Do jornal Correio Braziliense A Polícia Civil afirma ter dois suspeitos de envolvimento com o assassinato do advogado José Guilherme Villela, de sua mulher,...

Do jornal Correio Braziliense

A Polícia Civil afirma ter dois suspeitos de envolvimento com o assassinato do advogado José Guilherme Villela, de sua mulher, Maria Carvalho Villela, e da empregada Francisca Nascimento da Silva. O crime ocorreu em 28 de agosto no apartamento das vítimas, que fica no Bloco C da 113 Sul, área central de Brasília. Os três foram assassinados com 72 facadas.

Familiares do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmaram que  os assassinos levaram as joias guardadas no closet. Os supostos autores seriam dois jovens próximos à família. Até o momento, ninguém foi preso.

Durante o dia, peritos e agentes estiveram várias vezes no prédio onde ocorreu o assassinato. Na noite desta quarta-feira, a delegada da 1ª DP (Asa Sul), Martha Vargas, saiu acompanhada da neta do casal assassinado, Carolina Villela, 22 anos, em direção ao prédio onde José Guilherme e Maria Carvalho moravam. O objetivo da visita era esclarecer, com a ajuda de Carolina, algumas dúvidas que ficaram durante o depoimento da jovem.

Digitais

Antes dela, chegou à delegacia um grupo de 12 operários que fizeram um serviço no prédio do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os trabalhadores terminaram as obras no edifício há três semanas. Eles tiveram as digitais colhidas e foram liberados em seguida.

O assassinato do casal Villela e da empregada Francisca ocorreu entre 17h e 19h da última sexta-feira. No fim de semana, os parentes tentaram ligar por diversas vezes para o celular do casal de advogados. Sem sucesso, eles chegaram a pensar que José Guilherme e Maria Carvalho tinham viajado para outro estado.

Os corpos foram encontrados na seguinte disposição: a funcionária e o patrão estavam caídos no corredor, perto da cozinha. A mulher do ex-ministro foi encontrada na outra extremidade da passagem, próximo do closet, onde estavam as joias.

Segundo a delegada, o criminoso (ou criminosos) segurou Maria antes de desferir os golpes de faca. “Há indício de que ela tenha sido contida antes de ser esfaqueda”, destacou.

Perícia

O Instituto de Medicina Legal (IML) constatou 72 golpes de facas nas três vítimas. O advogado José Guilherme Villela foi o mais atingido. Os peritos detectaram 38 perfurações, sendo 26 na região do peito e 12 pelas costas. Já a mulher dele recebeu 12 golpes e Francisca Nascimento, 22. A polícia apreendeu a arma utilizada no crime: uma faca de 16cm. Os parentes das vítimas não reconheceram o objeto como sendo do casal.

É provável que o crime tenha sido cometido por mais de uma pessoa. Os autores, segundo a polícia, levaram dólares e várias joias, como um anel, pulseiras de ouro, um colar de pérolas e um cordão com pingente de cor azul, em forma de coração, que o casal guardava no closet do apartamento.

Em razão dos objetos levados, a polícia trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte).

Clique aqui para ler a íntegra da cobertura no site do Correio Braziliense.

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