O ministro Nelson Jobim (Defesa) afirmou nesta terça-feira aos líderes partidários da Câmara que o acordo entre Brasil e França para a compra de...

O ministro Nelson Jobim (Defesa) afirmou nesta terça-feira aos líderes partidários da Câmara que o acordo entre Brasil e França para a compra de 36 aviões caça Rafale dos franceses ainda é uma decisão política e não está fechada. Segundo os líderes que acompanharam a reunião, o ministro sinalizou que as negociações com a França ganharam força porque há garantia de transferência de tecnologia.

“O ministro deixou claro que o governo ainda não bateu o martelo sobre a compra dos caças. Portanto, ainda não está decidido. O governo ainda vai fazer uma avaliação mais ampla dessa negociação”, disse o líder do PSB na Câmara, Rodrigo Rollemberg (DF).

Na avaliação do deputado, se Estados Unidos e Suécia reforçarem as negociações sobre a questão da troca de tecnologia, há espaço para uma nova avaliação. “Acredito que pesou a presença do Sarkozy [presidente francês Nicolas Sarkozy] no 7 de setembro para este anúncio, mas na verdade a questão da transferência de tecnologia é que vai pesar”, afirmou.

Jobim fez uma apresentação nesta terça-feira aos líderes partidários da Câmara do projeto de reestruturação das Forças Armadas e foi questionado pelos líderes sobre o acordo militar com França.

O governo brasileiro confirmou ontem a negociação com a França. Os governos dos dois países divulgaram um comunicado sobre o acordo de cooperação militar para a compra de 36 aviões de combate Rafale.

Segundo reportagem da Folha publicada hoje, os valores envolvidos só encontram similares no mundo emergente nos gastos da Índia –que irá comprar US$ 11 bilhões em aviões de combate em breve. Mas os mais de R$ 30 bilhões a serem gastos em 20 anos na compra de submarinos, helicópteros e caças representam cerca de dez dias do gasto militar americano em 2008.

Não deverá haver impacto significativo no gasto militar proporcional ao PIB, hoje na casa dos 1,5%. É compatível com a média de 1,3% da América Latina, mas no caso brasileiro mais de 80% são gastos com salários e pensões. Ainda assim, para fins de comparação, o gasto previsto para o PAC neste ano está em R$ 22 bilhões.

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