A injusta queda do IBOPE de Dilma Rousseff

O IBOPE registrou, pela primeira vez desde o início do governo, uma queda expressiva nos índices de popularidade da presidente Dilma Rousseff em algumas metrópoles importantes. Em São Paulo e em Curitiba, a regressão  ficou  entre 10 e 14 por cento. Não se sabe o que contribuiu para isso — se as greves ou o pessimismo que se estabeleceu quando a crise econômica global começou a dar sinais de que o Brasil não está imune a seus efeitos.

Ninguém vai brigar com o eleitor ou sobrepujar sua soberania para avaliar o desempenho de governantes. Mas há uma flagrante injustiça na nota que a presidente recebeu.

Discreta, avessa ao palanque, Dilma tem se esforçado para acertar — e tem acertado muito, a despeito dos erros que também tem cometido. Graças a ela o governo federal conseguiu se desvincular do Mensalão, permanece equidistante das eleições municipais e vai tocando com competência a gestão da economia.

A presidente mandou para o lixo o ideário retrógrado antiprivatista do núcleo de poder de seu próprio partido ao anunciar um ambicioso programa de soerguimento da malha ferroviária e de recuperação das rodovias. Já não era sem tempo. E tem adotado uma postura democrática e realista, feito um exercício de paciência, ao enfrentar os sindicalistas oportunistas que o governo Lula engordou com benesses e verbas a rodo.

Tudo isso evidencia que houve um câmbio positivo entre o governo passado e este. Se fosse só por isso, para demolir os vícios da administração de Lula, sua performance já deveria receber uma menção positiva.

Pena que o eleitor, ao que indica o IBOPE, não encontre virtude nisso.

Se assim fosse, a presidente certamente não estaria experimentando esse momento de inflexão em sua avaliação.

Comentários

18 thoughts on “A injusta queda do IBOPE de Dilma Rousseff

  1. Ótimo post, bom texto.

    E haja paciencia pra ler os dinossauros reacionários ainda falando em “foro de São Paulo”.

  2. Pannunzio, jamais votarei em petralhas,mas chego a ter pena da Dilma, já está na hora de dar um pé no traseiro do molusco e começar governar de fato, com seriedade. Ela acha que tem um dívida com Lula por te-la eleita presidente,, mas, não vê a bomba que ele deixou em suas mãos, um país quebrado, cheio de companheiros corruptos, obras empacadas, sindicalistas pedindo aumentos abusivos.Espero que não se dobre e governe com muita seriedade,porque será responsabilizada por tudo que não d er certo, enquanto o molusco continuará a ser o” cara”.

  3. A Ditadura é triste.Mas a Democracia corrupta e odiosa….

    Até que fim alguém da ativa falou!
    Espero que não seja o único.

    General Valmir Fonseca Azevedo Pereira

    Reflexões:
    O nosso jeitinho frouxo e cretino de ser

    Lá se vai mais um ano, e a cada dia torna-se impossível não ser mais orgulhoso de ser brasileiro. Estamos em paz com a nossa consciência (?), pois não importa se vivemos sob a ditadura da corrupção, e que o peculato não é crime, mas sinal de inteligência (gostou do elogio, Lupi?), e o que interessa é que vivemos despreocupados, e que o problema é dos outros, não nos interessando se os outros são VOCÊS.
    Depois que do nada viramos um tudo, e passamos a usufruir de carros, mulheres, riquezas, poder e impunidade. Nós atingimos o panteão da esbórnia institucionalizada sem o menor esforço. Não importa que o País esteja estratificado, o que importa é que vivemos em êxtase. No País, testemunhamos um verdadeiro milagre em andamento, que promete durar mais vinte, trinta anos.
    Não adianta falar que a carga tributária do brasileiro está próxima de 40% do PIB, e que o país tem um dos piores índices de qualificação e eficiência de seus serviços públicos.
    Não importa que o país acumule troféus de incompetência, seja no IDH, o 84º lugar; no analfabetismo, o 95º; na mortalidade infantil, o 106º; na renda per capita, 71º; e ocupe apenas o 52º lugar entre 110 países da América Latina melhor para se viver, e que estamos no primeiro lugar no mundo em corrupção, com mais de R$ 80 bilhões desviados do bolso de VOCÊS.
    Se alguém afirma que o metrô de Brasília é o mais caro do mundo, não podemos deixar de falar com a boca cheia, que nada devemos às mais avançadas nações do mundo. Sim, quantos países atingiram tal situação?
    Quantos países podem taxar os remédios, e o brasileiro é um doente crônico, com 33,9% de impostos, que pagamos sem o menor muxoxo?
    O que importa, se temos apenas 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, e uma participação no comércio mundial em torno de 2%, e que a nossa d­ívida interna está só em um trilhão e 500 bilhões de reais?
    Sem contar, que patrocinamos uma bolsa-família que paga para cinco filhos, e até os quinze anos de idade. E, conforme a necessidade de cooptação de votos, o atual benemérito desgoverno pode ampliar o leque, pois sabe que alguém sempre pagará a conta.
    Devemos apedrejar os que soltam vitupérios contra esta maravilhosa gestão, alegando que no período de janeiro a outubro de 2011, o Governo Federal já gastou R$ 197,7 bilhões de juros da dívida pública.
    Esse valor astronômico é superior à soma dos orçamentos anuais da saúde e da educação, que somaram R$ 143 bilhões.

    Não importa que a presidenta no exterior, impossibilitada de negar-se a dar uma entrevista não diga coisa com coisa e, para piorar, tropece nas palavras, que soam com gritante incoerência. No País, atém-se a um texto pobre, elaborado para não colocar em circuito sua imensa teia de neurônios mortos (provavelmente, durante as sessões de tortura).
    Não importa que nada de grandioso tenha sido construído nos últimos dez anos para sedimentar necessidade futuras, seja na infraestrutura seja na educação, pois acreditamos piamente que Deus é brasileiro, e ele nos proverá.

    Não temos escolas, nem hospitais, mas teremos imensos e majestosos estádios de futebol, pois nossa sede de circo é imensurável. Quanto ao pão, haverá sempre uma bolsa com uma cesta fornecida por ELES, às suas expensas.
    Com a inflação subindo, para 2012, modifiquemos os índices dos seus componentes e, ela diminuirá.
    Viram como é fácil?
    Sim, estamos orgulhosos, pois apesar de tudo, aumentamos o nosso já elevado índice de aceitação, tanto do EX como da atual presidente.
    Sim, somos calhordas, mas quem não é, somos jeitosos, somos coniventes, malandros, aproveitadores e, sabiamente, mandamos o futuro para o inferno.

    É isso aí gente, ninguém vive de valores, ninguém está preocupado com honestidade, com princípios, com justiça, abdicamos de pruridos que na prática tolhem espertezas.
    Por tudo, estamos eufóricos, que se preocupem com o amanhã aqueles que vierem no futuro. A vida atual é boa, não a estraguemos lendo jornais e revistas aos serviços da fajuta oposição.
    O nosso espelho é a metamorfose ambulante, exemplo de que tudo se pode, e no espelho, refletimos a imagem de nosso mestre, e como a dele, as nossas faces enchem-se de orgulho.
    Nós somos os caras.
    De fato, somos honoris em causa própria, em patifarias, em malandrices; o que trocando em miúdos, nos eleva aos píncaros do gênero cafajeste de ser dos vivaldinos.
    Brasília, DF, 02 de dezembro de 2011
    General Valmir Fonseca Azevedo Pereira

  4. Perdôe-me Pannuzio mas a única injustiça é o ainda alto índice de aprovação da Dilma. Seu desgoverno é uma piada sob todos os aspectos.
    As privatizacoes irao somente gerar, pelo seu carater transitorio, mais corrupcao.

  5. Gerindo com competência a economia? O blogueiro lembra-se das medidas aplicadas no mercado para conter a queda do dólar? Três semanas após, o Bacen viu-se obrigado a sair vendendo dólar para segurar a moeda. Faça-me o favor. E a reforma tributária, está incluída nessa gestão competente? Daqui a pouco vai falar que a visita à Bulgária foi de fato estratégica.

  6. É injusto ? Pode ser.

    Também é injusta a generosa aprovação do Lula, que com seus arrotos de demagogia chegou a falar que tinha vontade de ficar doente só para se tratar no SUS.

    O povo não sabe votar e também não sabe avaliar governantes.

    Aliás, o povo nem desconfia que a Dilma recebeu uma herança maldita enorme do falastrão inculto e incompetente.

  7. É para rir??????????
    Se for, vou rir para não perder o amigo, porque não entendi a piada.

  8. Acho que a explicação está no texto, mesmo que não evidenciada: “tem adotado uma postura […] realista”. Eis aí o problema: Governo, de forma geral, só sobe na avaliação da população quando adota aquela postura bravateira, alla Lula.

    E o autor cravou isso lá, talvez sem perceber (ou não): “pena que o eleitor […] não encontre virtude nisso”. BINGO!

    Para o PT, a seriedade e a coerência são fardos que só a oposição deve carregar.

  9. Pannunzio, acho que exigir justiça de “tribunais populares” é pura perda de tempo, até porque, em política, tal termo se presta a intermináveis debates e a patuléia, apesar de ser incensada permanentemente, não costuma racionalizar quando se trata desta matéria em particular. Pra mim, a síncope na economia explica boa parte desses números (“é a economia, estúpido?”) . Em contraste com o antecessor, não há como negar as melhorias por você elencadas, apesar de continuar achando que, tanto antes quanto agora, os índices de aprovação dos governos do petê beiram a estupidez. É justo que a massa, sentindo que sua vida melhora, reverta isso em ponto percentuais de aprovação? Pra mim, não restam dúvidas. É correta tal avaliação? Claro que não. O fato é que a sucessora não possui a inegável empatia popular do Eneadáctilo e, além de uma conjuntura internacional mais hostil, herdou algumas bombas de efeito retardado do antecessor, entre as quais a explosão de gastos da máquina estatal, onde se destaca os gastos com o funcionalismo, que hoje faz o governo de refém, contra os interesses da maioria da população. Talvez a soma destes fatores explique a queda.

  10. Pannunzio,

    Questiono dois pontos do seu post:
    Aos fatos:

    O programa de” privatizações”

    1-O Brasil tem um PIB de R$ 4 TRILHÕES/ano.O mínimo de investimento em infraestrutura ao ano é de 2%.Logo,2% de
    R$ 4 Trilhões,resulta em R$ 80 BILHÕES/ano.

    2-Dilma,a dublê de presidente da República,anunciou um programa de investimos em infraestrutura no valor total de R$ 133 bilhões,em 25 (vinte e cinco) anos.

    3-Desses R$ 133 bilhões,há uma meta (nunca cumprida) de investir R$ 23 bilhões em 5 anos.

    Conclusão: Haverá apenas um aumento de investimento em infraestrutura anual na ordem de 0,08% .Ou seja: mais um factóide para iludir os incautos.PS-Os empreiteiros de sempre agradecem.

    Ainda mais que o BNDES,estará com os cofres abertos para mais endividamento público (70% do capital do BNDES,vem do “tesouro nacional”,ou seja,venda de títulos da dívida do governo),para financiar com juros subsidiados o falso megaempresariado nacional.

    PS2-A metodologia dessa pseuda-privatização é insana porque o Estado mantém a participação de 51% e a iniciativa privada os outros 49%.

    A queda no IBOPE de Dilma Ruimsseff:

    1-Dilma,é a representação da pessoa errada no lugar errado.
    Dilma,em toda a sua história pessoal e política,nunca teve um verdadeiro projeto de país,e sim,um projeto ditatorial e totalitário (vide Foro de S.Paulo).
    2-Dilma,está apostando todas as fichas no colapso do sistema financeiro mundial,que nos próximos meses (conforme programação de décadas da Oligarquia Financeira Mundial),
    será o fato gerador do caos generalizado mundial.

    Com o caos generalizado mundial,a megacrise monetária-financeira (com origem na Europa,zona do Euro,e nos EUA),
    o Brasil será atingido com um tsunami devastador,porque não tem fundamentos sólidos em área alguma.

    Megarecessão econômica,desemprego em massa,ausência de crédito,mais violência urbana,protestos públicos,…,enfim a
    população,por mais idiota que seja e que apoiou esses psicopatas comunistas ao poder,perceberá que o “progresso brasileiro irreversível” ,não passou de mais uma fraude da Era
    Lula/Dilma .

    Com esse quadro instalado,Dilma, em “nome da ordem pública”,terá a insanidade de executar um golpe de Estado.

    PS-A única questão ainda não respondida,é o que fará o maçom representante da Oligarquia Financeira Mundial e da maçonaria Europeia,chamado Michel Temer?

    PS2-Temer sempre foi ruim de voto,mas sempre esteve junto ao poder máximo da nação.Alguém tem dúvida do por quê ser “empossado” vice-presidente da República?

  11. É importante anotar alguns senões a sua leitura da pesquisa.

    A massa ignara que compõe a banânia, talvez esteja com uma farpa no dedo para não cravar dez para a gestão dilma, mas, está longe de ter uma visão mais lúcida de seu governo.

    Quanto ao mensalão, é importante anotar e isto a mída calou de forma obsequiosa, que o co-mentor do esquema o ex-deputado José Genuíno é funcionário de alto escalão do Ministério da Defesa no cargo comissionado de “assessor”, recebendo regiamente do erário.

    Quanto às greves, note-se que a atual presidente, durante os oito anos de governo Lulla-lelé (no qual esteve presente e atuante como sua gerente), nunca disse um “talvez fosse melhor não dar tanto aos servidores públicos”, embora fosse a Gerentona e “Mãe do PAC”.

    Aliás em que lugar do mundo se lança a continuidade de um programa antes da conclusão do primeiro, acho que só aqui na banânia, se lança o PAC II antes da conclusão de 50% do PAC I. O Minha Casa Minha Vida ira entregar 500.000, em quatro anos, entregou 70.000, mas já estão gestando o MCMV II.

    A atual gestão é tão midiática quanto o anterior, apenas não conta com o caráter histriônico e as bazófias do Lulla-lelé.

    Por conta disto, este projeto de concessão de rodovias e ferrovias na verdade é o relançamento do que fora feito há um ano, com resultados inexistentes.

    O que o senhor caracteriza como “competência econômica”, só posso enquadrar como insanidade, negligência, despreparo, despudor e indolência.

    Milhares de aves e suínos estão morrendo de fome aqui nesta banãnia por falta de ração e o Governo Federal foi pego de surpresa.

    Alguém pode ser pego de surpresa em uma inundação, mas em uma seca, que já havia sido prevista há mais de seis meses, como alguém pode alegar surpresa? e que por isto não foram feitos ajustes para garantir estoques de milho e soja.

  12. Caro Pannunzio, isto prova que o Pelé tem razão: o povo não sabe votar. Muito menos avaliar os governantes.

    • Faz todo sentido lembrar o sociólogo Pelé nesse post infeliz.

    • Bernardo Mallmann : desenhe para mim que entendi se isso é um elogio ou uma critica a Dilma .

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