Um dia após o Senado ter concluído a votação da reforma eleitoral, líderes partidários da Câmara trabalham nos bastidores para fechar um acordo que...

Um dia após o Senado ter concluído a votação da reforma eleitoral, líderes partidários da Câmara trabalham nos bastidores para fechar um acordo que quebre os prazos regimentais e permita que o plenário da Casa comece a votar a proposta ainda nesta quarta-feira. A ideia encontra defensores tanto no governo quanto na oposição.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), convocou uma reunião de líderes para o final da tarde de hoje na qual vai avaliar se é possível analisar a reforma e se há consenso em torno do texto aprovado pelo Senado. O coordenador da proposta, deputado Flávio Dino (PC do B- MA), está reunido com assessores analisando as alterações realizadas pelos senadores.

“Vejo com muita tranquilidade a votação hoje dessa reforma. Não fizemos uma reforma política. São ajustes, detalhes na legislação eleitoral”, disse o líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO).

Para o líder do PT, Cândido Vaccarezza (SP), a reforma já foi bastante discutida pelos deputados. “Claro que dá pra votar isso, o tema está bem discutido na Câmara, basta debater o que foi feito no Senado. Tem algumas que são bobagem e antidemocráticas, tipo reputação ilibada [para os candidatos]. O que é reputação ilibada, isso é uma coisa muito genérica, você sai do critério objetivo para ir para o critério subjetivo”, disse.

O corregedor da Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), também defende a celeridade para a votação, mas disse que é preciso um acordo para evitar problemas na hora da análise da matéria. “Vamos fazer todo o esforço para poder ter um processo de votação que respeite a celeridade do prazo, mas só vai ser votado quando houver consenso mínimo entre os partidos, mas esta é a pauta prioritária para a Câmara, está todo mundo empenhado”.

A reforma foi aprovada na noite de ontem pelo Senado sem restrições à internet no período de campanhas eleitorais, diferente do que foi defendido na Câmara. Os deputados devem aprovar alguns limites para atuação dos sites jornalístico durante as eleições.

Os senadores aprovaram emenda que libera a atuação de sites jornalísticos, blogs e sites de relacionamentos durante as campanhas. O texto manteve apenas a proibição do anonimato aos jornalistas e a garantia de direito de resposta aos candidatos que se sentirem ofendidos.

Os sites também terão que seguir as regras impostas às rádios e TVs se quiserem realizar debates entre candidatos. Pela lei, os responsáveis pelos debates devem convidar pelo menos dois terços dos candidatos, desde que sejam filiados a partidos com mais de dez parlamentares eleitos para o Congresso Nacional.

Outro ponto que deve encontrar resistências na Câmara é a emenda que proíbe a candidatura dos “fichas sujas” e a que intervém na metodologia dos institutos de pesquisa. Esse ponto da matéria gerou polêmica no Senado e deve ser derrubado pelos deputados que defendem o atual sistema –que só impede a candidatura de quem teve o processo julgado em última instância e sem chance de recursos.

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