O Senado da República se transformou numa associação de comparsas que toleram todos os pecados. A ausência de consequências como desfecho para o caso...

O Senado da República se transformou numa associação de comparsas que toleram todos os pecados. A ausência de consequências como desfecho para o caso Rui Palmeira é a prova cabal de que os “valores repoublicanos” não vigoram mais na Câmara Alta. O escândalo, denunciado em primeira mão por este Blog, não ensejará nenhum tipo de punição ou correição, apesar da admissão de Renan de que permitiu, mesmo que indiretamente, as férias australianas de seu ex-assessor Rui Palmeira.

Renan Calheiros, ao argumentar que não é “porteiro do Senado”, tergiversou e desconversou. E o pior é que seus colegas, com a exceção do senador Arhtur Virgílio, mais uma vez se calaram diante evidência incontestável desse novo deslize.

Na entrevista concedida ao Blog Rui Palmeira foi taxativo: Renan não poderia alegar desconhecimento da viagem de quatro meses à Austália porque foi comunicado pessoalmente pelo ex-assessor. Determinou que ele tratasse do assunto com seu chefe imediato, Hélder Rebouças, lotado na presidência da Casa.

Se não cabia a Renan o papel de bedel do Senado, como seu funcionário pode autorizar, à revelia do conhecimento do senador, as férias antecipadas de Rui Palmeira na Austrália ?

Renan Calheiros não manifestou nenhuma vontade de punir seu assessor pela ilegalidade. Assim, não apenas endossa, mas também chama para si a responsabilidade por uma decisão lesiva tomada por seu preposto — este sim, com a obrigação de “controle da portaria” da fantasmagoria mantida por Calheiros.

Pelo menos R$ 20 mil foram desviados do cofre da instituição. Esta, presume-se, era a soma dos salários pagos indevidamente a Rui Palmeira.

A pergunta que resta é a quem compete devolver o dinheiro desviado — Se a Renan, Hélder Rebouças ou ao próprio Rui Palmeira.

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