Ex-coordenador da área de florestas do Greenpeace na América Latina, o historiador José Augusto Pádua, da UFRJ, acha que a senadora Marina Silva (AC)...

Ex-coordenador da área de florestas do Greenpeace na América Latina, o historiador José Augusto Pádua, da UFRJ, acha que a senadora Marina Silva (AC) tentará depurar o PV dos oportunistas “sem qualquer ligação programática com o ambientalismo”, mas mesmo assim o partido não é suficiente para implementar suas ideias, informa reportagem publicada pelo Jornal Folha de S.Paulo.

Segundo a matéria, autor de “Um Sopro de Destruição: Pensamento Político e Crítica Ambiental no Brasil Escravista”, ele diz que o “ambientalismo não pertence mais aos ambientalistas” porque se disseminou por diversas correntes e está no “coração do debate político contemporâneo”.

“É provável que o PV, mesmo unido com outros pequenos partidos, não tenha força para eleger Marina. Mas não podemos esquecer que a história recente apresenta o exemplo de Fernando Collor, que cresceu eleitoralmente sem possuir de início uma base partidária relevante. É claro que se trata de um caso bem diferente do de Marina, até mesmo considerando o grande volume de recursos que alguns esquemas empresariais forneceram à campanha”, disse.

“Na eventualidade de uma vitória da candidata, por outro lado, é óbvio que ela não poderá governar apenas com o PV, sendo forçada a fazer alianças”, reiterou.

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