Adriana Vasconcelos O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) cobrou nesta terça-feira da Mesa do Senado informações sobre funcionários comissionados e efetivos que tenham ido estudar...

Adriana Vasconcelos

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) cobrou nesta terça-feira da Mesa do Senado informações sobre funcionários comissionados e efetivos que tenham ido estudar no exterior custeados pelo Senado desde 1995. O tucano criticou o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), que teria, tal como ele, permitido que um assessor comissionado estudasse no exterior .

Renan manteve na folha de pagamento do Senado, por três meses, entre 2005 e 2006, o funcionário Rui Soares Palmeira, atualmente deputado estadual em Alagoas, que foi fazer um curso no exterior. Virgílio cobrou nesta terça-feira explicações do peemedebista.

– O dever dele (Renan) é fazer o que eu fiz, tenho toda condição moral para cobrar isso – disse o senador tucano, que vendeu imóvel e fez empréstimo para pagar os dias não trabalhados por seu funcionário.

Quando justificou a representação do PMDB contra Arthur Virgílio, no auge da crise do Senado, Renan criticou a postura do tucano. Em agosto, fez um discurso agressivo contra o tucano para justificar por que o PMDB ia representar contra Virgilio no Conselho de Ética do Senado. A representaçãoacabou sendo arquivada pelo colegiado.

Ao responder as acusações nesta terça-feira, da tribuna, Renan, que agora tem um caso semelhante ao de Virgílio, disse que não autorizou a dispensa do funcionário, mas que pediu ao servidor que procurasse o chefe imediato. Para Renan, não cabe a um senador fiscalizar frequência de funcionário.

– Nunca cuidei disso e não vou cuidar. Não tenho nada a responder sobre isso. Não cabe a um senador tratar de frequência de funcionário – argumentou.

O senador peemedebista também revelou que um funcionário do Senado, mesmo preso, recebeu salário.

– Não vou dizer o nome, mas eu soube de um funcionário que ficou preso dois anos e continuou recebendo salário do Senado – afirmou Renan, sem dizer onde o funcionário estaria lotado.

Ao sair do plenário, Renan Calheiros voltou a justificar que não é dever de um senador fiscalizar freqüência de servidores e declarou:

– Eu não sou porteiro do Senado!

Após as justificativas de Renan, Arthur Virgílio descartou entrar com representação no Conselho de Ética porque o órgão tem muitas irregularidades, sendo formado por “um grupo para defender ora um ora outro”. Mas ele não ficou satisfeito com as explicações:

– Não me dei por satisfeito. Vossa Excelência ( senador Renan Calheiros ) foi habilidoso e esperto. Há muitos outros casos como este na casa, neste cenário, o estúpido deve ser eu mesmo – disse Virgílio.

O líder tucano também cobrou de Sarney a lista de todos os funcionários que fizeram cursos no exterior custeado pelo Senado desde 1995. Em resposta, o primeiro secretário da Casa, Heráclito Fortes, informou que os pedidos estão sendo respondidos, porém há uma grande demanda.

Rui Soares Palmeira, atualmente deputado estadual em Alagoas, em entrevista ao blog do Pannunzio, confirmou que foi o beneficiário do “favor” prestado por Renan. Ele é filho de Guilherme Palmeira, ex-presidente do TCU. Na entrevista, Rui Soares diz que Renan autorizou a viagem.

Clique aqui para ler a íntegra no site de O Globo

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