Bem-vindo, DDT! E rápido!

Um dos maiores erros da história da humanidade foi o banimento do DDT, o mais eficiente inseticida jamais produzido. Foi graças a ele que o Brasil conseguiu, na década de 50, erradicar o Aedes Aegypti, o mosquito-bomba que nos faz novamente tremer diante de epidemias como  dengue, zyca e chikungunya.

Se o DDT não tivesse sido banido em 1972 por pura implicância de fanáticos religiosos do pior ambientalismo, quase 50 milhões de vidas teriam sido salvas na África e nas Américas, onde a malária é endêmica.

Mas não. Manter a condenação inexplicável de um inseticida barato, de patente livre e eficiência já demonstrada ao longo da história é muito mais fácil, especialmente num mundo guiado pelos preconceitos de uma elite que só se compromete com seu próprio umbigo.

A volta do DDT, sobre o qual jamais se comprovou nada do que lhe foi imputado no passado, poderia acabar com as múltiplas epidemias que nos afligem. Com a vantagem de novamente erradicar o mosquito, como já fizemos duas vezes nos últimos 70 anos. É inacreditável que as nossas autoridades e os nossos cientistas não tenham ainda se manifestado sobre o assunto, que está sendo objeto de acaloradas discussões ao redor do planeta.

A comunidade acadêmica aos poucos vai despertando para a gritante obviedade: meio bilhão de pessoas foram salvas dessas pragas por conta do DDT antes de seu banimento. Por que estamos a sucumbir diante das mesmas doenças se temos esse recurso tão valioso nas nossas prateleiras ?

E creia. Até mesmo entidades tão zelosas da proteção ao meio-ambiente como o Greenpeace já reviram posição. Em um artigo que pode ser lido aqui, o Greenpeace diz que não se pode culpar culpar os ambientalistas pelo banimento, uma vez que o que se propugnava na década de 70 era a suspensão do uso do inseticida e o fim de sua aplicação na agricultura, não no combate a endemias.

Acredite: o Greenpeace admite hoje o uso do DDT para o combate aos focos de malária e outras endemias.

Em 2015, a dengue matou mais de 800 pessoas no Brasil. No ano passado, foram quase 700 morte. Fora os 1750 casos confirmados de microcefalia.

Então, fica a pergunta:  O que o Ministério da Saúde está esperando ? Anos já se passaram desde que o assunto ganhou as dimensões que tem agora. O que falta para trazer de volta o DDT ? Quanta gente mais vai ter que morrer antes que a ciência derrube o preconceito morto do ambientalismo de fancaria ?

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