O ex-diretor geral do Senado, Agaciel Maia, está definitivamente de volta. Depois de 90 dias afastado do cargo, o homem acusado de ser o...

O ex-diretor geral do Senado, Agaciel Maia, está definitivamente de volta. Depois de 90 dias afastado do cargo, o homem acusado de ser o mentor dos chamados atos secretos que desencadearam na maior crise política da história do país, agora vai trabalhar no Instituto Legislativo Brasileiro.

A vaga está muito longe daquela ocupada por ele nos últimos 15 anos. Com mais de três décadas de Casa, Agaciel está convicto de que um dia se está por cima e no outro por baixo. “Eu sempre me coloquei do outro lado da mesa. Fui servidor antes e sabia que seria depois. Sempre fui preparado para voltar para a planície”, afirmou o analista legislativo.

Segundo Agaciel, o tempo longe dos trabalhos serviu para que ele se dedicasse a projetos como o de montagem de um dicionário biográfico do Senado. A partir de agora, é a área acadêmica a de maior destaque para o funcionário, que só retornou ao trabalho no fim da tarde desta quarta-feira. “Tenho certeza de que sempre fui um bom servidor, assíduo, dedicado e empenhado. Vou completar 33 anos de serviço e nunca pedi um dia de atestado médico. Agora não preciso estar aqui o dia todo”.

Sobre os escândalos que o envolveram, Agaciel foi taxativo ao reiterar sua inocência. “Quem tem que concluir são as comissões, eu não posso concluir nada. Mas nunca recebi ordens ilegais e nem dei ordens ilegais a servidores da Casa”, contou ao dizer que não interferia em prol de contratações de parentes ou afilhados políticos de parlamentares.

Isso vale, de acordo com Agaciel, principalmente no caso do presidente da Casa, José Sarney. “Nunca perguntei ao senador [Sarney] se era parente ou não porque na época podia-se contratar parente. E nunca recebi pressão nenhuma pra isso”, comentou ao negar ter recebido ligações pedindo a contratação de pessoas ligadas ao político e ao filho dele, o empresário Fernando Sarney. Este último, inclusive, teria afirmado em escutas telefônicas divulgadas hoje, que colocaria quem quisesse no Senado.

Agaciel também se disse injustiçado com as inúmeras denúncias que recaem contra ele e vítima da disputa de grupos políticos que se revoltaram com a volta do senador José Sarney à presidência.”Algumas coisas são injustiça. Quando se espreme tudo isso fica a pergunta: Qual foi o grande erro cometido por Agaciel?”

O ex-diretor do Senado disse ainda não ter se sentido hostilizado neste período de afastamento. “Não teria por quê. Eu nunca fiz nada de ilegal. Fui tragado por esta briga política que aconteceu na Casa”.

Pré-candidatura

O ex-diretor geral do Senado, Agaciel Maia, que foi o homem mais poderoso da Casa por cerca de 15 anos, negou que esteja pensando em disputar as próximas eleições para deputado federal pelo Rio Grande do Norte. “Não vou falar sobre este assunto. Isso é coisa do futuro”.

Mas conforme divulgado em primeira mão por este Blog, o objetivo de Agaciel é voltar ao Congresso investido de um mandato parlamentar para ganhar imunidade.

Com isso, os processos a serem instaurados contra ele subiriam forçosamente para o Supremo Tribunal Federal, que jamais, em toda sua história, condenou um político sequer.

Para quem não sabe, Agaciel é irmão do deputado João Maia (PR-RN).

Ele busca uma legenda pequena que possa dar-lhe a vaga para disputar a eleição.

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