Da Folha Online. Márcio Falcão Os partidos da oposição na Câmara conquistaram nesta quarta-feira o apoio de quatro legendas da base governista contra a...

Da Folha Online.

Márcio Falcão

Os partidos da oposição na Câmara conquistaram nesta quarta-feira o apoio de quatro legendas da base governista contra a urgência para a tramitação das propostas que regulamentam a exploração do pré-sal. A aliança deixou o PT praticamente isolado na defesa do prazo de 90 dias para o Congresso analisar as matérias.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que vai levar amanhã na reunião do Conselho Político um novo pedido para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retire a urgência das propostas.

Durante a reunião de líderes da Câmara, além de PSDB, DEM, PPS e PSOL, representantes do PMDB, PP, PR e PTB cobraram que o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), discuta com o presidente Lula o fim da urgência.

Apesar da pressão, o líder do PT, Henrique Fontana (RS), disse que o governo não vai voltar atrás na ideia de fixar um prazo para que as matérias que tratam do pré-sal sejam analisadas na Câmara e no Senado. Fontana minimizou o racha na base e ironizou o argumento da oposição de que discutir o pré-sal em 90 dias é desrespeitar o trabalho do Congresso.

“A base tem posição favorável à urgência para as matérias. Temos que ter consciência que a votação rápida dessas propostas vai permitir que o Brasil tenha mais cedo os lucros da riqueza do pré-sal”, disse.

Fontana criticou as declarações do governador José Serra (São Paulo) de que as discussões sobre a forma de exploração do pré-sal tenham ficado restritas ao gabinete do presidente Lula nos últimos 22 meses. “Não consigo entender essa declaração do governador José Serra. O pré-sal está sendo estudado por todo mundo. As empresas que atuam no setor estão funcionando a mil, todo mundo está devorando o pré-sal é curioso que só agora a oposição comece a prestar atenção nessa questão”, disse.

O líder PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO), afirmou que se o governo insistir na urgência pode provocar um racha definitivo na base. “A bancada quer tempo maior para entender, para discutir. Se hoje você pegar o deputado que mais discutiu essa questão ainda assim até agora ele não tem muito conhecimento. Então, se não temos o conhecimento adequado a urgência é negativa para um processo tão importante para o futuro do Brasil”, disse.

Líderes do PSDB, DEM, PSOL e PPS afirmaram que pretendem continuar no processo de obstrução das votações na Câmara em protesto contra a urgência dos projetos do pré-sal. O líder do DEM, Ronaldo Caído (GO), disse que o pedido de urgência mostra que o governo quer tratar o Congresso como um cartório.

“Dessa forma o presidente trata o Congresso como um cartório que só bate carimbo nas propostas do governo. É impossível nesse curto espaço de tempo discutir quatro temas tão diferentes e abrangentes como esses. Isso é ridículo e absurdo. É um gesto truculento. O presidente Lula está destruindo essa convivência harmônica que foi construída pelo presidente Temer, no momento em que o governo nos impõe autoritariamente um rito de urgência constitucional”, afirmou.

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