Luis Augusto Gomes e Carlos Carone A Polícia já solucionou cerca de 80% do latrocínio (roubo seguido de morte) do ministro aposentado do Tribunal...

Luis Augusto Gomes e Carlos Carone

A Polícia já solucionou cerca de 80% do latrocínio (roubo seguido de morte) do ministro aposentado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e advogado José Guilherme Villela, de 73 anos, a mulher dele, Maria Carvalho Mendes Villela,69, e a governanta do casal, Francisca Nascimento da Silva, 58, mortos com 72 facadas, no apartamento onde moravam, no Bloco C da 311 Sul, há dez dias. O triplo assassinato teve a participação de uma pessoa com grau de parentesco com os Villela.O mais novo suspeito esteve sexta-feira na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), mas se recusou a prestar depoimento. Afirmou que iria usar a determinação da lei e só falaria em juízo.

No entanto, declarou que sua relação com W.M.F., filho de uma funcionária do casal Villela e preso com um irmão, na quarta-feira, entre o Sudoeste e o Cruzeiro, conforme o Jornal de Brasília divulgou com exclusividade era estreita e apenas profissional. Os irmãos foram soltos sexta-feira à tarde. Apesar da recusa em prestar declarações, nas sucessivas perícias feitas por peritos Instituto de Criminalística no apartamento 601/602, de propriedade do advogado e ministro aposentado, impressões digitais da pessoa que tem parentesco com os Villela foram encontradas no imóvel. O confronto, em uma nova perícia, foi positivo.

REVIRAVOLTA NO CASO
A polícia admite que, por ser parente do casal, é natural a localização das digitais. Porém, o agravante é o local do encontro, mantido em absoluto sigilo como uma das provas da investigação. “A pessoa não terá alternativa e o nome deve ser anunciado terça-feira, para surpresa de amigos, vizinhos, parentes e de Brasília”, disse uma fonte. A revelação justifica a informação da delegada Martha Vargas, chefe da 1ª Delegacia de Polícia e responsável pela investigação, quando saiu sexta-feira à noite, do prédio onde ocorreu o triplo assassinato, com um homem encapuzado. A pessoa usava calça e blusa pretas, de mangas compridas e óculos escuros. Apenas as mãos brancas com uma aliança dourada na esquerda eram visíveis. Apontada como uma delegada competente, Martha Vargas disse: “Uma reviravolta pode acontecer na investigação”.

De acordo com uma fonte da polícia, o encapuzado era uma pessoa da família Villela que foi levada ao apartamento para ajudar em pequenos, mas importantes detalhes para a polícia esclarecer as três mortes ocorridas no início da noite do último dia 28, sem pistas para agentes da Seção de Investigações de Crimes Violentos (SIC-Vio) da 1ª Delegacia de Polícia, num primeiro momento das investigações.

Em entrevista coletiva à imprensa, o diretor geral da Polícia Civil, delegado, Cleber Monteiro, disse que a princípio o crime era de latrocínio porque o, ou os suspeitos, roubaram joias e dólares. Ele afirmou que, nenhuma hipótese será descartada. “O caso requer várias linhas de investigação que vão se afunilando com as provas”, disse. A investigação inicial apontou W.M.F. e um irmão dele como suspeitos. W. está em liberdade condicional por roubo contra Edvaldo dos Santos, na QNP 15, em Ceilândia. Detido por moradores, o rapaz quase foi linchado.

O movimento na 1ª DP de policiais e delegados que trabalham para elucidar o crime que chocou o DF pela sua brutalidade, continuou intenso durante todo o dia de ontem. A exemplo da noite de sexta-feira, uma nova testemunha entrou sem mostrar o rosto na delegacia. Desta vez, um rapaz passou cercado por policiais usando um capuz azul,de uma jaqueta que trajava. Ele prestou depoimento por cerca de duas horas, após chegar à delegacia, por volta de 20h30.

A delegada que investiga o caso, Martha Vargas, resolvou quebrar o silêncio e conversou com a imprensa. De acordo com ela, algumas testemunhas que ajudam a resolver o crime serão ouvidas na delegacia e continuarão a entrar sem mostrar suas identidades. “Apesar de desejarem colaborar com as investigações, essas pessoas preferem manter o anonimato por uma questão de segurança”. explicou a delegada.

BUSCA POR PROVAS
Durante o dia, policiais, a delegada e peritos do Instituto de Criminalística (IC) retornaram pela oitava vez ao apartamento da 113 Sul onde ocorreu o crime. O objetivo era o mesmo das outras vezes, a busca por provas que confirmem a suposta participação de dois irmãos, filhos de uma funcionária casa, no crime.

A delegada também falou que a ajuda da população será bem-vinda. “Quem tiver informações sobre esse caso pode ligar para o número 197 da Polícia civil sem se identificar. Estamos trabalhando exaustivamente e vamos chegar aos culpados desse crime brutal”, garantiu a delegada.

Leia a íntegra no site do Jornal de Brasília clicando aqui.

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