“Não se pode negar nem depreciar a Itália” em seu esforço para “vencer a insubordinação sem quebrar a ordem institucional”. Esta é a opinião...

“Não se pode negar nem depreciar a Itália” em seu esforço para “vencer a insubordinação sem quebrar a ordem institucional”. Esta é a opinião do ministro Cezar Peluso, relator do caso Cesare Battisti no STF, ao proferir seu voto acerca do pedido de extradição do ex-guerrilheiro do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo) feito pela República da Itália.

O relatório de Peluso refuta toda a argumentação do Ministério da Justiça, que concedeu a Battisti a condição de refugiado.

Peluso foi enfático e irônico ao rejeitar a tese, da defesa e do governo, de que a Itália julgou Battisti sob um regime de exceção, com leis antidemocráticas confeccionadas para conter os movimetnos radicais de esquerda.

A impressão entre a plateia que assiste ao julgamento é que o voto do relator é sólido e consistente. “Ele está fazendo picadinho da tese do Tarso Genro”,  disse uma expectadora agora há pouco.

Se os argumentos forem acolhidos, Cesare Battisti vai encerrar seus dias num cárcere italiano, para onde deve embarcar brevemente.

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