Depois de semanas de testes, um convite aos internautas para delinear o formato, a promessa de uma revolução no campo da comunicação, o Blog...

Depois de semanas de testes, um convite aos internautas para delinear o formato, a promessa de uma revolução no campo da comunicação, o Blog do Planalto entrou no ar causando frustração e embaraços para quem tentou acessá-lo. Além da navegação lerda, em alguns momentos praticamente impossível, o site de Lula nem de longe se parece com um blog.

O objetivo declarado — acabar com a mediação e o monopóplio da opinião pela imprensa convencional — não foi cumprido. O primeiro vício é justamente a reposição dos mediadores do outro lado do balcão.O blog é alimentado por uma equipe de jornalistas contratados pela SECOM. Lula não escreve uma linha sequer.

O caminho para esse tipo de advento foi aberto pelo polêmico Blog da Petrobras, que pretensamente inauguraria a nova era da comunicação direta, mas acabou caracterizado como uma fórmula para acabar, isto sim, com os furos de reportagem em que a estatal figurava como alvo.

Para os internautas, a principal diferença entre o blog do Lula e qualquer outro é a ausência da possibilidade de comentar e interagir com os conteúdos gerados pela equipe de assessores. Classicamente, os blogs são um espaço de manifestação em duplo sentido. O blogueiro expressa o que bem entende, o leitor comenta, condena ou aprova o que foi publicado.

Como de resto em todo processo de comunicação mediado (neste caso, mediado pela fonte) o Blog do Planalto não representa nada além de uma nova ferramenta do marketing político de Lula — mais uma empulhação eleitoreira patrocinada pelo pagador de impostos.

Se era só para isso, não precisavam gastar tanto dinheiro em uma página na internet.

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