Paulinho da Força fala em descentralização para SP e diz que Haddad copiou suas propostas

Cristiane Salgado Nunes – O Estado de S. Paulo

O candidato do PDT à Prefeitura de São Paulo, Paulinho da Força, em entrevista ao ‘Estado’, nesta segunda-feira, 20, apresentou seu programa de governo de descentralização administrativa para a cidade e de emprego na periferia, e disse que Fernando Haddad (PT) copiou suas propostas.

Daniel Teixeira/AE

Paulinho da Força (PDT) participa da série de entrevistas com candidatos à Prefeitura de São Paulo.
Paulinho propôs, caso seja eleito, acabar com a centralização da gestão do prefeito Gilberto Kassab, implantando eleições diretas para as subprefeituras da capital paulista.

“A atual gestão centralizou a administração e uma pessoa só não consegue administrar uma cidade maior do que Portugal”, afirmou.

O candidatou disse que vai levar cerca de 2 milhões de emprego à periferia,  promovendo incentivos fiscais às empresas. Paulinho criticou a concentração atual de escritórios na região central de São Paulo: “Por que as empresas de telemarketing estão no centro de São Paulo? Não há necessidade. O trabalhador viaja 3 horas para atender telefone”.

Na educação, Paulinho falou que vai acabar com a progressão continuada nas escolas e que pretende incentivar a prática de esportes a crianças. “Quem sabe a gente não melhore um pouco na Olimpíada?”, comentou.

Paulinho também prometeu acabar com “a indústria da multa em São Paulo”.

O candidato do PDT criticou a atuação da presidente Dilma Rousseff nas negociações com os servidores federais. “Tem uma série de obrigações que a Dilma assumiu, mas não cumpriu. A presidente Dilma leva muito em consideração os números e não vê o outro lado, o social”. Paulinho afirmou que a presidente combate a crise com arrocho salarial, postura diferente adotada por Lula durante seu governo.

Paulinho disse que se considera um candidato ficha limpa, apesar das condenações em primeira instância de processos de improbidade admnistrativa e de uso do dinheiro público do Banco da Terra.

Paulinho declarou que respondeu a esses processos por ter sido presidente da Força Sindical: “São processos antigos. Depois desses processos, a Força Sindical rompeu o convênio com o governo, porque estávamos ajudando o governo e, por isso, acabamos tendo uma série de processos”.

Próximo entrevistado. Na terça-feira, 21, às 14h, a candidata do PSTU, Ana Luiza, apresentará suas propostas e responderá às perguntas dos internautas.

Paulinho da Força foi o terceiro entrevistado da série “Entrevistas Estadão” com os candidatos à Prefeitura de São Paulo. Carlos Giannazi (PSOL) e Levy Fidelix (PRTB) foram os outros postulantes já entrevistados na semana anterior.

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