Se para a população em geral o ano de 2016 é para ser o mais rapidamente possível esquecido, para os milenaristas do clima, que... Em 2016, clima seguiu contrariando milenarismo ambiental.

Se para a população em geral o ano de 2016 é para ser o mais rapidamente possível esquecido, para os milenaristas do clima, que vivem a apregoar o colapso ambiental do globo terrestre, os legados do ano fatídico não poderiam ser piores. O último relatório mensal da NOAA, a agência governamental norte-americana que monitora os oceanos e o clima, registrou em novembro de 2016 a quarta maior área coberta de gelo no  Hemisfério Norte em toda a história. O relatório completo pode ser acessado aqui. Usualmente, o NOAA é a Meca dos ambientalistas.

De acordo com a agência americana, a área recoberta com gelo no Norte do planeta foi de 36,93 milhões de km² no penúltimo mês do ano passado,  2,97 milhões de km² (8,7%) acima da média histórica, que é calculada entre 1981 e 2010. Ou seja: a cobertura de gelo no Ártico, Eurásia e América do Norte está aumentando, e não decrescendo, como previam os modelos climáticos que orientam as previsões catastróficas do ambientalismo milenarista.

No Hemisfério Sul, ainda que os satélites da NOAA tenham registrado a primavera mais quente da história, o verão polar antártico ficou muito distante dos níveis de 2012, o ano mais crítico para o continente austral. No dia mais quente no ano na Antártica, a cobertura de gelo chegou a 4,13 milhões de km². A marca não é novidade e nem de longe ameaçou o recorde negativo de 2012, quando a cobertura de gelo ao redor do Polo Sul chegou a 3,41 milhões de km² (17,43% menor). O nível foi o mesmo registrado em 2007.

O comportamento das áreas cobertas com gelo não guarda relação com a concentração de CO₂ na atmosfera. De acordo com dados Organização Meteorológica Mundial  (WMO, órgão das Nações Unidas), há hoje 400 partes de gás carbônico dispersas por milhão de moléculas de outros gases na atmosfera. Isso representa um incremento de 144% em relação à composição presumida da última década do século XVIII, precursora da Revolução Industrial, quando o planeta tinha uma atmosfera ainda livre da interferência massiva de gases provenientes da queima de combustíveis  fósseis.

De acordo com as previsões dos milenaristas climáticos, o aumento da concentração deCO₂ e outros gases-estufa na atmosfera deveria estar provocando um aumento da temperatura média da Terra. E esse aumento traria como primeira consequência a redução da área recoberta por gelo, o que efetivamente não está ocorrendo.

E por que não está ocorrendo ? De acordo com teóricos céticos do clima, como o professor Luis Carlos Molion, não é o C0₂ o responsável pela regulação da temperatura e muito menos do clima no planeta. Molion e outros estudiosos que divergem dos milenaristas asseguram que a temperatura da atmosfera é regulada exclusivamente pelo Sol. “O ar é aquecido por contato e não por radiação”, assegura o especialista, para quem o mundo está na iminência de iniciar um novo ciclo de resfriamento — uma nova glaciação.

A ausência de relação entre a concentração de gás carbônico, a temperatura da Terra, a cobertura de gelo e o nível das geleiras, no entanto, não deve significar que nosso planeta não merece ser tratado com muito mais zelo e carinho do que temos historicamente dispensado a ele. O lixo que entope a superfície, as chuvas químicas despejando milhares de toneladas de produtos tóxicos nos oceanos, as ilhas de sacos e garrafas plásticas, o assoreamento das nascentes são razões mais do que fundadas para a adoção de medidas preservacionistas drásticas e urgentes.

O aquecimento global não vai acabar com a vida humana na Terra. Mas o lixo que empesta o solo, a água e o ar, este sim pode envenenar definitivamente o planetinha azul.

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