Márcio Falcão, da Folha Online. Em depoimento nesta terça-feira à CPI da Petrobras, os diretores de comunicação e marketing da estatal sustentaram que os...

Márcio Falcão, da Folha Online.

Em depoimento nesta terça-feira à CPI da Petrobras, os diretores de comunicação e marketing da estatal sustentaram que os critérios utilizados para a escolha de projetos que vão receber patrocínio são internacionais e pautados pela transparência.

Segundo os dados repassados aos senadores, nos últimos nove anos, mais de 47 mil propostas receberam incentivos financeiros da Petrobras. O valor dos contratos não foi revelado. De acordo com levantamento da estatal, foram 21.320 projetos apresentados diretamente à Petrobras e outros 26 mil inscritos nas seleções públicas. A maior parte dos patrocínios, cerca de 40%, obteve patrocínio por meio da seleção pública –a partir da publicação de editais.

A gerente da área de patrocínios da empresa, Eliane Sarmento Costa, afirmou que todos os contratos seguem o decreto 2.745, editado em 1998, que permite a liberação de recursos sem obrigatoriedade de processo licitação.

Eliane disse, no entanto, que a estatal adotou um modelo internacional, com regras claras para o fechamento dos contratos.

“É preciso deixar claro que patrocínio não é repasse de recursos, é contrato de duas partes, que garante a exposição da nossa marca. Há seleções públicas de projetos, que são analisados por especialistas externos à companhia nas áreas de artes visuais, cênicas, curta-metragem e acervo de música. E programas específicos corporativos para esporte”, disse.

Em junho, a Petrobras foi envolvida em uma denúncia de irregularidade de patrocínio. A fundação que leva o nome do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi acusada de desviar ao menos R$ 500 mil dos recursos repassados pela Petrobras para patrocinar um projeto cultural.

O dinheiro teria ido parar em contas de empresas com endereços fictícios e contas paralelas ligadas à família Sarney. O projeto nunca saiu do papel. A fundação teria recebido R$ 1,34 milhão da Petrobras entre o fim de 2005 e setembro passado para preservação de seu acervo.

O gerente executivo de comunicação institucional, Wilson Santarosa, negou que exista um aparelhamento político da área de comunicação da estatal. Santarosa disse que 1.150 profissionais trabalham diretamente nas ações de comunicação, marketing. Desse total, 79 são formados em jornalismo, sendo que 19 trabalham diretamente com o atendimento à grande imprensa.

“Na comunicação institucional são 449 profissionais e nos demais órgãos ligados, outros 710. Nem todos são jornalistas. Se não me engano são 79 formados em jornalismo, o restante é composto de relações públicas ou da área de marketing”, afirmou.

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