A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta terça-feira, durante seminário em Brasília, que o pré-sal deve possibilitar que o Brasil saia mais...

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta terça-feira, durante seminário em Brasília, que o pré-sal deve possibilitar que o Brasil saia mais rapidamente da pobreza. No entanto, ponderou que as novas reservas de petróleo não garantem sozinhas nenhum benefício social. “É preciso vontade política”, disse a ministra.

Transformar recurso natural em desenvolvimento humano será meta, principalmente no que diz respeito a educação. “Devemos assegurar ao povo educação de altíssima qualidade”, afirmou.

Dilma ressaltou que uma parcela importante dos recursos obtidos com a exploração da camada do pré-sal devem ficar com o governo, por intermédio do Fundo Social. “No modelo de partilha, a maior parcela dos recursos ficará nas mãos dos brasileiros”, disse ela.

A ministra atentou que há outra farta fonte de recursos do pré-sal que tem sido ignorada: o bônus de assinatura. É a quantia a ser paga para que uma empresa tenha direito de explorar as reservas do pré-sal. O bônus é pago antes da exploração, o que torna urgente a definição das regras do pré-sal. Segundo a ministra, China e Arábia Saudita já manifestaram interesse na exploração.

Deus é brasileiro

“Temos a felicidade de discutir abundância e não escassez. Entramos por último na crise, saímos primeiro, e ainda temos um patrimônio sendo descoberto”, disse a ministra, para quem há indícios fortes de que “Deus é brasileiro”.

Para gerenciar toda riqueza, a ministra defendeu no seminário o modelo misto como o ideal para o Brasil, com partilha para as áreas do pré-sal e reservas estratégicas, e concessão para as demais.

Uma questão a ser evitada é exportar óleo bruto e importar tecnologia. Essa prática costuma desvalorizar o dólar e quebrar a indústria nacional. Além dessa preocupação, a ministra se mostrou preocupada com a chamada “maldição do petróleo”, típica de países ricos em recursos naturais, mas com seu povo em pobreza profunda.

Etanol

A ministra defendeu que o pré-sal não eliminará a “matriz mais renovável do mundo”. Dessa forma, não será mudado “um milímetro” do discurso do governo sobre energia renovável, prometeu.

O Brasil será grande exportador de petróleo e etanol, e o zoneamento da cana é uma das alavancas para esse processo, disse a ministra.

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