Comentário do leitor que assina como “Homem Primata” Reação por site: Brasil247: lamenta a “despersonalização” de Cunha e insinua que o julgamento foi politico....

Comentário do leitor que assina como “Homem Primata”

Reação por site:

Brasil247: lamenta a “despersonalização” de Cunha e insinua que o julgamento foi politico.

Cidadania: considera que as decisões do STF ocorrem por pressão da mídia independente. Apela aos sindicatos e afins a ir as ruas.

ConversaAfiada: praticamente ignora os resultados do julgamento e quer saber “quando” será o julgamento do mensalão do PSDB. Sobre Cunha, nenhum post específico.

CartaCapital: trata do assunto com frieza. Mas de todos depois do desastre da condenação, é o unico de que de fato cobre o julgamento.

Em comum: obvio que o resultado desagrada a todos eles. Mas nenhum deles pode-se dizer que ainda apelou de forma desproposital após a saraivada de condenações (que ainda não se sabe se terminaram).

Também obvio que se fossem considerados inocentes, o pessoal do blogpro iria soltar rojões e conclamar que o golpe do PiG fracassou e que eles já sabiam (bem tipo Galvão Bueno).

Os resultados até o momento tem deixado a todos simplemente de boca aberta. O tamanho do revés que o PT está sofrendo no tribunal é sem precedentes. Em dias, o sorriso maroto dos advogados e declarações otimistas dos acusados se transformaram em apreenção e abatimento.

Ninguém apostaria neste cenário.

Comentários

  • SideShow Bob

    03/09/2012 #1 Author

    O anão de jardim, deve estar enlouquecida com suas botinhas rosas a pisar nervosamente o chão pela injustiça que o STF promoveu e possivelmente continuará promovendo.

    Só quero ver o discurso da BESTA quando/se o Zeca Diabo for condenado.

    Responder

  • Sem Noção

    01/09/2012 #2 Author

    Motoqueiro Fastasma nesta quinta, comentando sobre João Paulo Cunha :

    – Ele sentiu dor.

    Responder

  • maisvalia

    31/08/2012 #3 Author

    Gostei do texto.
    Só uma correção, apreenção é com s.
    Abs

    Responder

  • Jose Almeida

    31/08/2012 #5 Author

    Tem um post no Noblat que diz que o JPC foi condenado por receber propina de 50 mil num contrato de 74milhões. Comemoram o fato de o STF ter usado raciocinio lógico pra concluir que apesar da falta de prova a história do gurgel fazia sentido e se tem pé de coelho, orelha de coelho, rabo de coelho, é logico que é coelho. Gostaria de saber se alguém tem noticia de propina de 0,07%. Pra mim não parece muito lógico.

    Responder

    • Fábio Pannunzio

      01/09/2012 #6 Author

      Tem provas sim. E elas foram aceitas por 10 dos 12 ministros do STF. Essa história de que não havia provas é de antes do julgamento. Agora não cola mais.

    • Jose Almeida

      01/09/2012 #7 Author

      Se eu entendi direito o raciocinio da maioria dos ministros, apesar da precariedade das provas judiciais, juntando as provas extra judiciais e um pouco de lógica chegaram na convicção de culpa. Só estou chamando atençaõ pro porcentual da propina. Essa é a lógica que não me convence. Algum comentário?

    • Sem Noção

      01/09/2012 #8 Author

      Cara: não importa quanto eh. Não era dele. Acabou.

    • Big Head

      01/09/2012 #9 Author

      Zé, deixar de conversa mole e procura no gúgol o voto do Peluso, que é um penalista de mão cheia e, talvez, o único especialista na matéria presente no STF. Ali está, de forma quase didática, todas as teses com que o Ministro destroçou a defesa dos mensaleiros. A ausência de hierarquia entre as provas, a importância das provas indiciárias, o princípio da verdade real, o domínio dos fatos e a questão da prova para quem alega. Está tudo ali, exposto de maneira clara e, digo eu, irrespondível. Vai lá. Vale a pena.

    • 5ilvio

      01/09/2012 #10 Author

      Jose Almeida, vc não entendeu direito.

  • Andre

    31/08/2012 #11 Author

    O tal “cidadania” é o mais revoltado de todos, hilário, a santa tá dando um verdadeiro chiliiiiiiiiique !!! E a parte de comentários é hoje, sem dúvida, a melhor atração da Internet mundial !!!!

    Responder

  • LUIZ DE MORAES REGO FILHO

    31/08/2012 #12 Author

    “O ROUBAR POUCO FAZ OS PIRATAS, O ROUBAR MUITO OS ALEXANDRES”.

    Padre Antônio Vieira, citado pelos ministros Celso de Mello e Ayres Britto em seus votos condenando os corruptos do mensalão.

    VALE A PENA LER

    O professor e antropólogo Roberto DaMatta recebeu uma carta de seu amigo Richard Moneygrand, escritor norte-americano e especialista em assuntos brasileiros, um brasilianista, pois assim como são identificados os intelectuais que se interessam sobre temas relacionados com o Brasil. A coluna chama a atenção dos leitores pelo enfoque que ele dá fazendo comparações entre a Suprema Corte dos EUA e o STF. Abaixo os principais tópicos da carta.

    ”Aproveito o julgamento do mensalão para manifestar o que penso como estudioso e apaixonado pelo Brasil. Sendo um marginal relativamente ao universo brasileiro, enxergo com mais clareza aquilo que vocês apenas veem. E ver, como dizia o nosso velho professor Talcott Parsons, é ter uma angulação especial. Primeiro, uma consideração sobre a organização do vosso STF. Ele aposenta seus ministros após 70 anos, o que dissocia, de modo negativo, a pessoa do papel numa área onde isso não deveria ocorrer. Numa democracia igualitária cuja tendência é a anarquia organizada, como dizia Clifford Geertz, os juízes são como os antigos sacerdotes: o seu papel de julgadores do mundo não podem ser limitados pelo tempo. Eles têm de ser juízes para a vida e por toda a vida.”

    “A vitaliciedade tira do cargo essa bobagem brasileira de uma aposentadoria compulsória aos 70 anos o que, num mundo de idosos capazes faz com que o presidente pense muitas vezes antes de indicar um indivíduo para esse cargo. Aquilo que é vitalício e só pode ser abandonado pela renúncia simboliza justamente a carga do cargo. Tal dimensão – a vitaliciedade – é mais coercitiva do que a filiação a um partido ou a crença numa religião. É exatamente isso que, no caso americano, faz com que ser um membro da Suprema Corte seja algo tão sério ou sagrado, tal como ocorre com o papado ou a realeza”.

    “Vejam como vocês são curiosos. No campo político, os personagens e partidos menos democráticos lutam e tudo fazem para obter a vitaliciedade no cargo – não é isso que está em jogo neste caso? Daí as vossas ditaduras. Mas quando essa vida com e para o cargo é positiva, vocês o limitam. O resultado são juízes cujas decisões podem ser parciais e um tribunal sempre desfalcado, a menos que vocês decidam nomear juvenis para um cargo tão pesado quanto uma vida.”
    “Aqui (nos EUA), os julgamentos e os processos criminais começam enormes e acabam pequenos. O que se deseja de um juiz não é uma aula de Direito, mas uma decisão clara, reta e curta. Culpado ou inocente. Se inocente, rua e vida. Se culpado, as penas da lei e cadeia.”

    “Ora, o que vemos neste vosso julgamento é uma novela. Na minha fértil imaginação, desenvolvi uma teoria e passei a entender por que vocês não sabem fazer cinema ou o fazem tão mal ou tão raramente produzem um cinema de primeira qualidade. Desculpe meu intrusivo palpite, mas eu penso que uma justiça democrática é como um filme – depois de hora e meia, a narrativa invariavelmente termina. Mas a justiça nesse vosso país patrimonialista e democrático é como uma novela: o caso demora décadas para entrar em julgamento e, quando entra em cena, sofre um atraso de uma gestação para ser resolvido. Na vossa etiqueta jurídica que, como dizia meus mestres de Direito, reproduz as vossas retóricas sociais, é impossível não ter uma divisão do trabalho barroco com relatores e revisores e, assim com réplicas, tréplicas, e votos repetitivos, como se o mundo tivesse o mesmo tempo de um Fórum Romano da época do nobre imperador Augusto”.

    “Finalmente, e como último ponto, quero dizer algo sobre a opinião pública, claramente desconsiderada como inoportuna por um dos vossos juízes supremos, o dr. Lewandowski. É óbvio que nada, a não ser a consciência e o saber, devem pautar os juízes. Mas ele não julga para marcianos ou para o paraíso. Ele julga para o mundo e, num universo democrático, a opinião pública representa o poder da totalidade. Uma espécie de termômetro de tudo o que passa pela sociedade. Embora essa opinião apareça na mídia, ela é isso mesmo: um meio complexo e difuso, sem dono e com todos os donos, pelo qual os limites e os abusos se exprimem. Como disse, ninguém, muito menos um juiz do Supremo deve ser pautado por ela, mas mesmo assim, ela vai segui-lo, pautá-lo e, se for o caso, dele cobrar o que ela achar que ele deve à sociedade. Caso o sistema tenha como algo democrático”.

    “O juiz deve ser soberano, mas a opinião pública também tem sua soberania porque, como ensina o Tocqueville que vocês não leram, numa democracia ela conta muito mais do que nas aristocracias porque ela existe antes da política e vai além dela. Nas democracias, mesmo os que não sabem se igualam aos que sabem; e, pela mesma ousadia, os não ricos se igualam aos ricos e é por causa disso que a igualdade aparece quando ela é desejada. Penso que esse é o caso do Brasil que vocês vivem neste momento.”

    “Porque o que está em julgamento neste mensalão não é apenas um ponto de vista político no sentido trivial da palavra, mas o valor da crença da igualdade perante a lei. O que está em jogo é a questão de fazer política e de exercer o poder com responsabilidade e transparência. No fundo, disputa-se o resgate de fazer política partidária com dignidade. Receba o meu abraço e boa sorte para o vosso Brasil, Dick”.

    Responder

  • Pessoa

    31/08/2012 #13 Author

    Não podia ser diferente, todos mamam nas tetas do governo…

    Responder

  • vicente flávio

    31/08/2012 #14 Author

    Iniciei a consulta a este blog e, inicialmente, vi uma possibilidade de leitura jornalística mais independente… com toda complexidade que isto exige.
    Com a carga de ira quase irracional demonstrada pelo jornalista na cobertura do mensalão, fiquei repensando minha postura.
    Houve da parte do blogueira uma carga de explosão de ira e virulência comemorativa que não enxerga contextualizão histórica, o olhar sempre alternativo como possibilidade, o ódio manifesto com a tal “BESTA” cegou o lampejo de brilho de jornalista inteligente. Lamento pois realmente acho que, no Brasil, a formação da opinião pública exige de nós uma paciência de cruzar informações básicas de várias fontes para nos aproximarmos de algo verídico. Lamento.

    Responder

  • Fernando Vieira

    31/08/2012 #15 Author

    Pannunzio, por que você não coloca a opção de compartilhar os seus posts nas redes sociais, como twitter e facebook?

    Parabéns pelo blog.

    Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *