Se depender do líder tucano Arthur Virgílio (AM), a mulher do ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia não vai ficar trabalhando na gráfica da...

Se depender do líder tucano Arthur Virgílio (AM), a mulher do ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia não vai ficar trabalhando na gráfica da Casa.

“Sugiro que ela fique lotada no gabinete do Sarney”, afirmou. “Lá é o melhor lugar para ela e não num gabinete de um senador do PSDB”.

A resposta de Virgílio é uma espécie de ataque à decisão do colega Papaléo Paes (PSDB-AP), que informou que iria empregar Sânzia Maia em seu gabinete. Para isso, o parlamentar alegou questões humanitárias e não políticas.

A funcionária, no entanto, recusou o convite, dizendo que não queria causar constrangimentos ao político amazonense.

Papaléo Paes teria sido enquadrado pelo presidente nacional da legenda, Sérgio Guerra (PE) que, procurado, preferiu não comentar o assunto. Mas Papaléo, ao que tudo indicava, continuava firme na decisão.

A contratação traria desgaste para o PSDB, que representou contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com acusações de que ele teria participado da edição de mais de 500 atos secretos.

Essas medidas, por vez, foram intermedias por Agaciel Maia, apontado como um dos principais responsáveis pelo esquema que culminou na maior crise política da história do país.

O comentário de Virgílio também pode ser uma ironia a Sarney. Para quem não se recorda, o ex-presidente da República é amigo pessoal de Agaciel Maia, e foi padrinho de casamento da família do diretor que corre o risco inclusive de ser exonerado do serviço público.

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