O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta quarta-feira que a ONU (Organização das Nações Unidas) deve exigir a restituição do presidente deposto de Honduras,...

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou nesta quarta-feira que a ONU (Organização das Nações Unidas) deve exigir a restituição do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que está desde segunda-feira refugiado na Embaixada Brasileira em Tegucigalpa.

Em declarações a jornalistas antes da abertura da Assembleia Geral da ONU em Nova York, nos EUA, Chávez descreveu o retorno de Zelaya à capital hondurenha esta semana como corajoso.

“As Nações Unidas devem exigir que Zelaya seja restaurado no poder novamente”, afirmou Chávez, um dos maiores aliados de Zelaya.

Pouco depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu Zelaya no discurso de abertura da 64ª Assembleia Geral da ONU.

Ele afirmou que toda comunidade internacional “exige que [Manuel] Zelaya reassuma imediatamente a Presidência do país”.

Em seu discurso à ONU, Lula pediu que seja garantida a “inviolabilidade da embaixada brasileira na capital hondurenha”, arrancando aplausos da plateia.

Lula pediu ainda mais comprometimento e “vontade política” da organização para confrontar situações que conspiram contra a paz, o desenvolvimento e a democracia, e citou o golpe de Estado de 28 de junho em Honduras, cujo líder, disse, tem “refúgio garantido” na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

Histórico

Zelaya foi deposto nas primeiras horas do dia 28 de junho, dia em que pretendia realizar uma consulta popular sobre mudanças constitucionais que havia sido considerada ilegal pela Justiça. Com apoio da Suprema Corte e do Congresso, militares detiveram Zelaya e o expulsaram do país, sob a alegação de que o presidente pretendia infringir a Constituição ao tentar passar por cima da cláusula pétrea que impede reeleições no país.

O presidente deposto, cujo mandato termina no início do próximo ano, nega que pretendesse continuar no poder e se apoia na rejeição internacional ao que é amplamente considerado um golpe de Estado –e no auxílio financeiro, político e logístico do presidente venezuelano– para desafiar a autoridade do presidente interino e retomar o poder.

Isolado internacionalmente, o presidente interino resiste à pressão externa para que Zelaya seja restituído e governa um país aparentemente dividido em relação à destituição, mas com uma elite política e militar –além da cúpula da Igreja Católica– unida em torno da interpretação de que houve uma sucessão legítima de poder e de que a Presidência será passada de Micheletti apenas ao presidente eleito em novembro. As eleições estavam marcadas antes da deposição, e nem o presidente interino nem o deposto são candidatos.

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