelo PT, votei no PT e hoje você ajudou a decidir o que fazer no futuro: PT nunca mais”, enviou a Mercadante um internauta chamado Igor Polaroid.

Na sexta, aliás, o nome do senador estava entre os cinco mais comentados do dia no Twitter brasileiro. “Estou decepcionado com sua atitude, eu via em você um grande político, mas agora deixou se envenenar pelo próprio partido”, disse o internauta de codinome “tiagojacot”.

Mercadante então reagiu na internet, se ancorando no apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O presidente disse que sou imprescindível, apesar das divergências diante da postura do PT e do governo frente à crise do Senado”, disse.

Desafeto de Mercadante, o petista Delcidio Amaral (MS) procurava – pelo Twitter – alguém em seu Estado, enquanto o colega discursava no Senado. “Bom dia. Mato Grosso do Sul, onde está Wally?” Delcídio votou a favor de Sarney na quarta-feira na sessão do Conselho de Ética. Naquele dia, atacou Mercadante na internet.

“Coisa feia Mercadante. Pela manhã assumiu, junto aos senadores João Pedro e Ideli que iria ler carta do presidente Berzoini. Na coletiva, negou”, disse. Na referida carta, Berzoini defendia o apoio a Sarney. O presidente petista também manifestou-se ontem no microblog. “Mercadante anunciou que fica na liderança do PT no Senado. Correto”, disse.

Político assíduo no Twitter, o líder do DEM, José Agripino (RN), não desgruda de seu iPhone, por onde envia suas mensagens diárias. “Eu sabia que a pinimba de Lula com o Senado ia dar no que deu. Assumiu a liderança do PT já enxotando quem não quer”, afirmou o senador. Mais discreto, Cristovam Buarque (PDT-DF) também deixou seu recado. “Os senadores do PT se transformaram em carteiros, um dia, carta do Berzoini. Outro dia, carta do Lula”.

Pelo Twitter, deputados e senadores divulgam agenda, comentam assuntos do dia e falam até de futebol. É uma forma, inclusive, de passar longe de microfones, gravadores e holofotes. Mas, em troca, correm o risco de serem bombardeados pelos internautas, como foi o caso de Mercadante.

Clique aqui para ler a íntegra da notícia no site do Estadão.

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *