Ao participar de sessão solene sobre o Dia Internacional da Democracia, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse ontem que “a mídia passou...

Ao participar de sessão solene sobre o Dia Internacional da Democracia, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse ontem que “a mídia passou a ser uma inimiga das instituições representativas”.

Desde junho, Sarney faz críticas à imprensa, sobretudo por conta de denúncias envolvendo o nome de sua família.

“A tecnologia levou os instrumentos de comunicação a tal nível que a grande discussão que se trava é justamente esta: quem representa o povo? Diz a mídia: somos nós; e dizemos nós [congressistas], representantes do povo: somos nós. É por essa contradição que existe hoje, um contra o outro, que, de certo modo, a mídia passou a ser uma inimiga das instituições representativas”, disse.

Sarney justificou, porém, que essa discussão sobre o papel da mídia não é uma discussão feita apenas por ele. “Estou repetindo aquilo que, no mundo inteiro, hoje, se discute”, disse.

O presidente do Senado fez as declarações, em discurso, enquanto defendia a importância do Parlamento. No entendimento de Sarney, o Legislativo é mais vulnerável às críticas porque toma as decisões “às claras”. “Isso é uma das fontes pelas quais somos sujeitos a essa crítica diária, porque nós tomamos as decisões todas aqui, à luz do dia. Quer dizer, ela começa e termina com o povo assistindo, a nação assistindo, e isso serve de uma crítica permanente. Ao mesmo tempo, essa crítica debilita”, afirmou.

A crise do Senado teve início em março, com a exoneração do diretor-geral Agaciel Maia depois da revelação de que ele escondeu da Justiça uma casa avaliada em R$ 5 milhões. Em maio, começaram aparecer irregularidades envolvendo diretamente o nome de Sarney, como uso indevido de auxílio-moradia e a nomeação de parentes e apadrinhados políticos por meio de atos secretos.

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