Há uma discussão muito boa sendo travada neste blog. Acho que ela abre uma oportunidade de conhecer  esses caras que vestem roupa preta, colocam...

Há uma discussão muito boa sendo travada neste blog. Acho que ela abre uma oportunidade de conhecer  esses caras que vestem roupa preta, colocam máscaras e assumem seus ataques a símbolos do regime, do sistema, do Estado, das Instituições (entre elas a imprensa, que eu represento). Tenho recebido bons textos na área de comentários e gostaria de compartilhá-los com vocês.

A discussão às vezes é bem áspera, mas o conteúdo é sensacional. Como é um fenômeno novo no Brasil, a melhor forma de saber o que eles querem, conhecer suas justificativas, compor um quadro realista de sua base ideológica, política e moral é ouvi-los falar.

Como vocês sabem, as discussões travadas aqui são livres, mas eu faço a moderação. Censura, apenas para vitupérios e provocações injuriosas.

Espero que vocês aproveitem.

Comentários

  • Alex

    05/08/2013 #1 Author

    Esse negocio é meio complexo pra se formar posição assim de imediato, já que esse ativismo vem desde 1980 na Alemanha ou na Dinamarca, não lembro, e só agora está aparecendo por aqui.

    Tem um bocado de bobagem escrita, fanatismo, ignorância, reacionarismo mesmo, ‘liberticídio’ ingênuo, enfim, todo tipo de coisa, a maioria muito superficial, dos pró e contra, e acho melhor ficar só espiando. (Já li de tudo nessa fuzarca ‘achista’: são do PT, são da direita, são fascistas, são da esquerda, são pobres da periferia, são playboys da classe media, enfim, ninguém sabe do que está falando, o que faz descer lá embaixo o nivel da conversa)

    Tirando a parte da violência explícita, que creio que os mais sensatos todos discordam, ( e não se espere sensatez desse movimento, as emoções que os levam a isso são bem diferentes da sensatez) há coisa bastante legitima em muito do que eles tem falado por aí naquele primeiro post.

    Vou ficar na muda, até porque a esmagadora maioria dos comentaristas me parece não ter a menor ideia do que está criticando ou apoiando, total desconhecimento histórico da coisa ou mesmo, e principalmente, do que realmente acontece nas ruas.

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  • GEROMINHO DO MORRO

    04/08/2013 #2 Author

    Parabéns ao Fábio Pannunzio pela iniciativa de mostrar aqui quem são esses COVARDES MASCARADOS que escondidos atrás de máscaras VIOLAM o Direito do seu semelhante. Até agora não tinha visto nenhum jornalista ou veiculo da imprensa abordar e mostrar quem são os BADERNEIROS que não tem coragem de mostrar a cara e que se intitulam broco preto.
    Como o dever da imprensa é informar a população, congratulo-me com o I. Jornalista pela inciativa de mostrar à população brasileira quem são esses INTOLERANTES e TRANSGRESSORES da Lei que não sabem, sequer, que no Brasil impera o Estado de Direito. Que aqui tudo que se faz ou que se deixa de fazer é porque existe uma Lei que assim determina. Os VIOLADORES da propriedade alheia não entendem que o Policial, o funcionário público, e até os políticos estão obrigados a cumprir a Lei do Seu País. Esses COVARDES que se escondem atrás de máscaras não tem consciência de que quem mora aqui no Brasil tem que cumprir as leis do País.
    E é bom lembrar que quem faz as leis deste País estão em Brasília e ocupam assentos no Congresso Nacional, e se eles querem mudar alguma coisa devem dizer aos Deputados e Senadores o que querem, e não aos bancos e lojas.

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  • Altamir Tojal

    04/08/2013 #3 Author

    Para compreender a ação política é recomendável identificar o seu efeito e procurar quem se beneficia dela. O efeito maior das manifestações violentas até agora foi tirar o povo da rua. Mussolini e Hitler formaram organizações paramilitares que utilizavam a violência para dissolver comícios e manifestações de trabalhadores. Isso tinha a conivência dos governantes de então e seus patrocinadores, que apoiaram por debaixo do pano o fascismo e o nazismo para combater os adversários, que na ocasião eram principalmente os socialistas e comunistas. Deu no que deu.
    Por enquanto, não vejo diferença entre estes supostos anarquistas e os fascistas de outros tempos e de sempre. Mascarados, que dão porrada em jornalistas… sei não. A propósito de anarquistas, nunca sai da minha cabeça aquela história de 1905, em Moscou, que inspirou Albert Camus em Os Justos. Lembro também de Pasolini, em 1968, do artigo sobre a batalha de Valle Giulia.
    Algo me diz que a maioria desses mascarados opera por encomenda de partidos e grupos partidários. Desconfio que é um anarquismo de fachada e de conveniência. Suspeito das máscaras e do anonimato. Suspeito também da oposição democracia representativa – democracia direta. São excludentes? Acho que a sociedade não tem de escolher entre repressão e anarquismo. Parece uma falsa questão plantada para encobrir outras mais importantes. Não gosto de bombas nem de porrada, mas entendo que se discuta o espaço político da violência em certas circunstâncias. Mas hoje no Brasil?
    http://www.estemundopossivel.com.br/blog-ler.php?cod=238&bsc=

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