Do Terra O governo da Islândia negou o primeiro pedido de extradição do ex-cirurgião Hosmany Ramos, preso na Islândia por porte de documento falso....

Do Terra

O governo da Islândia negou o primeiro pedido de extradição do ex-cirurgião Hosmany Ramos, preso na Islândia por porte de documento falso. Na semana que vem, um emissário do Ministério da Justiça deve chegar a Oslo, na Noruega, para protocolar uma solicitação formal. O ministério também pedirá que Hosmany, que é foragido da Justiça brasileira, permaneça preso até que a solicitação seja julgada.

Hosmany Ramos foi preso em 1981 e condenado a 47 anos de prisão por crimes de assassinato, sequestro e roubo. Ele cumpria pena no interior de São Paulo e fugiu do País durante uma saída temporária no Natal do ano passado. No Brasil, ele se diz inocente e alega que sua condenação foi articulada pelo governo militar. No início de agosto ele foi preso na Islândia tentando embarcar com um passaporte falso.

Inicialmente, o governo brasileiro tentou justificar o pedido de extradição apenas com base no crime cometido na Islândia, que tem pena prevista de 15 dias. Agora, segundo o Ministério das Relações Exteriores, a solicitação será embasada nas acusações que pesam contra ele no Brasil e em sua fuga da cadeia. Como o Brasil não possui embaixada na Islândia, o pedido será protocolado na de Oslo. Hosmany deve deixar a prisão na próxima semana, caso o país europeu não acate a solicitação de prisão preventiva.

Se o país europeu vier a julgar a extradição e mantiver a prisão, o caso de Hosmany será semelhante ao do italiano Cesare Battisti, ex-integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC). Battsiti permanece preso enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não julga o pedido de extradição feito pela Itália.

O editor dos livros de ex-médico no Brasil, Luiz Fernando Emediato, explicou que Hosmany estava vivendo na casa do filho, em um país nórdico, e teria ido ao Canadá com um passaporte de um parente morto. Ele foi detido na Islândia quando o voo fazia uma conexão em Reikjavik.

O ex-cirurgião está em uma cela que parece um quarto de hotel quatro estrelas, com TV, computador e um aparelho para ouvir música. Ele faz exercícios todos os dias e tem direito a telefonar e receber telefonemas. Hosmany tenta autorização do governo islandês para ficar no país.

Em janeiro deste ano, o ex-cirurgião lançou uma campanha à Presidência da República, com direito a site na internet. Contudo, pela legislação eleitoral, detentos em condenação definitiva não podem se candidatar enquanto a pena não for efetivamente cumprida.

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *