O ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, tem uma carta na manga para tentar convencer o presidente Lula a não afrontar o agronegócio reajustando os...

O ministro Reinhold Stephanes, da Agricultura, tem uma carta na manga para tentar convencer o presidente Lula a não afrontar o agronegócio reajustando os índices de produtividade que servem como base para a desapropriação de imóveis rurais. É um relatório feito pela área técnica do ministério e por técnicos da CONAB.

O ducumento foi elaborado a partir da compilação de informações de fontes oficiais como o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a CONAB e o IBGE. Trata da evolução do número de assentados, produção e produtividade no estado do Pará.. Também houve análises em campo. O acervo fotográfico mosrta claramente o ambiente de favelização rural e evidencia a miséria em que vive a maioria das famílias assentadas.

A análise parte de 1994, ano em que havia apenas 3.406 famílias assentadas no Pará, e vai até o ano passado. Em 2004, o número havia crescido para 116.798. E no ano passado chegou a 248.056 famílias — um crescimento de 7.289%.

A produção de mandioca, no mesmo período, passou de 3,7 mil toneladas em 1994 para 5,6 mil toneladas em 2008 — um crescimento desprezível de apenas 51 por cento face ao aumento da população.

Desempenho pior teve a produção de arroz, feijão, milho e mandioca. Passou de 606 mil toneladas em 1994 para 1,370 milhão de toneladas dez anos depois. Em seguida decresceu para 1,134 milhão de toneladas.

A produção de mandica e grãos caiu de 20,7 toneladas por família em 91 para 7,4 toneladas por família — praticamente um terço do que se produzia 15 anos atrás, quando quase não havia assentamentos de sem-terra no Pará.

Os resultados dessa análise casam como uma luva na argumentação do agronegócio. Se não aplica as regras de produtividade em seus próprios assentamentos, como o MST quer que o governo imponha índices ainda mais rigorosos aos com-terra?

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