O líder tucano Arthur Virgílio acaba de exigir do peemedebista Renan Calheiros que o alagoano diga quem é o senador que pagava salários a...

O líder tucano Arthur Virgílio acaba de exigir do peemedebista Renan Calheiros que o alagoano diga quem é o senador que pagava salários a um presidiário que cumpria pena em uma prisão brasileira.

A afirmação foi feita ontem, quando Renan foi atacado em plenário pelo tucano, que cobrava explicações sobre a manutenção de um funcionário fantasma do ex-presidente da Casa, que ganhava às custas do Senado enquanto realizava um curso de inglês na Austrália.

A denúncia envolvendo Renan e o ex-assessor e atual deputado estadual por Alagoas, Rui Palmeira, foi anunciada em primeira mão por este Blog.

Renan, no entanto, desconversou, foi debochado e citou o caso que levou Virgílio a ser representado no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

O tucano que representa o estado do Amazonas cometeu o mesmo erro de Renan, ao abrigar no gabinete um servidor que recebia regularmente enquanto morava, por um ano e meio, na Espanha. Mas o que difere os dois casos é que Virgílio devolveu os quase R$ 330 mil gastos com o funcionário.

Renan, ao que tudo indica, está muito longe de fazer qualquer coisa neste sentido.

“Não fique preocupado. Suas justtificativas  já foram dadas e esse assunto já foi encerrado. Eu não quero que Vossa Excelência me agradeça por nada. Suas razões já foram decididas pela Casa”, ironizou Calheiros ao insinuar que Virgílio conseguiu escapar de uma investigação no colegiado quando a reclamação que pesava contra ele foi sumariamente arquivada.

Virgílio continuou a cobrança alegando que Renan estava cometendo crime de prevaricação. “Aqui a melhor coisa é não saber de nada. Aqui é a República do não sei. Isso não leva o Senado à recuperação moral”, afirmou. E seguiu o discurso cobrando uma resposta ao atual presidente da Casa, que se restringiu a dizer: “Não sei de nada. Também fui surpreendido por isso”.

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *