Se você é um dos poucos que acham que os políticos esgotaram seu estoque de baixarias, esqueça. O deputado alagoano Givaldo Carimbão, uma das...

Se você é um dos poucos que acham que os políticos esgotaram seu estoque de baixarias, esqueça. O deputado alagoano Givaldo Carimbão, uma das mentes mais retrógrada do parlamento brasileiro, conseguiu estabelecer um novo patamar de vilania numa audiência da Comissão de Segurança Pública da Câmara nesta quarta-feira.

Essa comissão, que deveria tratar de assuntos de natureza policial, do crime organizado e da violência, resolveu discutir uma forma de censurar a produção artística.

Convidado a falar sobre o financiamento de eventos que desagradam a elite do atraso em museus e galerias, o ministro Sérgio Sá foi afrontado com uma manifestação chula e histriônica desse dinossauro com mandato eletivo.

O deputado, líder da bancada católica, apresentou um projeto-lei propondo penas de 12 a 30 anos de prisão para quem produzir, expuser, divulgar ou apoiar eventos artísticos em que haja desrespeito a símbolos religiosos — sem direito à progressão de regime. Quer dizer: o inquisidor acha que vilipêndio a símbolos religiosos é um crime muito mais grave do que o estupro, o latrocínio e o homicídio.

Não deixe de assistir ao vídeo com os vitupérios e imprecações com que Carimbão, o fóssil vivo do parlamento, fustigou Sérgio Sá, Você verá como é incrível que um sujeito que diz ter tanto respeito pelo sagrado pode ser tão tosco e desrespeitoso para com um ministro de Estado

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