Resposta do Professor Fábio Morales ao Blog do Pannunzio

Publico a seguir  a resposta do Professor Fábio Morales ao post “Perfil do vândalo: arruaceiro médio, segundo a polícia, faz parte da elite“. Em seguida, faço algumas considerações.

Prezado Fábio Pannunzio,

Recebi com surpresa a notícia ontem, de alunos e amigos, que meu nome era citado em uma postagem com as palavras “arruaceiro” e “elite” no título. Mais surpresa ainda foi saber que o senhor era o autor, e que meu nome é o que aparece em primeiro. Após ler o post inteiramente, devo dizer que fui tomado por uma “vergonha alheia” considerável. Vamos por pontos:
1. Não houve “flagrante”, como o senhor afirma no post. Fui abordado quando, após participar na passeata, chegava ao metrô Clínicas. Não portava qualquer objeto além de meus documentos: nenhuma mochila, pedra, martelo, vinagre, nada. Você se “esqueceu” de mencionar isso, ou não verificou com rigor a informação. Espero que seu professor de “ética no jornalismo” não tenha lido este post, pois eu sei como se sente o professor quando vê um aluno fazer exatamente o oposto do que se assevera.
2. Não faço parte de qualquer grupo que defenda o vandalismo; não fui “convocado pelos Black Blocs”; não cometi qualquer ato de vandalismo, não há qualquer prova ou indício para isso, mas mesmo assim sou enquadrado pelo seu texto como “arruaceiro”. Gostaria que você me apresentasse qualquer prova, ou mesmo motivo para tamanha difamação. Isto é bastante sério, e é absolutamente incompreensível que o senhor, já distante da adolescência, não compreenda esta seriedade.
3. Não aceitei que meus dados pessoais fossem divulgados. Nenhum profissional da imprensa pediu meus dados ou mesmo minha autorização. Não foi solicitada qualquer entrevista ou declaração por parte da imprensa. Quando fui liberado por absoluta falta de provas, não havia nenhum jornalista para averiguar o caso. Informei meus dados aos policiais que o solicitaram, e como estes dados chegaram ao seu conhecimento, é algo bastante revelador das relações entre a polícia, a grande mídia e a prática da cidadania.
4. Não recebi qualquer telefonema, email ou sinal de fumaça partindo do senhor ou de qualquer membro de sua equipe (se houver). Não há mensagem na secretária eletrônica do meu celular ou telefone residencial, ou mesmo da instituição onde trabalho. Nenhum recado, nada. Ou não houve contato, ou a tentativa foi mínima, o que, desculpe a repetição, também é revelador de sua concepção de jornalismo, considerando que meu nome e dados pessoais receberam considerável destaque neste post. Continuo disponível para conversar sobre qualquer assunto de interesse público (me questiono se o fato de eu ser “solteiro”, como o senhor destaca no post, tem alguma relevância pública – mas, pensando bem, estamos na sociedade de espetáculo e essas coisas acontecem nos becos da comunicação social).
5. Curiosamente, o senhor sabe onde moro. No final do ano passado, o recebi em minha casa para uma entrevista sobre o Império Romano, por ocasião do lançamento da série “Roma”, na Band. Lembro de sua muito simpática equipe, especialmente do cinegrafista que havia visitado (e, copmpreensivelmente, se encantado com) a acrópole de Atenas. Não lembro se ofereci a vocês todos um copo d’água ou um café – apesar de historiador, não tenho a memória do borgeano Funes. Mas lembro que tivemos uma conversa muito clara e informativa (no meu ponto de vista), apesar da tentativa de sua parte de associar “pão e circo” ao programa “bolsa família”, o que demonstrava um desconhecimento tanto de um, quanto de outro. Como o senhor mesmo disse, tinha uma “formação generalista”, portanto esta impropriedade se justificava, em parte, ao menos. A entrevista não foi ao ar, e pelo que fui informado por amigos e alunos, optaram com a fala de um professor de cursinho pré-vestibular. Revelador…
6. Em função desta ocasião, o senhor sabe que moro no Brás em um apartamento de cerca de 50 metros quadrados. Por favor, defina novamente “elite”, pois esta sociologia me é inacessível (nem a “lulopetista”, nem a “pannunziana”).
Posso passar mais detalhes sobre minha vida pública e minha atividade política, especialmente acerca do motivo da manifestação em questão ou mesmo da falta de ética e/ou profissionalismo na cobertura jornalística dos nossos tempos. Não o ameaçarei de processo ou coisa que o valha, pois, para usar um topos ateniense, nunca processei nem fui processado. Também não acredito, pelos poucos minutos em que conversei pessoalmente com o senhor, que exista má fé de sua parte. Possivelmente, trata-se de uma concepção diferente de jornalismo e de política, e se, na sua retratação ou resposta (que considero imprescindível), o senhor se propuser a explicá-la, tenho certeza de que sairei menos ignorante.
Atenciosamente,
Fábio Morales

Resposta do editor

Professor,

 

Não associei seu nome à pessoa que entrevistei no ano passado. Asseguro, no entanto, que se a reportagem fosse feita agora, eu não o entrevistaria.Mas isso não tem qualquer relação com o conteúdo do post que o senhor contesta.Vamos aos fatos.

1) O ‘motivo’ que o senhor me pede está aqui:

New Doc20130731165418595

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2) O senhor foi efetivamente preso e seus dados constam do boletim de ocorrência registrado no Distrito Policial de Pinheiros.

3) O senhor não contesta que esteve na manifestação. Portanto, a informação divulgada é inquestionavelmente verdadeira.

4) O senhor foi preso em flagrante, como está caracterizado no boletim de ocorrência. Flagrante é a situação delitiva em que o autor — ou acusado, como é o seu caso — foi detido menos de 24 horas depois do crime imputado.

5) A ‘manifestação’ da qual o senhor participou terminou com a depredação de lojas, agências bancárias, destruição de veículos e ataque a caixas eletrônicos. Isso não é vandalismo ? O que seria, então ?

6) O Boletim de Ocorrência é um documento público e pode ser consultado por qualquer pessoa. Não houve violação da sua privacidade. Ao contrário: tive o cuidado de não publicar o documento na íntegra para não devassar o telefone e endereço dos que foram ali relacionados como vândalos, como é o seu caso.

7) Não me interessa a sua militância política. Vivemos em um País democrático e o senhor tem todo o direito de ter suas convicções. Também tem o direito de participar de atos ou manifestações, o que lhe é assegurados pela Constituição. Mas, exercendo o meu direito de criticar, que também é assegurado pela mesma Constituição,  repudio com veemência o vandalismo, que é criminoso, e sustento que não se pode chamar a baderna e a destruição de patrimônio público e privado de “ato político”.

8) A manifestação da qual o sr. participou foi efetivamente convocada pela página Black Bloc no Facebook.

9) Em nenhum momento afirmei que o sr. portava pedras, paus ou outros objetos.

10) Ao contrário do que o senhor afirma, liguei para os números dos telefones que constam da sua qualificação no B.O. quatro vezes. Os registros estão na conta do meu telefone (duas chamadas para o de prefixo 3271, duas para o celular eu começa com 97619). Se o senhor quiser, posso publicar um fac-símile desses registros — e só não o faço agora em respeito à sua privacidade. Mas se o senhor insistir que eu não tentei contatá-lo, publico o documento para provar que quem está faltando com a verdade é o senhor.

11) Deixei recado, sim senhor, na secretária eletrônica do seu celular. Não houve ‘esforço mínimo’, houve o esforço suficiente. O senhor optou por não retornar.

12) Também liguei para a PUC de Campinas para confirmar a informação de que o sr. leciona lá. Não faltou rigor na apuração, a despeito de toda essa verborragia sobre a ‘velha mídia’, que vocês abominam, ainda que esteja se referindo ao post de um blogueiro.

13) Com relação à reportagem da Band, digo que a sua crítica deveria ter sido feita na época, há mais de um ano. Mas se quer falar sobre o assunto, digo o seguinte: Eu não firmei contrato de exclusividade com o senhor. Não lhe disse que o senhor seria a única fonte. Se soubesse que o senhor iria ficar molestado pela presença de um ‘professor de cursinho’ que figurou como personagem, eu teria simplesmente reavaliado a sua participação. Porque isso é pura soberba. Somente agora fiquei sabendo que a entrevista não foi ao ar. Esclareço que quem seleciona os entrevistados que irão aparecer ou na matéria é o editor, não o repórter.

14)Se um professor universitário não é da elite, não sei realmente o que é elite. Sob qualquer aspecto: renda, escolaridade etc etc. O senhor mora em um bairro central da quinta cidade mais cara do mundo. Não se trata aqui, portanto, de definir uma sociologia lulopetista ou pannunziana. O senhor, professor, é da elite sim. Não entendo por que se envergonha disso. Deve ter batalhado muito para chegar até aí.

15) Tenho certeza de que, se estivesse vivo, meu professor de ética iria ficar orgulhoso do ex-aluno. Mas não sei o que os seus alunos pensam dos exemplos que você dá a eles.

Comentários

30 thoughts on “Resposta do Professor Fábio Morales ao Blog do Pannunzio

  1. Não adianta discutir o aumento do investimento financeiro na educação no Brasil; enquanto tivermos “professores” como este Fábio Morales, a educação seguirá medonha.
    O sujeito tentou armar uma falsa arapuca, mas acabou vitimado pelos fatos, atropelado pela verdade, e ainda assim segue gritando.
    Pannunzio, parabéns pelos esclarecimentos. Você desmantelou cada uma das bobagens – aliás, o sujeito é professor da PUC e não sabe que Boletim de Ocorrência é documento público?
    Como eu disse: desse jeito a educação só tende a piorar mesmo.

  2. Qualquer cidadão bem informado e com um mínimo de discernimento sabe que esses protestos começaram de forma anárquica, sem liderança visível e sem bandeiras ou nitidez de propósitos. Mas a fúria reformadora exacerbou os hormônios de alguns “jovens” ingênuos e muitos vândalos disso se aproveitaram.

    Claro que há muitos motivos para descontentamento com os desacertos do Executivo e dos Administradores Públicos, com a cafajestagem de uma parcela expressiva da classe política e com a lentidão, ineficiência e mordomias do Judiciário, mas a saída não está nessa forma de protesto.

    Se houvesse nesse movimento uma maioria de pessoas bem intencionadas e inteligentes, o movimento teria recuado para não dar carona a baderneiros e depredadores do patrimônio publico e privado.

    Na minha opinião o Professor Fabio Augusto Morales e o tal “papai” que se assina José Carlos são coniventes e apoiadores do desvirtuamento das manifestações. São, respectivamente, participantes, direto e indireto, de um ato covarde feito em bando com a lógica da impossibilidade de identificação e punição. Agora posam de espertos. Enganaram a Polícia.

    É muito cinismo, hipocrisia e contorcionismo ideológico para o meu gosto. O execrado “movimento cansei” tinha mais consistência e foco. Era uma pressão moral, democrática e civilizada e sem quebrar vidros de agencias bancárias ou saquear lojistas e comerciantes que geram emprego.

    OBS: Opinião de quem ficou preso num congestionamento e teve o carro (de elite: Siena 2010) chutado e amassado por manifestantes claramente bem intencionados lá no Túnel Airton Senna. Não me preocupei com o BO. Os covardes não seriam identificados ou punidos e nem o pavor que senti me permitiria reconhecer qualquer um dos vagabundos.

  3. Como uma pessoa se diz jornalista, falando inverdades sobre pessoas que ele não conhece e nunca foram entrevistadas por ele, o jornalismo de hoje vive de achismo.
    Eu na condição de pai, vou te fazer uma pergunta:
    Você tem filho? Se a resposta for sim, você gostaria que uma pessoa que se diz jornalista, falasse coisas sobre seu filho (a) que não corresponde com a verdade.
    Eu aprendi com meus pais que dependendo da situação, seja ela qual for, para sempre dizer a verdade, mas infelizmente a maioria das pessoas colocam a questão financeira na frente.
    Pra chegar a estas conclusões, creio eu que um profissional “gabaritado” como você tenha feito uma enorme e cansativa pesquisa.
    O canal para qual você trabalha, deveria fazer o mesmo com relação ao seu curriculo, pois quem escreve matérias como esta, pode muito bem montar um belo curriculo, não é mesmo? Papel aceita tudo e não abre processo contra quem escreve besteiras.
    Abçs de um pai, coisa que eu acho que você não é.

    • Você é pai de quem? Não entendi uma palavra seuqer do seu tortuoso raciocínio.
      Se a briga é para vern quem é mais pai, você vai perder. Eu tenho cinco filhos, uma enteada, uma neta. Só não entendo o que isso tem a ver com o problema. Se você é pai de um desses arruaceiros, deveria ter cuidado melhor da educação do seu filho.
      A propósito, não há uma inverdade sequer em tudo o que foi publicado. Aponte uma se for capaz.

    • Eu consigo.

      O Boletim de Ocorrência afirma: “O policial militar condutor da ocorrência afirma que não é possível apontar nenhum dos detidos como autores dos danos”.

      Fabio Pannuzio escreveu: “A lista dos que depredaram patrimônio público e privado — e foram liberados depois de fichados — é composta por 15 nomes e permite construir um perfil médio desse novo persoangem”.

      Ou seja, você me condenou no seu post, e ainda não li a retratação.

      No aguardo,
      Fabio Morales

    • Meu caro, não encerre a conversa assim não. O rapaz esta esperando uma retratação e muita devida!!!! Não consegue continuar seus argumentos?????

    • Ok, não quer se retratar tudo bem, mas não responder nada, simplesmente dizer que a conversa está encerrada não é a forma mais adulta ou profissional, não acha? Já que você teve a capacidade de escrever o que escreveu deve no mínimo esclarecer o que disse. Sim, você está sendo questionado, não está acostumado com pessoas que discordam de sua opinião?

    • O que mais você acha que eu devo explicar ? Publiquei na íntegra a contestação do professor, fiz a minha réplica e respondi, aqui na área de comentários, cada questão que foi colocads. Publiquei todas as opiniöes que me desfavorecem. O que mais resta fazer?
      Se você espera que eu me retrate de uma informação que está correta; que, como ficou demonstrado, foi produto de uma apuração rigorosa, saiba que ela não virá.
      Eu não vou ficar batendo boca a vida toda com vocês. Tenho sido bsstante gentil e democrático, comportamento que você dificilmente vai encontrar em outros blogs políticos.
      Mas tenho aqui um palpite: acho que você não leu o post. Só isso explica a cobrança que me faz e essa assertiva sobre uma alegada aversão à crítica.

    • Eu estive pessoalmente na delegacia para buscar a minha filha NATINI, e ela não estava portado nada nem com bolsa ela estava só pçortava o RG e o cartão do ônibus no bolso, eu eduquei muito bem a minha filha e uma coisa que ela não é é ser alienada e muito menos arruaceira. Ela estudou muito para conseguir uma bolsa de 100%, sendo que sempre estudou em colégio público, e sempre morou na periferia.
      Uma coisa eu à ensinei, a lutar pelo que ela achar que é certo em prol de uma sociedade mais justa. Se isso tudo que acabei de mencionar, for coisa pertencente à elite, eu não sei em que mundo você vive.
      Pronto já te mostrei as inverdades e agora que é mais pai?
      Entendeu o que eu escrevi agora? Ou quer que eu desenhe?????
      Tenho muito orgulho da minha filha não ser alienada como a maioria que acredita em uma imprensa que é, nos dias de hoje, muito tendenciosa.

    • Desenha aí vai. E aproveite para me mostrar onde foi que eu afirmei que sua filhota foi presa com alguma coisa, vai. Eu disse apenas que ela foi presa, e foi mesmo. Está demonstrado o provérbiio: quem sai aos seus não degenra.
      Aproveite para perguntar por que ela apagou os desaforos que disse pra mim no Facebook.

    • Caetano, por favor, poste seu comentário movamente. Fiz uma confusão aqui na mediação e acabei deletando sem querer. Desculpe.

    • Não vou perder tempo te respondendo, eu sei do caráter da minha filha e pelo o que eu entendi do texto, todos os 15 detidos portavam alguma coisa.
      E não precisa responder mais nãovou perder meu tempo com você……………

    • Nossa Pannunzio, você não lê o que escreve não?! Ou sofre de amnésia mesmo? Ah não … me desculpe, claro que você nunca vai admitir seus próprios erros não é mesmo!! Diz uma coisa, depois diz outra, é contestado e perde o controle pedindo para que as pessoas te processem e diz que não tem como que é mesmo “medinha de processo”. Cara você é muito infantil nas suas respostas irônicas. Acho que você precisa de terapia, intensiva e de choque!! Quem sabe Freud explica uma pessoa tão absurda quanto você, ou talvez não, deve ser um caso perdido de muito recalque, alienação e falta de ética!!

  4. O jornalista desconstruiu o “protesto” do professor. apuração jornalística perfeita e rigorosa. Deu dó do professor Morales…

  5. Boa noite a todos.

    Há tempos não lia uma discussão em tão alto nível.
    Meus parabéns aos dois. Não me posicionarei quanto aos méritos de cada um.

    Abraços

    Robson de Oliveira

  6. Nossa eu sou até suspeita para comentar ,devido já ter sido vitima desse sistema podre , falido e falso moralista.

    Ainda mais se tratando os da área da Insegurança Pública,isso porque tenho pai,irmão e ,marido inda ,MILITARES.

    Só acreditarei que o professor de fato tenha cometido algum delito caso a PM mostre algum vídeo,alguma prova apreendida no ato da condução mas com testemunhas imparciais ,caso contrario ,me desculpem.

    Não idolatro pessoas só porque ocupam cargos de poder,são pessoas como eu e vc , capazes de cometerem erros e pior injustiças devido alíbis de sua função.

    A sociedade a décadas vem tendo seu Patrimônio Público não só depredados, mas também sendo LAPIDADOS,pelos seus supostos REPRESENTANTES,e mesmo assim os idolatram e os reelegem a cada pleito .

    Não sou a favor da depredação,da violência,do olho por olho ,dente por dente,mas entre defender a massa cansada,explorada ,humilhada e os que de fato fazem parte de uma ,não diria ELITE ,mas diria sim,de uma pequena parcela da sociedade ,que de alguma forma sai ganhando direta ou indiretamente com os desvios de conduta de nossas autoridades ,então fico com a massa que banca os dois lados.

    O sistema é como pais ,que criam cobras para depois serem picados,afinal LADRÃO QUE ROUBA LADRÃO TEM 100 ANOS DE PERDÃO.

    Moral se cobra quando se tem.

    País do falso moralismo,do pieguismo,das hipocrisias, das demagogias,do oba ,oba,das pizzas ,dos roubos a caixas eletrônicos,das mortes encomendas ,dos desvios de verbas,dos desvios ate de doações das catástrofes,entre outros bunda lele.

    E daí a imprensa mais a sociedade manipulada,de forma tendenciosa ,vil,e maldosa desenvolve um rancor,uma indignação,um ódio ,uma revolta contra civis que supostamente cometeram crimes de menor potencial ofensivo ,se comparando com os que nossas AUTORIDADES VEM COMETENDO A DÉCADAS.

    Poderosos são unidos em um bem comum da trupe que faz parte do sistema ,e o povo desunido para o bem e os interesses deles, e assim caminha a humanidade em passo de formiga e sem vontade,acomodados,acovardados,omissos , manipulados e doutrinados,para que se mantenha assim que sempre foi e sempre será .

    Fabio admiro você,mas nem tudo que reluz é ouro .E as vezes a visão do certo nem é o que é certo ,pois em alguns caso o que PARECE ESTAR ERRADO É O QUE ESTÁ MAIS CERTO .

  7. ps: faltou apenas a questão da elite, mas isto fica para um discussão mais sociológica. Penso em latifundiários, banqueiros, membros da classe política e donos de grandes empresas da mídia como membros da elite brasileira. Minha família se tornou classe média durante a ditadura militar, e se o senhor abandona o conceito, se trata sim de uma nova sociologia – bastante alinhada ao lulopetismo, que o senhor parece ao mesmo tempo abominar e reproduzir.

  8. Muito bom, Pannunzio, você agiu como o Joaquim. Pessoas que gostam de chicanas devem ser expostas e desagravos com palavras doces não fazem efeito.

    Um abraço e siga em frente.

  9. Agradeço a resposta, mas mantenho, contudo, que houve falta de ética no post, que tem teor radicalmente diferente destas “considerações” à minha resposta. Pois há uma tensão clara, entre “a visão da polícia”, os “fatos”, e a sua reconstrução dos fatos. Vou tentar me fazer mais claro, e se cometer algum equívoco, será uma favor que o senhor demonstre minha ignorância (não se trata de ironia socrática).

    1. Se o seu post se restringisse à visão da polícia (como o título indicava), seria menos mal, haveria apenas um problema de interpretação de texto: você não poderia afirmar que segundo a polícia eu cometi atos de vandalismo. Leia novamente o boletim: “O policial militar condutor da ocorrência afirma que não é possível apontar nenhum dos detidos como autores dos danos”. Não vi meu nome. “Em revista pessoal, foram localizados com alguns manifestantes pedras, sprays, martelos e máscaras”. Novamente não fui citado; de acordo com o processo de apreensão de objetos, nenhum foi associado ao meu nome no sistema da polícia militar – eu estava do lado do escrivão, me certifiquei disso. A polícia militar e civil, nas pessoas de seus delegados, agentes, escrivães e policiais, tomaram o cuidado de se ater ao fato “do ponto de vista deles”.

    2. Em suas “considerações”, o senhor afirma que fui preso. Na delegacia, tomei o cuidado que verificar se estava sendo preso – era minha primeira vez dentro de uma delegacia. Fui informado que fui “conduzido para averiguação”. A diferenciação é fundamental, sabendo o senhor o peso que a palavra “preso” tem em nossa sociedade. Só fui “preso” pela polícia no seu blog e em mais duas reportagem de videojornalismo (que me filmaram sem permissão), até onde consegui averiguar

    3. Agora o mais importante. No seu blog, o senhor NÃO SE ATÉM à versão da polícia. Vou citá-lo:

    “A lista dos que depredaram patrimônio público e privado — e foram liberados depois de fichados — é composta por 15 nomes e permite construir um perfil médio desse novo persoangem. A primeira constatação possível é a de que não se tratam de alienados políticos, não se enquadram na categoria marxista do lumpemproletariado e bem poderiam ser classificados como “eites”– na acepção lulopetista do termo”.

    Estas são suas palavras. Neste parágrafo, não há mais o cuidado, tomado até então, de falar em suposições ou ilações. Meu nome (o primeiro que aparece em seu texto) é aqui associado aos “que depredaram o patrimônio público e privado”, me tornando típico de um “novo personagem”. Devo repetir, isto é muito sério, pois não há indícios de que eu tenha depredado nada, para além de estar em uma manifestação onde alguns manifestantes (cito o boletim) cometeram atos de vandalismo. Acredito que havia mais de duzentos, mas de qualquer maneira, entre “duzentos”, quinze foram conduzidos à delegacia. Novamente, eu fui abordado quando entrava no metrô clínicas. Daí para afirmar que eu fui um dos vândalos, é uma reconstrução do senhor baseada em…? Não é no boletim de ocorrência, caso haja dúvida, leia novamente o item 1 desta resposta.

    4. Minha resposta foi motivada pelo simples fato da difamação do meu nome associando-o a atos de vandalismo ao patrimônio público e privado. É o meu nome, não é qualquer coisa. Sou professor com 11 anos de experiência, me esforço o máximo possível para qualificar com rigor minhas aulas, nunca tive passagem pela polícia, mantive minha coerência política de crítica às arruaças com o bem público efetuadas por políticos e partidos de todas as cores (recentemente, lutei pela criação da CPI dos transportes na câmara municipal de SP apoiando a iniciativa de vereadores que eu considerei sérios, e as sandices da atual CPI seriam muito oportunamente divulgadas em seu blog, pois jogam a cúpula do PT paulista mais fundo na lama), sem me isolar em torres de marfim ou coisas do tipo. Nunca depredei qualquer patrimônio público e privado, não fui condenado pela justiça por ter feito isso (posto que não há prova concreta). Mas SEU BLOG me condena. Fui condenado em um parágrafo que pode ter circulação mundial, acessível a todos que leem português. Em qual universo esta conduta pode ser considerada como ética?

    5. Mais uma vez: não fui à manifestação por convocação do Black Bloc. Como jornalista experiente, o senhor deve saber que, para todas as manifestações, existem muitas convocações por facebook, de grupos e indivíduos diversos. Eu mesmo já organizei uma manifestação para pressionar a câmara de SP a aprovar a CPI proposta pelo vereador Ricardo Young. Na ocasião, outras três pessoas fizeram o mesmo. Não se trata de uma célula terrorista; se trata de cidadania, praticada com a ajuda das redes sociais. Fosse uma “manifestação do Black Bloc” (conforme a polícia), eu não iria, pois sou contrário às ações deste grupo, tanto por que eu jamais depredaria o patrimônio público e privado, quanto pelo efeito político danoso, abafando os rombos de milhões aos cofres públicos com o barulho de janelas quebradas – é simplesmente burrice. Acredito que o senhor esteja de acordo, pelo que li em outras postagens. Em nenhum momento disse que o vandalismo era um “ato político”, ou que eu praticaria ato desta natureza, e defendo seu direito de criticar. Discordo com a vandalização, por assim dizer, do meu nome praticada pelo seu blog.

    6. Não odeio nem a “velha” (eu disse “grande”, mas enfim) mídia, nem o senhor. Como disse no dia da entrevista, era e sou telespectador do “Canal Livre”, que na época o senhor mediava. Apesar de nossas prováveis discordâncias em relação ao bolsa família, não me arrependi da entrevista, e não recusaria uma conversa franca e honesta. Li em seu blog que o senhor foi agredido em uma manifestação. Eu acho isso abominável, e não tenho amigos que agridem jornalistas, pois mais que haja discordância quanto aos critérios éticos.

    7. Quanto à entrevista, aceito sua resposta, apenas corrigindo a suposição de soberba: meu problema com a escolha de um professor de cursinho, tem a ver não com o grau (fui professor de cursinho por 7 ou 8 anos), mas com o formato espetacularizado da história, que procurei evitar na minha. Mas como o senhor disse que não participou da escolha do que iria ao ar, ponho isso na conta da Band. Mas isso é uma questão sem qualquer importância.

    Em conclusão: o boletim não é base para a condenação e difamação que sofri em seu texto. A reconstrução dos fatos, operada pelo senhor, que representa como autor de crimes, coisa que o boletim de ocorrência deixa claro ao dizer que o policial não me apontava pessoalmente – coisa que o senhor faz. Não consigo entender onde há conduta ética, não consigo.

    Atenciosamente,

    Fábio Morales

    • Professor, o senhor disse agora algo muito mais importante e significativo do que tudo o que já havia escrito antes. Você condenou o uso da violência como forma de protesto político. Se tivesse se colocado com essa clareza antes, a conversa toda teria sido muito diferente.
      E poderia ter sido diferente também se você tivesse retornado minhas ligações.
      Não convalido os termos do registro policial. Produção de provas é com a policia e o MP. Mas é fato que há o registro da ocorrência, que decorreu das prisões (arbitrárias ou não), e era a ele que o post reportava.
      E o senhor precisa admitir que foi procurado por mim. Isso é que demarca a fronteira da ética. E isso eu fiz!

    • Prezado, acredito que o tenha feito. Agradeceria, aliás, que o senhor publicasse esta minha última resposta (17/08, 14:19) na página principal do blog, já que, em duas postagens anteriores, eu continuo sendo representado como “arruaceiro”…
      Att.

  10. É assim que se desmascara esses caras Pannunzio!! Belíssima e categórica resposta!!!

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