O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que a decisão sobre a compra dos 36 aviões de caças para a FAB...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que a decisão sobre a compra dos 36 aviões de caças para a FAB (Força Aérea Brasileira) é política e estratégica e será tomada pelo presidente da República.

“A FAB tem o conhecimento tecnológico para fazer a avaliação [dos aviões]. E ela vai fazer e eu preciso que ela faça. Agora, a decisão é política e estratégica, e essa é do presidente da República e de ninguém mais”, disse Lula em entrevista em Ipojuca (PE).

Na segunda-feira (7), durante as comemorações do Dia da Independência, Lula e o presidente francês Nicolas Sarkozy anunciaram em comunicado conjunto “a decisão” de entrar em negociação com a empresa francesa Dassault para a compra dos aviões.

 

O anúncio criou um mal-estar no governo brasileiro, uma vez que o processo para a escolha da empresa fornecedora das aeronaves ainda está em curso. Além do Rafale, da francesa Dassault, estão na disputa o F-18, da norte-americana Boeing, e o Gripen, da sueca Saab.

Lula disse hoje que, por enquanto, a negociação está na fase “do palpite” e quem quiser pode dar palpite. Porém, é ele quem vai decidir, pois ainda há muito tempo para discutir. “Temos muito tempo para discutir porque eu não tenho obrigação de decidir amanhã, depois de amanhã, o ano que vem. Eu decido quando eu quiser”, afirmou.

O presidente explicou que o governo brasileiro está conversando com a França porque Sarkozy foi o único presidente que disse “textualmente” que o “Brasil tem disponibilidade para vender o [que for] produzido aqui em toda a América Latina”.

“Essa é a única coisa concreta que eu tenho e por isso nós estamos conversando com a França. Se alguém quer ofertar mais, que oferte. Negociação é assim”, afirmou.

Ontem, o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) admitiu que há uma “preferência nítida” do governo brasileiro pela compra 36 de aviões de caça da França, apesar de os Estados Unidos e a Suécia ainda estarem na disputa.

Além de Amorim, o ministro Nelson Jobim (Defesa) também manifestou preferência à proposta de venda dos caça feita pelo governo da França. Mas ressaltou que o processo para a escolha da empresa fornecedora das aeronaves ainda está em curso.

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