O ex-presidente Lula, em suas camelagens pela África, repetiu inúmeras vezes o discurso do opressor/explorador arrependido de antanho. Segundo sua lógica, o Brasil deve...

O ex-presidente Lula, em suas camelagens pela África, repetiu inúmeras vezes o discurso do opressor/explorador arrependido de antanho. Segundo sua lógica, o Brasil deve às republiquetas provedoras de escravos uma compensação pelo tráfico negreiro do passado. E os tataranetos-forros dos negros da senzala merecem uma compensação histórica. No plano interno, isso repercutiu em bolsas e cotas para isso e para aquilo. No externo, no perdão a dívidas contraídas por ditadores e corruptos em geral que governam com mão-de-ferro os grotões do planeta.

Não concordo com o discurso do opressor/explorador arrependido. É prepotente, serve apenas para ressaltar as virtudes do arrependido e apequenar, no momento presente, a autoestima do oprimido pela história. A rigor, para que a lógica tivesse efeito, seria necessário também processar a França por ter expulsado a Corte de Portugal nas guerras napoleônicas.

Mas concordo com a necessidade de médicos para trabalhar onde os nossos não vão. E não vão por causa da insegurança jurídica nas relações com as prefeituras, pela falta de atrativos econômicos e, principalmente, por não disporem de meios para exercer o seu mister.

Faltam médicos no Brasil. Faltam ainda mais nas lonjuras, onde ninguém quer mesmo ir. Vá a Iauretê, na Cabeça do Cachorro amazônica, e veja se você gostaria de passar uma temporada ali. Em algumas localidades, leva-se três ou quatro dias de piroga até o aeroporto mais próximo, onde os aviões pousam uma vez por semana e as passagens são caríssimas.

Ali, quem atende a população são os médicos militares. Esses sim, forjados no ferro quente do patriotismo e conhecedores da hierarquia, vão sem reclamar. E prestam um enorme serviço a quem está assistido apenas por Deus, quando Deus resolve dar uma incerta por lá.

Ocorre que nem eles, tão cientes quanto silentes das péssimas condições oferecidas pelo governo, conseguem trabalhar direito. Não porque não queiram. Simplesmente porque não podem.

Imagine o que vai encontrar um desses médicos cubanos ao chegar a São Gabriel da Cachoeira: remédios em falta (ou vencidos, quando há), falta de meios para a realização de diagnósticos,  prédios inadequados para a internação dos doentes, carência de insumos para a realização de procedimentos cirúrgicos simples.

O que fará o doutor cubano quando não dispuser de antibióticos para debelar uma pneumonia ou dilatador dos brônquios para restabelecer o fluxo de ar para os pulmões de um paciente com crise aguda de asma ? Fará poucos mais do que um um pai-de-santo ou pastor neopentecostal pode conseguir com a imposição das mãos.

O problema, portanto, passsa pela falta de médicos, mas não se resume a ela. E é louvável o esforço do governo para mitigá-la, com a ressalva de que isso não irá resolver o ponto central.

Mas há um problema ético a ser resolvido com essas contratações. E ele constitui, também, um grande problema político para o presente e um dilema moral para o futuro. Um dia , daqui a 200 anos, Lula Bisneto, presidente da República Futurista do Brasil, ainda vai pedir desculpas a Cuba por ter se valido do trabalho escravo de seus profissionais de saúde no Século XXI.

Mais Valia

Os médicos cubanos abundam. São mais de 5 mil novos doutores por ano. Em seu País, não há espaço nem necessidade no mercado de trabalho para todos. O que faz boa parte desses doutores ?

Vá a Havana e pegue um táxi. Pergunte ao motorista qual é sua profissão. Ou é engenheiro, ou é médico. É assim que muitos ganham a vida lá: trabalhando como prestadores de serviço em apoio ao turismo, que hoje constitui o motor da economia da Ilha. Em troca de “propina”, que em espanhol quer dizer gorjeta.

Os plantões nos hospitais pagam aos doutores cerca de 30 dólares mensais de salário. Eles também têm direito ao recebimento de uma caderneta por meio da qual assegurarão uma ração básica (e escassa) composta por algum arroz, meio quilo de frango ou peixe, um sabão etc. Essa ração, no entanto, não é suficiente para sustentar o metabolismo que dá suporte à vida humana. Fica muito abaixo dos mínimos calóricos e proteicos necessários.

O resultado é que a população tem que se virar para conseguir o restante, que é caríssimo. Imagine alguém que ganha 25 dólares por mês ter que pagar 5 dólares por um litro de óleo no mercado negro. É assim que funciona. E onde eles conseguem esses cinco dólares ?

A resposta, simples e direta, é abominada pelos cubanófilos. Eles partem para a ilegalidade, a infomalidade ou atividades criminosas como a falsificação de charutos e a venda de drogas. A prostituição grassa no Malecón. Com 50 dólares, você pega até uma sobrinha-neta do Fidel Castro. E ainda ouve um “eu te amo” como bônus. Não é por acaso que a corrupção está tão impregnada na alma dos cubanos quanto o Yoruba: o Estado leva a isso.

Uma das atividades mais prolíficas para os médicos cubanos é o aluguel de endereços de e-mail. Privilegiados, eles são uma das poucas categorias profissionais com acesso a um endereço eletrônico. Ao contrário do restante da população, podem ter um modem jurássico em casa e receber sua correspondência em arcaicos terminais de computador. Não têm acesso à web, que permanece vedado,  mas podem trocar mensagens com colegas.Como muitos deles não usam o serviço para fins profissionais, alugam seus endereços de e-mail para terceiros. Com isso, fazem mais 20 ou 30 dólares por mês e dobram sua renda.

O Estado cubano viu no mote socialista a justificativa moral e econômica para a apropriação da força individual de trabalho. Há muito Cuba vive da locação de trabalhadores para os mais diversos fins. Os hotéis que se instalaram nos centros turísticos, por exemplo, pagam até US$ 3 mil por um maitre ou chefe de cozinha ao Estado, que se transformou no maior agenciador de trabalhadores do planeta. Mas o quinhão dos trabalhadores é ridículo, não passa do salário-padrão de pouco mais de 20 dólares. Todo o restante é apropriado pela ‘Revolução’. O governo de Cuba é o ‘gato’ planetário, que vive da exploração em massa do trabalho alheio.

Conheci em Havana um advogado que era motorista de táxi. Ele me serviu quando estive lá, um ano e meio atrás. Permenceu conosco uma semana, falava português e fazia jornada dupla como informante das forças de segurança. A cada parada da nossa equipe de reportagem, ele fazia uma chamada de seu telefone celular avisando “la madre” onde estávamos e o que estávamos fazendo. Mas era gentil e ficou nosso amigo.

Ele me contou como conseguiu comprar um carro, um Nissan 1995, raridade em meio ao mar de carrões dos anos 50. Disse que se inscreveu num desses programas de exportação de mão-de-obra e foi trabalhar num navio de cruzeiro. Foram sete contratos consecutivos. Ganhava os 25 dólares por mês de salário. O governo cubano lucrava 3 mil por mês com seu sacrifício.

León poupava cada centavos das gorjetas que recebia. Assim, amealhou o dinheiro necessário para comprar, no mercado paralelo, seu Nissan quase novinho em folha. A autorização para a transação só foi obtida após esses sete anos de escravidão ultramarina. Hoje, ele ganha por dia o que um cidadão normal só consegue em um mês de trabalho. Ou seja: sua renda passou a ser, em média, 30 vezes maior do que a de um médico com dedicação integral na mesma cidade.

Os doutores que chegam de Cuba são atraídos pela mesma lógica. Não se sabe quanto lhes restará ao final de cada mês de penitência nos grotões brasileiros. É pouco provável que a cifra se situe distante desse patamar de duas ou três dezenas de dólares a que fariam jus se tivessem ficado em sua Ilha.

Para o governo escravocrata de Cuba, no entanto, os primeiros 400 profissionais de saúde a chegar representarão muito: quase US$ 25 milhões ao ano em receitas provenientes da expropriação do resultado do trabalho desses servos pós-modernos.

Ao governo brasileiro, responsável pela contratação, restou a abjeta tarefa de legitimar essa apropriação e instalar as grades de um sistema que visa prender os cubanos dentro dos limites ampliados do território exíguo de Cuba. Se ameaçarem permanecer por aqui, se sentirem o gosto doce da liberdade de dizer e fazer  o que bem entenderem, terão como alternativa apenas o retorno à sua ilha-presídio. O governo brasileiro não vai tolerar desertores e não pestanejará em mandar de volta os arredios ao menor sinal de que algo não vai bem com sua subordinação. Já temos ‘know-how’:  o mesmo empregado quando da ultrajante deportação dos boxeadores cubanos que ameaçaram desertar por aqui.

Foram devolvidos pelo Brasil, que aceitou o papel ultrajante de carcereiro de cubanos insurretos, para logo depois desertar da própria ilha, indo parar em Miami.

Por isso tudo, fica claro que, a despeito da utilidade que vierem a ter no Brasil — e é certo que terão — e do altruísmo que move muitos deles, os médicos estarão fazendo dinheiro para sustentar a máquina estatal cubana. É esse o seu papel.

Assim como é papel do governo brasileiro pagar a Cuba o que Cuba cobra para mandar seus escravos de jaleco branco, não porque os médicos são necessários nos grotões, mas porque o governo brasileiro entende que precisa subsidiar de alguma forma a sobrevivência da ditadura dos irmãos Castro, que serve como modelo de sociedade ideal para as hostes petistas.

Anote aí, e me cobre daqui a 200 anos. Lula Bisneto, se um dia vier a existir, ainda vai pedir desculpas aos cubanos, assim como seu bisvô um dia pediu perdão às repúblicas africanas que provieram escravos negros para a lavoura brasileira.

Comentários

  • Mario

    02/09/2013 #1 Author

    Prezado Pannunzio,

    O Brasil é signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual diz expressamente:

    “Artigo XXIII(…)
    2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho(…)”

    Trata-se, portanto, de violação de Direitos Humanos realizada pelo estado brasileiro, importando mão de obra tiranizada pelo governo de Cuba.

    Fonte:

    http://portal.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm

    Mario

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  • Alex

    30/08/2013 #2 Author

    Pannunzio, a tripa foi consertada, mas não estou podendo responder ao Livorno e ao Jose nos posts em que eles me respondem, porque o “reply” sumiu, especilmenteas 10:59 do Livorno e as respostas subsequentes do Jose rs.

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  • karina medaglia

    29/08/2013 #3 Author

    sou médica, conheci o sus quando ele estava sendo implantado e no papel o modelo é apaixonante pra quem é do ramo, os sucessivos governos não proveram os recursos necessários para a plena instalação do sistema e ele foi sendo sucateado junto com todos os equipamentos que os profissionais necessitam para um bom atendimento, a iniciativa privada com medicinas de grupo e planos de saude foi captando os médicos desestimulados de atender por baixos salários e péssimas condições estruturais, o PT apenas continuou o que os governos anteriores ja haviam iniciado ( ao contrario das promessas de campanha) culminando com o veto da presidente a PEC que destinava dez por cento do PIB para a saúde, foi a pá de cal e talvez ja fizesse parte do plano gerado nas entranhas do PT de trazer médicos estrangeiros especialmente de cuba . Que os pseudo intelectuais de esquerda sejam amplamente favoráveis a tal atitude é compreensível, mas a sociedade brasileira de forma geral , antes de ver de forma simplista os benefícios do plano deveria questionar a não revalidação dos diplomas ( provas que alias deveriam ja estar sendo aplicadas aos formandos brasileiros), a forma de contratação dos médicos que não recebem em mãos o dinheiro a que tem direito ficando com as migalhas que a ditadura de cuba lhes destina, porque até hoje, de forma autoritária, nossos governantes se negaram a sentar ao lado das entidades médicas para buscar uma solução que privilegiasse a todos os interessados especialmente a população desassistida, porque não efetivou um plano de cargos e salários para médicos (um anseio antigo da categoria) do sus que contemplasse todas as garantias para quem se dispõe a trabalhar em lugares ermos desde que com mínimas condições estruturais e com acesso por concurso publico o que definiria estabilidade no emprego, coisa que não acontece com prefeituras que prometem magníficos salários por um simples contrato de trabalho que pode ser quebrado a qualquer momento e que se não cumprido por parte do empregador , como é a rotina, demandaria uma ação jurídica de tão longo prazo que nenhum trabalhador se animaria a move-la e prefere desistir e retirar-se como acontece com muitos… Não compactuo com a atitude vil de uns poucos na recepção aos médicos estrangeiros mas ela é fruto de uma insatisfação com os rumos das decisões sobre a saúde no Brasil e os alvos dela deveriam ser os administradores e políticos que legislam de forma demagógica e o fazem há um ano da eleição presidencial, coincidência?

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    • Alex

      30/08/2013 #4 Author

      Eu não sou médico, portanto não me considero em condições de debater com vc a maioria do que coloca, porque vc parece ter conhecimento de causa. Apenas com relação ao revalida, que vem sendo insistentemente cobrado especialmente dos cubanos, por questionarem sua capacitação profissional, eu tbém não entendo nada.

      Deixo apenas para vc e para o colega Marcelo F que em outro post repetiu a mesma ladainha dos amadores no assunto (eu e ele) , a opinião de alguém mais gabaritado do q nós, sobre estes médicos.

      Queria apenas deixar claro o quão vil tem sido o posicionamento das grandes empresas de midia e seus funcionarios sobre os probemas do Brasil e tudo que o envolve. O video que verá abaixo, foi ao ar ontem na GloboNews no programa Em Pauta. Esta emissora tem por norma, após o fim de seus programas, colocar logo depois em seu site o programa que foi ao ar. Para surpresa de alguns, a fala do jornalista Jorge Pontual foi cortada e censurada no site ( no programa não pôde ser, é ao vivo) e mantida apenas a fala posterior de Eliane Catanhede, aquela que inventou a expressão “escravos” para os cubanos e que deu o mote para os medicos do Ceará. Após a gritaria na Internet, a Globo voltou a fala do Pontual ao site, horas depois.

      É assim que é feita guerra ideologica da imprensa hj no Brasil e já tem uma década. Fica facil entender o porque de certas reações da população. Chama-se lobotomia midiática. Não compro não.

  • Servo

    26/08/2013 #5 Author

    O ESTADO RUFIÃO E SUAS COLÔNIAS

    Em qualquer democracia do globo, viceja a liberdade. Nas ditaduras o que se vê é a arbitrariedade, o esmagamento das liberdades civis e individuais, a tortura, o arbítrio.
    Dogma para a esquerda, Cuba nada mais é que uma das mais vis (cem mil mortos, perseguidos políticos) ditaduras do planeta, já vetusta e combalida por um sistema econômico cuja maior “herança” para a humanidade foi o extermínio de mais de cem milhões de vítimas.
    Destruída a sua economia com o fim da União Soviética, a sobrevida externa à tirania dos irmãos Castro se deu pelo socorro dado pela dominada Venezuela, hoje não mais que um satélite do país presídio.
    Mas, não só disto.
    Estarrecedor o artigo publicado pelo jornalista Fábio Pannunzio (http://www.pannunzio.com.br/archives/16161#comments), que revela, a exemplo, que um cubano empregado nos luxuosos hotéis da Ilha custa, ao empregador, três mil dólares, pagos diretamente ao governo cubano, que repassa ao trabalhado apenas vinte dólares. Isto mesmo, o empregado custa três mil dólares e recebe por seu trabalho mensal vinte dólares. De resto, que se vire com as gorjetas (e por isto o emprego é tão atrativo).
    Nenhum capitalista selvagem do século do século XVI, no início da primeira revolução industrial – quando sequer sindicatos havia – ousaria obter lucro de 14.000% (isto mesmo, quatorze mil por cento) sobre o salário de seu empregado.
    É exatamente isto o que Cuba faz.
    A mantença de relações diplomáticas com uma ditadura desse jaez já repugnaria o mundo livre.
    Mas, lhe sustentar afronta os mais basilares princípios do direito das gentes.
    Com a justa indignação do Brasil do bem sobre a forma de contratação dos médicos cubanos, com o pagamento do salário, por intermédio de organização internacional, ao governo cubano, que escolhe quanto repassa ao trabalhador; de plano integrantes do governo brasileiro não souberam dizer quanto cada médico de fato ganharia.

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  • Servo

    26/08/2013 #6 Author

    Para amainar a repercussão negativa da opinião pública, do nada surgiu uma versão de que, pela experiência decorrente da contratação de médicos cubanos por outros países, tal pagamento se daria entre 25 e 40% do salário.
    A falta de dados e explicações oficiais do governo cubano leva o pesquisador a buscar outras fontes para encontrar a verdade.
    Darsi Ferrer, médico e ativista negro cubano asilado nos EUA – e que foi barbaramente torturado pela ditadura castrista, então considerado preso de consciência pela anistia internacional, um daqueles que um ex-mandatário brasileiro classificou como “preso comum” – revelou que tal pagamento é de apenas 7% (http://diariodopoder.com.br/noticias/explorado-pela-ditadura-medico-cubano-so-vai-receber-somente-7-do-seu-salario).
    Mão de obra a 7% do valor despendido pelo empregador é, sim, mão de obra escrava.
    Ainda mais se emprestada por uma ditadura que se compraz em torturar os dissidentes.
    Em meio a tudo isto, a situação pode piorar.
    Sete médicos cubanos, que conseguiram se livrar dos grilhões da escravatura castrista do século XXI, processam Cuba, Venezuela e a estatal venezuelana de petróleo por nada mais que trabalho escravo, processo que corre em uma corte de Miami (http://www.noticias24.com/actualidad/noticia/144581/siete-medicos-cubanos-demandan-a-cuba-y-venezuela-por-esclavitud-moderna/).
    Este é o futuro do Brasil: estar sujeito a processos em cortes internacionais por empregar mão de obra escrava, o que dará azo a sequestro de bens e valores nacionais no exterior.
    No meio deste panorama, integrantes do governo brasileiro ainda vem a público dizer que não se dará asilo político aos dissidentes (fecha-se os grilhões das algemas com esta declaração) e que aqui, em pleno território nacional, aplica-se a lei trabalhista de Cuba (rasga-se a Constituição liberal de 1988 e se acaba com a soberania nacional).
    Dúvida não há de que o Estado Cubano é o maior rufião do século XXI, e seu grande produto é a mais valia sobre a mão de obra escrava de seu sofrido povo, mais valia que faria Karl Marx reescrever sua obra. O Estado socialista é o grande inimigo, e explorador, do trabalhador moderno.
    Mas quando integrantes do governo brasileiro vem a público afirmar que aqui dentro se aplica a lei cubana, tolhendo nossa soberania, a conclusão inexorável é que o Brasil de hoje é a Venezuela de ontem, um mero satélite da toda poderosa Cuba, a grande imperialista das américas.
    Talvez isto explique porque “empréstimos” bilionários foram concedidos pelo governo brasileiro a Cuba, sob rubrica de secretos.
    Quem pode manda, quem tem juízo obedece. E às favas os imperativos de nossa consciência, soberania nacional, proteção aos direitos humanos e democracia. Estes são dogmas do passado, antes de virarmos colônia.
    Hoje, vivemos sob uma ditadura, comandada pelo feroz Foro São Paulo, que está efetivamente a recuperar na américa latrina aquilo que eles perderam no leste europeu.
    Faça um ditador cubano feliz: pague em dia os seus impostos que serão oportunamente transferidos para a nossa metrópole. Nós, os colonizados, só podemos obedecer até a chegada do paredón.
    Como última esperança, quem sabe alguém denuncia a exploração de mão de obra escrava pelo Brasil aos órgãos internacionais.

    Responder

  • jose

    26/08/2013 #7 Author

    Médicos cubanos que fugiram da Venezuela processam Cuba e Venezuela nada menos que por trabalho escravo: http://www.noticias24.com/actualidad/noticia/144581/siete-medicos-cubanos-demandan-a-cuba-y-venezuela-por-esclavitud-moderna/ Aliás, o governo brasileiro não tem a mínima ideia de quanto Cuba pagará para os médicos que aqui virão, e isto foi admitido pelo próprio Ministro Padilha (http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/08/medico-cubano-no-brasil-deve-ganhar-mais-que-enfermeiro-diz-ministro.html). Ocorre que quando a situação começou a se complicar, ante a clara evidência de mão de obra escrava, surgiu, do nada (e não pode ser versão oficial, pois o governo Brasileiro nada sabe sobre o real valor do pagamento), versão de que os médicos receberiam cerca de 40% do pagamento, o que tem por nítido objeto acalmar a opinião pública, apresentando algo que pudesse ser “razoável”. Mentira. Dissidente cubano – e que foi barbaramente torturado nos porões castristas – revelou que os médicos recebem somente 7% do que repassados por governos estrangeiros à cuba. Com 7%, não há como se afastar a realidade da mão de obra escrava. O Claudio Humberto fez uma entrevista com o dissidente, e militante negro cubano, que hoje mora em Miami (http://diariodopoder.com.br/noticias/explorado-pela-ditadura-medico-cubano-so-vai-receber-somente-7-do-seu-salario/). O que sobra da imprensa livre e da oposição precisam fazer com que o povo ouça esse homem e abra seus olhos, antes que os homens livres deste país sejam calados no paredón.

    Responder

    • Alex

      26/08/2013 #8 Author

      José, o que é imprensa livre? Imprensa chapa branca do PSDB? (Pqa imprensa chapa branca do PT obviamente não é considerada livre pr vc) Explique por favor .

      Quando vieram os mesmos médicos cubanos em 1999, Veja – ela é “imprensa livre”? – afirmou que “o milagre veio de Cuba” numa reportagem de outubro daquele ano, quando o presidente era Fernando Henrique Cardoso e o ministro da Saúde, José Serra, os dois do PSDB. A matéria sobre a chegada de médicos cubanos em regiões inóspitas brasileiras chega a dizer que “os cubanos são bem-vindos”; mas agora que Dilma e Alexandre Padilha, do PT trouxeram, e em maior número, para um atendimento muito mais amplo, os mesmos médicos cubanos, sob o mesmo contrato de trabalho de 1999, eles são chamados de ‘escravos’ e de ‘espiões comunistas’ pela Veja.

      Abaixo, cópia das paginas da Veja, encontradas nos próprios arquivos digitais da revista e já reproduzidas em toda a Internet e no Facebook, edição 1.620, de 20 de outubro de 1999, “Os Doutores de Cuba”.

      http://www.brasil247.com/get_img?ImageId=331036

      http://www.brasil247.com/get_img?ImageId=331038

      Imprensa livre é ser braço midiatico de partido político? Vc chama isso de imprensa livre ou imprensa cínica e vil?

      Tem algo mais que chavões da Guerra Fria a oferecer e slogans carcomidos a repetir, amigo?

      Abs.

    • MarceloF

      27/08/2013 #9 Author

      Alex, vc. demorou a replicar o que toda a rede petista da internet está comentando: médicos cubanos foram trazidos ao Brasil na década de 1990. Esquece de mencionar que FHC nunca foi contra importar médicos de lugar nenhum. Serra até sugeriu isso, mas foi brecado pela necessidade da revalidação do diploma. Ambos estavam e estão errados. A revalidação é uma garantia da qualidade dos médicos contratados. Seria bom até que os aqui formados “validassem” seus diplomas…
      Vc. também não diz que, na época da matéria que vc. citou, foram trazidos 166 médicos cubanos. Agora serão 4 mil ou 6 mil. Naquela época, os médicos recebiam diretamente o salário, sem intermediação. E podiam ir embora quando quisessem. E também podiam pedir asilo.
      Ninguém em sã consciência pode ser contra a importação de profissionais qualificados de onde quer que venham. Basta que comprovem a qualificação, como se faz em qualquer país sério. Não é bem isso que o Padilha está fazendo agora. Mas vc. não vai se convencer disso, não é?
      Sds.,
      de MarceloF.

    • Alex

      27/08/2013 #10 Author

      Não tem a minima verdade a sua afirmação de que os médicos cubanos que vieram em 1999 aqui estavam com um contrato de trabalho diferente do atual. Isso é desmentido na própria reportagem de Veja, que, em duas linhas (muito diferente do escarcéu de agora) também critica a maneira como eles vieram trabalhar, mas logo depois coloca panos quentes inclusive pedindo outras soluções ao CRM da época, que também reclamava. Todos os médicos cubanos que servem em outros países, e não só aqui, trabalham, a décadas, sob o mesmo sistema.

      Nada mudou, apenas a postura da Veja, pq depende de quem trouxe. O número de 160 ou 4 mil muda o que? A quantidade não interessa, são as mesmas condições de trabalho.

      A grande midia está muito mais preocupada com o tal “trabalho escravo’ do que com o tal revalida (que ela insiste em querer especialmente dos cubanos, com experiencia em atendimento médico no mundo todo, ao contrário de espanhóis, argentinos e portugueses). Eu tbém gostaria do revalida, mas pergunto: q moral há de se exigir revalida de médicos estrangeiros, qdo os medicos daqui esquecem tesouras em barrigas de pacientes e mais da metade dos medicos formados em SP ano passado foram REPROVADOS no exame do Cremesp e mesmo assim obtiveram permissão de exercer a profissão? Que solução apresenta o tal ridiculo presidente do CRM-MG para a falta de medicos ? (e essa pergunta nem é só minha e de milhões, mas do Janio de Freitas no Estadão).

      No fim das contas, a questão é toda ideologica. Se é coisa do PT, não presta.

      E isso, para o seu José, lavrador de alto Paraisopolis, há dois meses esperando uma consulta pra dor no abdomem, numa cidade a 40 km da dele, porque lá não tem médico, é VIL.

      O louco fanatismo anti-PT ( seja o que o PT fizer) de certa parte da nação e seus arautos na grande midia, é uma boçalidade intelectual e humana.

      PS Eu não entrei no merito do FHC e do Serra tbém serem a favor, entrei no mérito da estúpida reação da imprensa agora e antes.

    • Livorno

      27/08/2013 #11 Author

      Alex, ok. O seu José vai finalmente ao médico. Não importa se ele é de Cuba, China, Cazaquistão, França, Canadá, Japão, Marte ou Vênus.

      O seu José tem fortes dores no abdome.
      O que poderia ser ? Um tumor ? Crise renal ? Hepática ? Apendicite ? Ulcera ? Pâncreas ? Tudo isso causa dor abdominal, se eu fosse médico poderia citar mais sei lá quantas doenças.

      E então, o nosso médico, seja ele de onde for, descobre que não tem um laboratório para fazer um simples hemograma. Não tem raio X. Tomografia, ressonância magnética, endoscopia ?

      Aliás, vai ter sim, daqui muitos meses, muitas guias preenchidas e filas enormes.

      E se precisar de intervenção cirúrgica – um cirurgião gastro … centro cirúrgico ? Hum … quimioterapia ? Rádio ?

      Eu tenho que concordar que a Grande Mídia critica inconteste tudo o que vem do PT.

      Mas também é preciso reconhecer que o PT também dá motivos.

      A principio, tudo o que o PT lança, bom ou ruim, parece uma campanha publicitária muito bem montada, como são feitas as das grandes empresas. E que irá resolver todos os problemas.

      Se o Mais Médicos parece ser uma iniciativa muito interessante, é um tanto precipitado vende-la a população com o fim dos problemas da saúde pública. E é o que está acontecendo …

    • Alex

      27/08/2013 #12 Author

      Não vi em momento algum uma tentativa de acabar com os problemas de saúde publica nesta historia, muito menos isso dito pelo governo

      Concordo obviamente que sem condições de trabalho, a ajuda apenas do medico “pessoa fisica” é uma coisa só paliativa, de pouco alcance e utilidade minima – apesar de ser melhor que nada, e essa questão parece ser o ‘alguma coisa no lugar do nada’ – mas não sabemos ainda que condições vão ter.

      Há várias pequenas cidades que tem equipamento sim, ociosos e sem medicos para usa-los. o negocio nem começou e já caem de pau, isso é um fanatismo absurdo, esperem pelo menos torcendo as mãos para dar errado e poderem dizer ” eu não falei?”

      Estamos tratando de vidas humanas, que desde 1889 (?) estão largadas ao Deus dará, francamente …

    • Livorno

      28/08/2013 #13 Author

      Alex,

      O governo está sim, vendendo o Mais Médicos como a solução para a questão de saúde.

      Está tem 10 anos no poder, para constatarmos que cada veze menos hospitais querem atender ao SUS e que não existem médicos o suficiente.

      Ao melhor estilo ala bolchevique do PT, é preciso designar um inimigo para a questão.

      No caso a bola da vez foram os médicos, espezinhados na imprensa chapa branca (ao que sempre o Pannunzio se refere aqui, a famigerada BESTA).

      No frigir dos ovos, conforme a propaganda estatal (muito bem paga) os brasileiros pobres e principalmente os que moram longe das grandes cidades, estão sem atendimento porque os nossos médicos são mesquinhos e não querem viver no sertão e nem na floresta.

      Do planejamento porco do governo para questão, eles não falam. E me arrisco a dizer que não fossem as manifestações e/ou se o Padilha não fosse candidato a governador, talvez nem o Mais Médicos existiria.

      E enquanto isso, a imprensa visceralmente contra o PT (não importa se é bom ou ruim, é do PT eles são contra) transforma tudo isso em uma catástrofe. O que é tão ridículo quanto o outro lado.

      E estão se sentido traídos porque o candidato ao Palácio dos Bandeirantes e atual ministro da saúde estava tratando a questão em segredo há mais de 1 ano.

      Que bom: bom porque o PT tem ideias muito boas, mas é péssimo no planejamento e na execução, ao menos desta vez planejou, o que dá mais chances de tudo isto dar certo.

      Quanto aos cubanos: acho que eles estão aqui por um motivo. Certamente ganham muito mais do que se ficassem um Cuba, e a maioria deles deve ser arrimo de família. Não são diferentes dos brasileiros que iam para os Estados Unidos para trabalho braçal embora aqui os cubanos vão entregar mão de obra altamente especializada.

      Portanto, não acho que eles sejam escravos e eu diria que chama-los de escravos é patético e um tanto ofensivo. Mas sim cidadãos de um país que é uma ditadura caquética. Não tem direito de ir e vir. Não tem direito a reclamar em publico, pois se o fizerem, serão punidos.

    • Alex

      28/08/2013 #14 Author

      Eu sinceramente vou pedir ao Pannunzio ver se tem algum jeito de puxar o bloco pra equerda, nao dá mais pra escrever nao, virou tripa.

      Respondendo rapido apenas a algo q vi colocado (Nao li nem metade, responderei se tiver algum jeito de mais espaço, sem essa tripa, é uma discussão complexa) Sim, a imprensa chapa branca espezinhou os medicos brasileiros e a imprensa chapa azul espezinhou os médicos cubanos. 1×1.
      Não existe mais jornalismo isento no Brasil desde 20o2, com rras exceções, ja falei em outro ponto. É pró ou contra o pt, sem reconsiderações nem eventuais; pra tirar o sumo, tem q ler todo mundo , de boa fé.

    • Alex

      28/08/2013 #15 Author

      Livoron, só uma duvida sobre o ponto q toquei. O DIA é chapa branca?

      https://fbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/1014225_531074876964946_784817169_n.jpg

    • Livorno

      29/08/2013 #16 Author

      Alex,

      Olha, essa foto me dá nojo. Senzala ?

      Inclusive, por favor, tenha um pouco de paciência com a tripa (hehehe) e leia o que escrevi, especificamente, sobre essa história de escravo, minha opinião está lá.

      Não sou um leitor do O Dia, e assim como você sou partidário de ler o que me cai a mão. Vou passar prestar atenção nele tb,

      Mas, fiquei curioso ? Porque em sua opinião só a partir de 2002 temos esta situação com a imprensa ?

      Em tenho a minha opinião a respeito: o namoro do PT com a Globo e afinais terminou na época que o Mensalão foi denunciado.

      Não podemos esquecer que a posse do Lula no primeiro mandato foi coberta ao vivo pela Globo, com direito a Telão na rua e o Lula interagindo com o Bial.

      Não tendo mais colher de chá, o PT resolver construir seus próprios canais de mídia, com foco na internet, ainda arrebatando a segundo maior emissora de TV junto.

      A partir daí, o que vemos é um show de sectarismo das partes, onde cada uma designa a si próprio como o lado bom e o lado oponente sempre como o lado errado. Não importa qual assunto seja.

    • Jose

      27/08/2013 #17 Author

      Agente Alex: Tudo isto é medo de que a imprensa livre entreviste uma vítima da tortura na ilha presídio comandada pelos tiranocastros? O que é isso, companheiro, não se preocupe, a comissão da verdade daqui nunca se preocupará em descobrir porque mataram Celso Daniel, tampouco descobrirá que os médicos cubanos são escravos da Castro & Castro Mais Valia Ilimitada.

    • Alex

      27/08/2013 #18 Author

      Além da bobagem fanática e maniqueísta, propria de repetidores de chavóes como termo de argumentação, incapazes de elaborar ideias poprias, de achar que quem se coloca contra as barbaridades da midia ou a favor do que considera bem feito pelo governo ser obviamente um “cumpanheiro”, consegue responder objetivamente à uma pergunta objetiva?

      Na sua canhestra cabeça elogiar e defender uma ação do governo transforma o cidadão em petista?

    • Alex

      27/08/2013 #19 Author

      Ainda não foi capaz de responder que diabos considera “imprensa livre”? É tão dificil assim?

      Eu acho por exemplo o blog do Pannunzio imprensa livre. Ele não tem patrão a quem seguir orientação nem patrocinio pessoal Q outros exemplos gostaria de dar?

    • Jose

      27/08/2013 #20 Author

      Alex: Não teria qualquer receio em elogiar a ação do governo, desde…, desde… que se pagasse diretamente ao médico Cubano o mesmo que seus colegas de outras nacionalidades recebem (bem, isto é o que manda a constituição, hoje apenas um detalhe neste país), desde que fossem submetidos ao revalida e proficiência em português (sabe como é, a lei também manda que se faça isto), aliás, desde que isto fosse feito por lei (sabe como é, medida provisória é decreto do executivo, e tem uma tal de urgência para dar-lhe sustento, difícil falar em urgência em um governo que já tem 10 anos), e também, óbvio, se houvesse garantia de direito de asilo a qualquer vítima arrependida da ditadura castrista. Ou você acha que cuba não é uma ditadura? De certo acha que não, adoradores de ditaturas adoram falar em “governo democrático” com as tintas dos milhares – ou milhões – de cadáveres que produz. Por fim, imprensa livre, é aquela não dominada por conceitos gramscistas, é aquela que investiga, ouve os dois lados, e que nunca, mas nunca, defende ato de ditaduras.

    • Jose

      27/08/2013 #21 Author

      Aliás, Alex, sem dúvida o Pannunzio, um dos mais competentes jornalistas deste país, é claro exemplo de imprensa livre. Mas, no ocidente, e nas américas, não há maior exemplo de imprensa unilateral, verdadeiro veículo a serviço da tirania, que o Gramna. Quer dizer, acho que errei, o gramna não pode ser considerado imprensa, é apenas um diário oficial ideológico imposto a um belo e sofrido povo, que, um dia há de ganhar a sua liberdade. A diferença entre o sargento Fulgêncio Baptista e Fidel Castro é que o primeiro governou Cuba “somente” por nove anos – alternados – e Fidel governa a Ilha há cinquenta e quatro anos. Tem uma outra diferença: Fulgêncio indultou Fidel, era um trouxa de direita que perdoava os inimigos. Sugiro a você um estágio nas masmorras cubanas para saber o que é violação aos direitos humanos. Mas sugiro ao competente Fábio Pannunzio uma entrevista com o ativista negro, médico e ex-preso político de Fidel Castro de nome Darsi Ferrer – já considerado preso de consciência pela anistia internacional – ele bem pode dizer ao Brasil a exploração desumana a que submetidos os médicos cubanos, além de mostrar a verdadeira faceta ignóbil da atroz ditadura cubana.

    • Fábio Pannunzio

      28/08/2013 #22 Author

      Vou tentar, José. Obrigado pela sugestão.

    • Alex

      28/08/2013 #23 Author

      Apenas para poder pegar o fio da meada e continuar o assunto, vou questionar apenas o fim da sua msg: “Imprensa livre é aquela não dominada por conceitos gramscistas, é aquela que investiga, ouve os dois lados, e que nunca, mas nunca, defende ato de ditaduras.”

      Para eu poder me colocar: ditaduras de esquerda ou de direita? Ou qualquer uma? (se disser qualquer uma vai tirar do conceito ” imprensa livre”90% dos jornais, televisões e revistas do mundo, e praticamente tudo que existe no Brasil desde antes de 1985).

      E pense bem no que vai dizer. O golpe militar no Chile e a ditadura militar brasileira foi defendida por ninguém menos que: Clarin, Die Welt, The New York Times, The Washington Post, Asahi Shimbum, Corriere de la Sera, La Republica, O Publico, El Pais, Sidney Morning Herald e Toronto Globe, pra ficar só em alguns. The Wall Street Journal , um jornal que é a grande voz do conservadorismo e do establishment financeiro americano e um dos mais famosos da grande democracia mundial, é um grande entusiasta do comercio exterior americano com Myamar, uma miserável e antiga ditadura de generais fascistas asiática.

      Vamos ver o que vai chamar na sua concepção do que seja imprensa livre. Cuidado, se for honesto, vai sobrar quase nada, só pegando o espectro ideológico, não entrei no econômico, ok? Ou seja, vamos falar pq jamais há grandes matérias sobre os abusos e ilegalidades cometidas pelos grandes bancos do mundo. Deixa eu adivinhar? Pq perderiam os milionários anúncios?

      (e nem vou, por enquanto, citar o Brasil que seria vergonhoso, só sobra o extinto Ultima Hora.)

      Veja bem o que vai dizer: se disser que imprensas livre nunca coaduna com ditaduras apenas de esquerda, vai fazer papel ridiculo.

      Se disser que imprensa não coaduna com qualquer ditadura, vamos ver o que sobra de imprensa livre no mundo.

      (E nem entrei no fator economico!)

      PS O Gramna não é um jornal, é um veiculo de propaganda do partido comunista cubano, é uma agencia de publicidade oficial, como era o Pravda, estamos falando de imprensa)

      PS2 Não, eu não ACHO que Cuba é uma ditadura, eu tenho certeza histórica que Cuba é uma enorme ditadura absoluta e constatei in loco, coisa que por sinal vc nunca fez, mas eu e Pannunzio já fomos lá e sabemos que É uma ditadura. De onde tirou isso? Vc consegue ter uma discussão sem ser maniqueista, amigo?

      Depois que me esmiuçar seu conceito de ‘imprensa livre’ voltamos a questão dos médicos cubanos, por favor.

  • Valéria

    26/08/2013 #24 Author

    Concordo com absolutamente tudo e acrescentaria mais uma coisa: se os médicos cubanos são tão bons quanto se apregoa, por que não se sujeitam ao Revalida, como nossos profissionais formados no exterior e como prevê a legislação brasileira?
    Dia desses, fui com minha filha a um hospital de emergência muito bem conceituado em Brasília, o Hospital Santa Luzia. O médico receitou Tylex, medicamento psicotrópico que contém morfina e é indicado para dor muito forte para curar a tosse que lhe incomodava.
    Digo isto para argumentar que não precisamos de médicos, simplesmente. A população carente, principalmente, precisa de médicos confiáveis, de profissionais de respeito, que não errem ao prescrever uma medicação ou ao fazer uma cirurgia.
    Não creio que o programa Mais Médicos tenha seguido um caminho democrático para ser implementado. Sem discutir com as entidades representativas dos médicos e apresentado por meio de medida provisória, ele peca em muitos pontos. Torço para dar certo, porque, se der errado, vai ser uma catástrofe e quem vai pagar o pato é a população mais pobre e sofrida dos grotões do Brasil.
    Quanto à Opas, ela está levando 7% de comissão para intermediar a mão de obra dos cubanos. Não creio que mereça respeito por tal atitude.

    Responder

  • MarceloF

    26/08/2013 #25 Author

    Fábio,
    se vc. quiser se divertir, algumas coincidências curiosas:
    1- A tal Opas está sob a direção de uma argentina (Dra Mirta) há DEZ anos.
    2- O representante da Opas no Brasil é o dentista CUBANO Joaquin Molina.
    3- O acordo entre Brasil e Opas sobre o envio de médico é um ACORDO TÉCNICO, não comercial, muito menos trabalhista.
    Coincidências? Ou há um cheiro de podre no ar?
    Saludos,
    de MarceloF.

    Responder

    • Alex

      26/08/2013 #26 Author

      Todos os acordos são tecnicos, com todos os paises. E?

      Marcelo, eu proponho irmos junto como o Noblat na grande passeata de 7 de setembro pedindo o fim da ditadura em Cuba e a deposição dos Castro. Eu carrego a faixa de um lado e vc do outro.

      Mas não conte comigo pra ficar contra a vinda de medicos de Cuba, da Mongolia da China ou de Jupiter para quem não tem nenhum no Brasil por isso ou aquilo.

      Isso é simplesmente vil.

    • MarceloF

      27/08/2013 #27 Author

      Alex,
      não sou contra que venham para cá médicos qualificados de onde quer que seja. Não tenho preconceito contra cubanos. só não sou trouxa de acreditar que existam 5 mil médicos de qualidade dando sopa em Cuba esperando que algum governo venha a contratá-los do dia para a noite.
      E carrego a faixa com vc. Sem problemas.

      Em tempo: acordos técnicos dizem respeito a definições de métodos e padrões, cooperação técnico-científica, transferência de tecnologia e coisas relacionadas. Não há como enquadrar agenciamento de mão-de-obra nisso. Nem a mera compra e venda de mercadorias, ou sua locação.
      Sds.,
      de MarceloF.

  • MarceloF

    26/08/2013 #28 Author

    Fábio,
    excelente texto. O uso da expressão mais valia foi um bom achado. Só não gostaram os marxistas científicos, que são objeto de estudo da paleontologia.
    Só um reparo: Lula Bisneto, se puxar o sangue do antepassado ilustre, não se desculpará de porra nenhuma. Vai que dizer que o bisavô não sabia de nada, que ele também não soube de nada. O camarada Fidel bisneto, rei de Cuba, merece todo o seu apoio.
    Abs.,
    de MarceloF.

    Responder

  • Marco Piva

    25/08/2013 #29 Author

    Sua menção sobre mais valia é desonesta intelectualmente. Escreve como quem comenta um jogo de futebol no sofá da sala. Sugiro ir à fonte, no caso Karl Marx. Se possível, em alemão. Depois escreva sobre isso. Caso contrário, parecerá propaganda anticomunista travestida de artigo. É muito pouco para um jornalista experiente e prestigiado como você, que não precisa embarcar nos argumentos lamentáveis da corporação de jaleco branco. Recordo que na gestão de José Serra, no Ministério da Saúde, centenas de médicos cubanos foram contratados para trabalhar principalmente em Tocantins, Maranhão e Piauí. Na época não lembro que o acusaram de querer implantar a guerrilha comunista no Brasil.

    Responder

    • José Carlos

      26/08/2013 #30 Author

      kkk! Aplicando as técnicas de Schopenhauer (Como vencer um debate sem precisar ter razão)?
      Então é preciso ler Marx em Alemão?
      Se José Serra fez o mesmo, então ninguém pode dizer nada?

      Liberte-se, rapaz!

    • Alex

      26/08/2013 #31 Author

      Zé Carlos, não é questão de o José Serra fez o mesmo então ninguém pode falar nada. A questão é que quando José Serra fez o mesmo, NINGUÉM FALOU NADA Nem se cogitou em chamar a vinda os cubanos de ‘trabalho escravo’. Entendeu?

      Não tem nada a ver com trabalho escravo, não tem nada a ver com questões técnicas de competência, é tudo arenga ideologica! Vem do PT, então não presta para a Grande Midia, sacou? Vão gostar do Brasil na puta que os pariu! Essa gente de ódio de pobre e de qulquer politica destinada a melhorar um tiquinho em algum momento que seja a vida dos desgraçados do país, bicho.

      E olha, agora que o Reinaldo Azevedo e o meu novo amigo daqui Marcelo F vão se desesperar. Sabe quem deu entrevista apoiando a vinda dos médicos? FHC! (claro , a ideia vem do governo dele, agora a Dilma aplicou) Tá tudo na revista VALOR! haha

      PS E escreve aí, se der certo, os tucanos vão dizer que a ideia era deles, assim como o bolsa familia! hahahaha

    • MarceloF

      27/08/2013 #32 Author

      Alex,
      na época, as entidades representativas dos médicos chiaram uma barbaridade. Tanto que conseguiram evitar a entrada em massa de quase-médicos cubanos, como se está fazendo agora. E brecaram mudança de lei que pretendia acabar com a revalidação de diplomas. Aliás, essa dispensa do Revalida só poderia ser feita por lei, medida provisória não serve…
      Sds.,
      de MarceloF.

    • Alex

      27/08/2013 #33 Author

      Na época, veiculo nenhum de comunicação fez escarcéu com trabalho escravo.

      O meu ponto é esse.

      Trabalho descravo depende de quem traz os medicos para a ‘imprensa livre’.

  • Alex

    25/08/2013 #34 Author

    Muito bom falar de Cuba quem já esteve lá, ao menos, fala do que viu, diferente de 99% dos que falam do pais sem jamais ter passado a mil milhas de distancia.

    Creio que concordo com quase tudo, especialmente depois de ver explicado – o que muitas sumidades da imprensa não sabem e dizem um rosário de bobagens sobre isso – o porque Cuba tem tantos médicos em exposição.

    Apenas esse papo de “trabalho escravo” não me desce. Especialmente não me desce porque cubanos já estiveram por aqui aos montes, em anos passados, e não se viu em lugar nenhum essa histeria coletiva que agora de repente assola da imprensa conservadora, algo que me parece apenas algum surto de momento. E vejo apenas isso, histeria coletiva, nada muito palpável. Desconhece-se também que esse tipo esse tipo de surto da midia conservadora tenha acontecido nos mais de 60 paises que há decadas, incluindo o Brasil, trabalham com Cuba nesse regime de “mais valia”. Desconhece-se que em algum deles, a coisa tenha sido considerada “trabalho escravo”.

    Ora, esses contratos que Cuba faz internacionalmente são através da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que tem chancelado esses contratos entre Cuba e mais de 50 países, há anos.

    Ea OPAS?Será uma organizaçao escravagista? A OPAS é uma organização internacional da area da saúde fundada em 1902, há mais de cem anos, muito antes do avento do comunismo no mundo, e que faz parte dos sistemas de saúde da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU).
    Será realmente que organizações como essas dariam o carimbo de ok a algo considerado “trabalho escravo”? Ora, não seria fantástico o mundo descobrir que a imprensa do Brasil descobriu “trabalho escravo” onde nem a ONU nem a OEA nem 60 paises viram? Uau!

    No Brasil de hj, o jornalismo tupiniquim sensacionalista à la Datena e Marcelo Rezende toma conta até de publicações conhecidas por sua parcimônia no trato com as noticias. O Globo e a Veja andam muito parecidos com o extinto O Povo na TV.

    Como dizia meu avô, devagar com o andor. Os caras são comunas, portanto o trabalho pertence ao Estado não ao cidadão. A nossa ótica é de capitalistas voltados para a remuneração pessoal. É necessário entender o que se passa de acordo com a realidade de lá. Ninguém vai me convencer que toda essa gente foi obrigada a vir pra cá debaixo de ameaças de açoite ou de morte.

    Desculpem m aí, mas tem boi nessa linha. Abs.

    Responder

    • MarceloF

      26/08/2013 #35 Author

      Alex,
      se ninguém conseguiu te convencer que Mída Ninja fora do eixo é do PT, duvido que alguém te convença de qualquer outra coisa.
      Aliás, vc parece petista enrustido, que vive fuçando blogs procurando uma oportunidade para despejar a arenga autorizada pelo Rui Falcão. Não cola mais.
      É trabalho escravo, sim. Basta ver a lei. Eles são tão escravos quanto aqueles caras que foram encontrados em fazendas no Pará com mais dívidas do que salários a receber.
      Aliás, a Opas de santinha não tem nada.
      Sds.,
      de MarceloF.

    • Alex

      26/08/2013 #36 Author

      Olha, trocar ideia com jornalista da direita ideologica é um dos meus passatempos favoritos, porque seus argumentos dificilmente se sustentam e são todos baseados em chavão. O novo mantra é “trabalho escravo”.

      Já nem posso fazer mais isso com o Ricardo Noblat, que jogou a toalha hoje. Leia lá. Os reaças que fazem ponto na coluna dele estão indignados haha

      Só vejo vantagens, por Ricardo Noblat.

      http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/08/26/so-vejo-vantagens-sobre-vinda-de-medicos-estrangeiros-508240.asp

      PS Não, não sou petista nem enrustido nem declarado, só não sou vil. Parafraseando Cazuza, sou burguês, mas não sou mesquinho. Sds.

      PS2 Já pensou em fazer uma carta à ONU denunciando a OPAS? Ou talvez ao David Cameron, tem 32 medicos cubanos trabalhando atulamente na Inglaterra, mais precisamente no Pais de Gales, bicho! E é o mesmo contrato-escravo da Olas! rs

    • MarceloF

      27/08/2013 #37 Author

      Quer apostar como isso vai ser julgado como situação análoga à de escravidão? Pelas leis brasileiras é exatamente isso.
      Sds.,
      de MarceloF.

    • Alex

      27/08/2013 #38 Author

      Bobagem, o operário da Ford em São Bernardo dá a sua empresa matriz americana um lucro bruto mensal de 100 mil com seu trabalho montando carros, e recebe por isso 5 mil de salario no fim do mês, apenas uma pequena parte do que proporcionou à empresa com seu trabalho.

      Como Cuba é comunista e não tem empresas não-estatais de grande porte, ele trabalha para o Estado. O medico cubano dá ao pais 10 mil de rendimento mensal com seu trabalho e fica com 3, lucrando o pais (a empresa comunista deles) , 7.

      O metodo comunista é mais escroto por ser mais aparente e cru, mas as duas coisas são, no final do funil, iguais.

    • MarceloF

      27/08/2013 #39 Author

      Alex,
      então vc. endossa o uso da expressão “mais valia” tal qual o Pannunzio colocou no título do post?
      Cuba, um país comunista, se apropria da mais valia dos seus habitantes? Genial!
      Vc. compra coisas diferentes e quer que o resultado seja o mesmo. Não dá.
      O operário da Ford foi contratado por 5 mil (no seu exemplo) e os recebe integralmente, mais FGTS, mais décimo-terceiro, mais férias com abono, mais INSS. O quanto vale a sua produção é outro problema, depende do grau de tecnologia da linha de produção, entre outros fatores. E o lucro dependerá também da habilidade comercial da companhia (e gerencial também).
      É o mesma coisa com o médico-operário cubano, nesse acordo canalha triangulado pela Opas? Evidente que não.
      Percebo que vc. está bem intencionado nessa história: a população sofre pela falta de atendimento médico. Compartilho essa indignação. Mas trazer médicos de qualificação duvidosa e em situação análoga à de escravidão não me parece uma saída razoável. É apenas uma forma simplista de lidar com um problema muito mais complexo, que demanda planejamento, verbas e eficiência gerencial. Fazer a propaganda, apenas, não resolve muita coisa.
      Sds.,
      de MarceloF.

    • Alex

      29/08/2013 #40 Author

      Acho que a expressão de mais valia do Pannunzio pode valer pra muito mais coisa que os médicos cubanos, talvez ate pra mim e pra vc.

      Cuba é comunista, tem metodos escrotos, só a questão de “escravos” ou “escravidão” não se aplica aos médicos e é ridiculo e histérico.

      O trabalhador da Ford recebe integralmente o que lhe foi estipulado de salario, vc e eu não sabemos qual é o salario do médico cubano, 10 mil é o serviço pago a Cuba. O empregado da ford recebe decimo-terceiro e INPS se tiver carteira assinada neste salario ou alguma cartiera assinada. Se for contrato, não recebe nada. Pergunte ao Pannunzio os jornalistas que recebem por Pessoa Juridica o que eles ganham a mais.

      A ONU e a OEA não consideram o acordo canalha, sua opinião sobre isso carece da qualificação superior deles pra analisar o acordo. Jamais dariam ok a um acordo canalha feito por uma filiada n área de saúde.

      Sim, estou otimamente intencionado, a maioria q comenta sobre isso, está pessimamente intencionado, especialmente se for medico.

      Qualificação duvidosa é achismo seu e desconhecimento total das aptidões deles. Como vc é jornalista, creio que o Ministerio da Saude do Brasil e de mais 60 paises é mais qualificado para analisar a qualificação profissional deles que vc ou eu.

      Não, o trabalho deles aqui nada tem a ver com situação análoga a trabalho escravo. Isso foi criado pela Eliane Catanhede, o Reynaldo Azevedo e o Augusto Nunes e repetido pela massa. Vc é jornalista e sabe como isso funciona.

      Acho uma saida razoavelzíssima pro seu Manuel, puxador de carroça de burro de Passo Fundo do Cabrobó, q tem um furúnculo na bunda há dois meses e não cura. Ele não tá nem aí com isso. Por sinal, ninguém perguntou a eles o que acham, quem tá achando muito não precisa de medico cubano nem japones, vai na AMIL…

      Mas como ninguém lhes perguntou o que acha, me reservo o direito de reproduzir o que um deles acha disso tudo, retirado da seção de comentários do jornal britânico The Guardian: ( q por sinal, ridiculariza as vaias dos medicos brasileiros aos cubanos)

      asvolinsque
      29 August 2013 2:44am

      “I am Brazilian and I live in the Amazon one of the poorest regions of this vast country and I applaud this decision of my government, as are references Cuban doctors and doctors will work where Brazilians recusam.vão work and stop nonsense.”

      Abs

  • Turco

    25/08/2013 #41 Author

    Isso que é texto!!!!

    Responder

  • Robson de Oliveira

    25/08/2013 #42 Author

    Excelente texto Pannunzio.

    Também estou ciente da necessidade de médicos e também de outros insumos novamente e convenientemente esquecidos.
    Mas façamos um exercício de suposições:

    Suponhamos que daqui alguns meses ocorra uma inversão dos governos nas próximas eleições. Uma ideologia não mais compreensiva com os Castro e seus sistemas escravistas tome o poder no Brasil.
    O que aconteceria com esses doutores cubanos? Seriam retirados então do país rompendo os contratos? Obteriam eles a tal liberdade mediante um novo governo contrário à essa escravidão?

    Não sei não. Tem mais coisas por aí que ainda não ficaram muito claras. Talvez as letras miúdas ainda não tenham sido bem explicadas.

    Abraços

    Robson

    Responder

  • Erica

    25/08/2013 #43 Author

    …”Um dia , daqui a 200 anos, Lula Bisneto, presidente da República Futurista do Brasil, ainda vai pedir desculpas a Cuba por ter se valido do trabalho escravo de seus profissionais de saúde no Século XXI.”

    Deus queira que nenhum parente desse ser governe o Brasil novamente…rrrssss.

    Desculpe aos médicos que possam ler este comentário, mas
    a falta de compromisso da imensa maioria dos médicos brasileiros com a sociedade é evidente. Estão mais preocupados em repor com altos salários e com plantões sonolentos o que suas famílias gastaram em seus cursos de medicina. Mas a raiz do problema não é falta de compromisso, a raiz do problema está na divisão dos serviços de saúde em SUS e planos privados de saúde. Enquanto o SUS for sinônimo de atendimento aos pobres e não atendimento a todos, ele não funcionará com dignidade. É preciso qualificar, torná-los eficientes os planos de saúde, acabar com esses vampiros/vermes da saúde brasileira, oferecendo bons salários (e não mega salários) aos nossos médicos e médicos estrangeiros. Ricos, medíocres e pobres devem se encontrar nas recepções dos nossos hospitais, das nossas clínicas, lado a lado, respeitando a preferência dos idosos e dos casos de mais gravidade. Saúde não é mercadoria. Deixemos o capitalismo tomar conta do resto de nossas vidas, não da saúde. Nem da educação. O governo nacional petista desde Lula é mestre em remendar problemas e fugir da profundidade dos problemas sociais existentes no país.

    Sobre as cotas raciais e sociais, acho um avanço na nossa sociedade racista, preconceituosa e careta.

    Um abraço. <3

    Responder

    • Fernando

      25/08/2013 #44 Author

      Ninguém gosta de pagar plano de saúde. Eu pelo menos não. Quem pode paga. Paga, porque o que o serviço que o Estado presta “não presta”. Essa propaganda petista de colocar a culpa de uma situação de calamidade nas costas de uma categoria é absurda. A questão aqui, é estrutural. Tão estrutural quanto a segurança e ensino públicos. Um médico que só atente SUS ganha um salário razoável – não bom. Mas seus ganhos podem ser bem maiores, porque pode atender particular e também via convênios. Eis a diferença entre eles e os professores e policiais.

  • Serjão

    25/08/2013 #45 Author

    Só um adendo. Os militares (se saúde ou não) quando vão para zonas de fronteira, o fazem com data marcada para a volta. Cumprem sua missão e depois são transferidos (com a devida indenização) para locais de escolha. É algo que faz parte da carreira e são pagos por isso. Os cubanos são escravos mesmo.

    Responder

    • Alex

      25/08/2013 #46 Author

      E quem lhe disse que os contratos de trabalho desses cubanostbém não tem prazo para começar e acabar, cumpadre? quanta besteira, quanto chavão repetido.

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