Gabriela Guerreiro, da Folha Online da Folha Online, em Brasília O senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, pediu explicações nesta terça-feira ao...

Gabriela Guerreiro, da Folha Online

da Folha Online, em Brasília

O senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, pediu explicações nesta terça-feira ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL) sobre a denúncia de que teria empregado em seu gabinete um servidor que, apesar de estar lotado na Casa, realizou um curso no exterior com o salário pago pela instituição.

O tucano ficou irritado uma vez que Renan ingressou, no primeiro semestre deste ano, com representação contra Virgílio no Conselho de Ética pela denúncia de que um de seus servidores fez curso no exterior às custas do Senado.

“Eu me antecipei a tudo. Bastava eu ter ficado quieto que não teria tido a repercussão que teve. Mas eu falei dez vezes sobre o assunto. Chamei atenção para o problema e eu próprio dei a solução. Eu falava dos fatos, mas não mencionava os nomes das pessoas envolvidas. Eu suponho que Vossa Excelência haverá de se explicar perante a Casa e a nação, como eu estou fazendo”, disse Virgílio.

Renan subiu à tribuna para se explicar, mas preferiu esquivar-se da acusação. “Não vou comparar aqui a situação de nenhum funcionário. Não compete a um senador fiscalizar a frequência de um servidor. Quando ele foi viajar, me procurou e eu disse a ele que procurasse o seu chefe imediato. Não tinha certeza onde ele era lotado. Não tenho nada a ver com essa questão”, disse o peemedebista.

Depois da denúncia, Virgílio decidiu ressarcir os cofres do Senado pelo pagamento irregular ao servidor. Apesar de não cobrar o ressarcimento de Renan, o líder do PSDB disse esperar que o peemedebista reconheça a acusação. “Talvez a diferença é que estou dizendo que sabia, e Vossa excelência diz que não sabia. Há uma contradição entre Vossa Excelência e o servidor”, afirmou.

Virgílio também cobrou da Mesa Diretora do Senado resposta ao requerimento, apresentado no dia 1º de julho, com informações sobre todos os servidores do Senado que estudaram fora às custas da instituição. O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), disse que a Mesa Diretora vai atender ao pedido de Virgílio.

“Nós não temos compromisso com o erro. A transparência será uma marca dessa Mesa Diretora. Tão logo tenhamos no seu todo, Vossa Excelência o terá em mãos”, afirmou Heráclito. Virgílio prometeu tornar público o requerimento depois de receber a resposta da instituição.

Denúncia

Em entrevista ao blog do jornalista Fabio Pannunzio, da TV Bandeirantes, o deputado estadual alagoano Rui Palmeira (PR), filho do ex-senador Guilherme Palmeira, admitiu ter feito um curso de inglês na Austrália, de dezembro de 2005 a março de 2006, no Metro College. Nesse período era funcionário do Senado, lotado na presidência da Casa –no período em que Renan ocupou o cargo. A exoneração foi publicada apenas no dia 31 de março de 2006.

Sob a mesma acusação, Renan encaminhou representação contra Virgílio ao Conselho de Ética por ter mantido em seu gabinete um funcionário que estudava na Espanha, mas recebia os vencimentos do Senado. O tucano reconheceu a irregularidade durante discurso no plenário da Casa e, em outubro, vai pagar a última parcela do valor equivalente ao recebido pelo servidor.

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