Eduardo Bresciani – Agência Estado Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram votar nesta quarta-feira, 15, apenas as questões preliminares do julgamento do processo...

Eduardo Bresciani – Agência Estado

Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram votar nesta quarta-feira, 15, apenas as questões preliminares do julgamento do processo do mensalão. Antes das três últimas defesas previstas para esta tarde, a sessão começou com um debate suscitado pelo ministro Marco Aurélio Mello de que não seria ideal que o relator, Joaquim Barbosa, iniciasse a leitura do seu voto nesta tarde.

“Eu me manifesto no sentido de deixar o início do julgamento propriamente dito com tomada dos votos dos ministros, a tomada do voto do relator, para o dia de amanhã”, defendeu Marco Aurélio.

O relator adiantou que não pretende iniciar a votação do mérito hoje, abordando somente questões preliminares, ou seja, sem dar decisões pela condenação ou absolvição. “Gostaria de tranquilizar o ministro Marco Aurélio, quanto à objeção do início da leitura do voto, tranquilizo que só pretendo trazer hoje ao julgamento as preliminares, nada além disso”. Ele destacou ainda que 50% dessas preliminares já fora decididas pelo tribunal em outras ocasiões. Afirmou estranhar a preocupação do colega visto já ter participado de outras sessões que superaram as 23 horas.

Os ministros debateram o tema e decidiram pela continuidade do julgamento hoje após as sustentações orais das defesas. Além de Marco Aurélio, o ministro Ricardo Lewandovski, relator do processo, foi outro a demonstrar contrariedade. Lewandovski ressaltou não ter participado da reunião que definiu o cronograma e, por isso, disse-se impedido de manifestar seu voto sobre a manutenção ou não dele. Aproveitou para destacar que se “submeteu à corte” ao apressar seu voto revisor e permitir o cumprimento do calendário.

Entre as questões preliminares estão o pedido de anulação de parte do processo do réu Carlos Alberto Quaglia, por não ter havido notificação do seu advogado, e o de inclusão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como réu, pela defesa do delator do mensalão e presidente do PTB, Roberto Jefferson.

Beba na fonte: STF adia leitura dos votos de condenação ou absolvição – politica – politica – Estadão.

Comentários

  • bartolomeu

    15/08/2012 #1 Author

    É impressionante como tem ministro fazendo “cera” para impedir o voto de Cear Peluzo. Marco Aurélio, Lewandovsky e, por incrível que pareça, Celso de Mello. Incrível, também, é que ninguém, além de Joaquim Barbosa, tem coragem de votar pela agilização do julgamento. Até Ayres Britto, que tem “vergonha” de exercer os poderes de presidente dos trabalhos. Apesar dos elogios e salamaleques próprios dos ministros, NINGUÉM criticou o fato de, na primeira audiência, Marcio Tomaz Bastos levantar uma questão de ordem que já havia sido objeto de decisão pelo STF por três vezes e Lewandovsky já estar com um voto pronto, de setenta páginas, em favor da tal questão. Resultado: Lulla e os mensaleiros, seus discípulos ganharam um dia! Ficou mais do que claro que o ministro fez uma dobradinha com o advogado de um dos réus, chamado, sintomaticamente, pelos colegas defensores de GOD (Deus). Os ministros proteladores aos poucos vão perdendo a compostura…

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