Preparativos para privatização de aeroportos antecipam: vem aí mais encrenca para o governo

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O governo Dilma Rousseff pretende privatizar, ainda este ano, a operação dos aeroportos de Confins, em Belo Horizonte, e Galeão, no Rio de Janeiro.

Anote: Vem aí mais um tremendo rolo.

A galinha dos ovos de ouro da era privatista do governo do PT tem rendido bons negócios para o governo. Foram arrecadados quase R$ 25 bilhões coma concessão dos aeroportos de Cumbica (SP), Viracopos (SP) e do Aeroporto de Brasília. O ágio oscilou entre 159% (Campinas) e 673% (Brasília).

Mas há um notório esforço dentro  do governo para afunilar o escopo de concorrentes habilitados a disputar os próximos certames. Nos bastidores, informa-se que esse esforço, justificado pela necessidade de trazer operadores com grande experiência ao País, pode dissimular uma verdadeira obsessão pela operadora Fraport, que gerencia o Aeroporto de Frankfurt.

Nos primeiro leilões, a qualificação técnica exigia expertise na operação de terminais com pelo menos 5 milhões de passageiros por ano. Agora, só serão habilitados grupos que tenham operações com mais de 35 milhões de passageiros/ano.

Os atuais concessionários também serão impedidos de participar das licitações. De acordo com o governo, a restrição servirá para forçar a concorrência entre os vários terminais, hipótese que especialista e o TCU refutam.

O Jornal da Band está veiculando uma série de matérias produzida por mim sobre o problema. A primeira delas, veiculada nesta terça-feira, mostra quais são os problemas nos dois aeroportos que serão licitados.

Amanhã eu volto com a explicação do que ocorre nos bastidores desse processo licitatório.

 

 

Comentários

2 thoughts on “Preparativos para privatização de aeroportos antecipam: vem aí mais encrenca para o governo

  1. Esta notícia está pouco divulgada mas é “interessante”:

    Pannunzio

    Deu no Valor Econômico:

    Bolívia revistou avião de Amorim em busca de opositor

    Meses antes de expressar repúdio pela retenção e revista do avião de seu presidente na Europa, sob suspeita de que levava o ex-agente da CIA Edward Snowden, o governo boliviano reteve e revistou a aeronave que levaria o ministro da Defesa, Celso Amorim, de volta ao Brasil após uma visita à cidade de Santa Cruz de la Sierra, no ano passado. A busca, feita inclusive com cães farejadores, aconteceu em meio a suspeitas de que Amorim levava a bordo o senador de oposição Roger Pinto, que está refugiado há mais de um ano na Embaixada do Brasil em La Paz.

    A informação, divulgada no último fim de semana pelo site “Diário do Poder”, do jornalista Claudio Humberto, foi confirmada ao Valor por fontes do governo brasileiro. O incidente ocorreu em 3 de outubro do ano passado, segundo as fontes, quando Amorim visitou a Bolívia para a doação de dois helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) ao país, para serem usados no combate ao narcotráfico.

    Segundo as fontes do governo brasileiro, o Itamaraty emitiu uma nota de protesto pela vistoria do avião de Amorim. Uma das fontes afirma que, em resposta, os bolivianos “responderam com um pedido de desculpas”. Outra fonte afirma que Amorim permitiu a revista do avião, que pertence à FAB. O incidente vinha sendo mantido em segredo pelos dois países.

    Questionado pelo Valor, o Ministério da Defesa disse que não comentaria o assunto. Já o Ministério das Relações Exteriores disse que “a assessoria de imprensa não tem conhecimento dessa informação” [a vistoria do avião de Amorim e a nota de protesto]. Já o Ministério das Relações Exteriores da Bolívia “não confirma nem nega” o incidente.

    A informação vem à tona poucos dias depois da indignação expressada por quase todos os países sul-americanos com a retenção do avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, na Europa, no dia 3 de julho. Na ocasião, Itália, França, Espanha e Portugal fecharam seu espaço aéreo para o avião presidencial. Isso obrigou a aeronave a pousar na Áustria, onde ela foi revistada. O episódio ocorreu por conta da caçada promovida pelo governo americano a Snowden, que revelou no mês passado que o Wa-shington monitora dados de internet e telefonemas para “combater o terrorismo”. Os países europeus negaram que o incidente tivesse relação com Snowden.

    O caso gerou uma reunião de emergência da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e foi destaque da agenda da cúpula do Mercosul, na semana passada. Reunidos em Montevidéu, os presidentes de Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela decidiram convocar seus embaixadores nos quatro países europeus para consultas – uma medida diplomática que sinaliza um forte mal-estar entre os países, sem implicar rompimento das relações bilaterais.

    O senador Roger Pinto chegou à embaixada brasileira em La Paz em 28 de maio do ano passado. Alvo de mais de 20 processos judiciais, ele diz sofrer perseguição política após ter denunciado o envolvimento de altas autoridades do governo boliviano com o narcotráfico. Pinto pediu e recebeu asilo político da presidente Dilma Rousseff, mas permanece na embaixada, pois Morales se recusa a conceder-lhe um salvo-conduto para que ele deixe o local sem ser preso.

    Brasil e Bolívia formaram uma comissão bilateral em março para tentar uma solução, mas a embaixada está alijada do caso. Para Morales, o embaixador brasileiro em La Paz, Marcel Biato, passou “informações incorretas” a Dilma a respeito do senador. A ministra da Comunicação boliviana, Amanda Dávila, chegou a chamar Biato de “porta-voz da oposição”.

    O mal-estar levou à troca do embaixador, a pedido de La Paz, apurou o Valor. Biato deve ir para a Suécia. Ele já recebeu o “agrément” de Estocolmo, mas seu nome ainda tem que ser aprovado pelo Senado brasileiro. (Valor Econômico)

    http://www.valor.com.br/internacional/3199250/bolivia-revistou-aviao-de-amorim-em-busca-de-opositor#ixzz2ZDmMPVqT

  2. Fábio,
    é um grande equívoco do PT buscar geração de caixa com as privatizações. Quanto mais caro eles venderem o ingresso, mais caro ficará o serviço para os usuários. Aliás, as concorrências de serviços públicos devem sempre olhar para o maior benefício para os usuários (não só custos, mas satisfação pelos serviços). Se isso continuar assim, continuaremos tendo aeroportos caros e ruins, desconfortáveis e inseguros.
    Cá entre nós, dos aeroportos alemães que conheço, Munique é bem melhor que Frankfurt. Não sei quem os opera, nem qual deles recebe mais gente. Mas Munique tem aeroporto mais bonito, mais limpo e mais funcional que Frankfurt.
    Sds.,
    de Marcelo.

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