A compra pelo Brasil de 36 caças Rafale da França só deverá ser consumada daqui a 6 ou 9 meses, prevê a Dassault, construtora...

A compra pelo Brasil de 36 caças Rafale da França só deverá ser consumada daqui a 6 ou 9 meses, prevê a Dassault, construtora dos aviões. É o tempo do acerto final de detalhes (do financiamento ao preço), quando Brasil e França – cada qual do seu lado – vão tentar arrancar o máximo de vantagens. A barganha começou na visita do presidente francês Nicolas Sarkozy.

Segundo o porta-voz da Dassault, Yves Robins, no encontro entre os dois presidentes, Sarkozy falou de possibilidades de concessões, que a construtora não revela. Quando consumada, esta vai ser a primeira venda internacional do Rafale – um negócio pelo qual Sarkozy está disposto a lutar com unhas e dentes, para garantir seu trunfo político e reerguer a Dassault que, como muitas construtoras, está abalada pela crise.

– Durante sua visita, Sarkozy fez um certo número de propostas suplementares. Estas propostas vão ser examinadas pela FAB – disse Robins.

E seguiu:

– Para nós, é simples: o presidente Lula indicou sua preferência política pela proposta Rafale. Confirmo que industriais franceses foram convocados para negociar, de acordo com procedimentos da FAB.

Numa entrevista ao jornal “Le Monde”, o presidente da Dassault, Charles Edelstenne, disse que a venda para o Brasil prova que venda de caças é, essencialmente, um negócio “político”.

– Claro que estou satisfeito, e imagine qual teria sido meu sentimento se tivéssemos voltado com mãos vazias. O que aconteceu ilustra o que digo há anos: a venda de aviões de combate é ato político. São os políticos que vendem. Foi Sarkozy quem vendeu os Rafale.

Clique aqui para ler a íntegra no site de O Globo

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