Da Folha Online. O gabinete do senador Papaléo Paes (PSDB-AP) vai ganhar reforço nos próximos dias. A servidora Sânzia Maia, mulher do ex-diretor-geral do...

Da Folha Online.

O gabinete do senador Papaléo Paes (PSDB-AP) vai ganhar reforço nos próximos dias. A servidora Sânzia Maia, mulher do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, foi requisitada pelo tucano para trabalhar com ele. O ex-diretor é apontado nas denúncias como o principal articulador das irregularidades administrativas descobertas na Casa. A contratação da mulher, apontada pelo tucano como um “gesto de humanidade”, dá um fôlego à família Maia, já que o marido dela corre o risco de ser exonerado do serviço público.

Papaléo confirmou à Folha Online a contratação, mas negou que tenha recebido pedido do próprio Agaciel ou do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que chegou a ser denunciado pelo PSDB ao Conselho de Ética por ter indicado e defendido a permanência do ex-diretor no cargo nos últimos 14 anos. Nesse período, foram editados, por exemplo, os 511 atos secretos, que nomearam parentes de parlamentares e aumentaram benefícios de forma sigilosa.

O tucano, que é aliado regional de Sarney, afirmou que a contratação foi um “gesto de humanidade”. Papaléo disse que não há fato algum que “desabone” o trabalho de Sânzia, que é concursada da Casa e, portanto, não teme nenhum desgaste.

“Não tem politicagem alguma nessa história. Não recebi nenhum pedido. É um gesto de humanidade. Eu estava passando pelo corredor outro dia e um funcionário comentou comigo que ela [Sânzia] estava procurando um lugar em um dos gabinetes. Mandei me procurar. Eu me imagino no lugar dela. Penso que, se fosse minha família, alguém faria o mesmo. Não é justo que por um erro meu, minha esposa, meus filhos não consigam mais uma boa colocação”, disse.

Atualmente, a mulher de Agaciel está trabalhando na gráfica, berço político do ex-diretor. Recebe FC 7, no valor de R$ 3.302,42, segundo Papaléo, e não terá nenhum reajuste com a mudança de lotação. Sânzia permaneceu de 1999 até 2008 em uma situação considerada irregular na Casa. Foi nomeada pelo próprio marido para comandar a Secretaria de Estágios, mesmo com a Lei 8.112/90, que trata do Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, proibindo que se mantenha sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil.

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