Célia Froufe, da Agência Estado O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, só deverá voltar a conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva...

Célia Froufe, da Agência Estado

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, só deverá voltar a conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a respeito da atualização do índice de produtividade, com fins de reforma agrária, ao final deste mês. A sinalização foi dada pelo próprio ministro, ao sair da comissão de agricultura do Senado, que debateu o tema na manhã desta terça-feira, 8. Ele disse que o próximo encontro com o presidente será para discutir e anunciar o zoneamento da cana-de-açúcar, previsto para o dia 17. “Nesta semana e na próxima não devemos tratar do assunto, apenas após à cana-de-açúcar”, afirmou.

Stephanes comentou que, durante o encontro que teve mais cedo com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, também sobre o índice de produtividade, o colega manifestou que aguardará o encontro do ministro da Agricultura com Lula. Stephanes disse que apresentou ao colega as dificuldades que enxerga na atualização do indicador – as quais também apresentará ao presidente – e ouviu de Cassel seus argumentos favoráveis à criação de um novo índice. “Tivemos uma conversa cordial, tranquila, como sempre tivemos”, relatou.

Stephanes disse ainda aos jornalistas que enviará a Lula o decreto delegando a constituição do Conselho que decidirá sobre a atualização ou não do índice de produtividade. Questionado a respeito de como atuará se o presidente mantiver a posição de atualizar o indicador, o ministro respondeu que esta era uma hipótese possível. “Temos que ver depois.”

Produtores repudiam a criação do novo índice de produtividade e parlamentares da bancada agrícola já manifestaram que deixarão de apoiar o ministro caso ele assine a portaria interministerial com Cassel. O documento, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, já foi rubricado pelo responsável pela pasta e encaminhado à Agricultura.

A bancada do PMDB também realizou uma reunião com Stephanes para debater o tema. Ao final, houve a indicação de que o ministro não assinasse a portaria, respaldado pelo partido, ao qual Stephanes é filiado e concorreu às eleições para deputado no último mandato.

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