A crise financeira global pode afetar o crescimento da economia global pelos próximos sete anos, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), que divulgou nesta...

A crise financeira global pode afetar o crescimento da economia global pelos próximos sete anos, segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), que divulgou nesta terça-feira os capítulos três e quatro do relatório semestral “World Economic Outlook” (“Panorama Econômico Mundial”, em tradução livre), que será apresentado no início de outubro.

“Para um país, em média, o nível de atividade ainda está 10% abaixo de sua tendência pré-crise sete anos após a crise (…) Esse resultado se mantém tanto para economias avançadas como emergentes”, diz o capítulo quatro.

“Tipicamente, as crises bancárias têm um impacto duradouro nos níveis de produção, embora o crescimento acabe por ser retomado (…) As perdas de produção que se seguem a crises bancárias são substanciais”, diz o documento divulgado hoje.

O relatório analisou 88 crises bancárias ocorridas nos últimos 40 anos em diversos países para fazer o estudo. “Menos empregos, investimentos e produtividade, todos contribuem para uma queda sustentada de produção”, avalia o Fundo.

As crises bancárias, segundo o FMI, causam uma redução na atividade econômica no início, passando então a um enfraquecimento nos investimentos e no mercado de trabalho. “Os gastos por trabalhador, a taxa de desemprego e a produtividade não costumam voltam a seus níveis pré-crise antes de sete anos após o início da crise”, diz o FMI.

As perdas associadas à crise em termos de capital, empregos e produtividade podem ser duradouras, “deixando gravada uma marca sobre a capacidade produtiva desses países”. O relatório completo, com as previsões de crescimento da economia global e de cada país, será publicado no dia 1º de outubro.

Os países mais desenvolvidos não vão se reerguer com energia suficiente para recuperar a riqueza perdida durante a crise, disse, em entrevista, o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard. “Após uma recessão normal há um rebote, mas neste caso este rebote pode não ser muito forte ou simplesmente não chegar”, disse.

A fraqueza da retomada da atividade econômica fará com que provavelmente os países desenvolvidos não recuperem o PIB (Produto Interno Bruto) perdido, como ocorreu nas economias emergentes durante a crise da dívida dos anos 80, segundo o FMI.

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