Do IG NOVA YORK – O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu nesta quarta-feira a expansão do Conselho de Segurança da ONU, citando o...

Do IG

NOVA YORK – O presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu nesta quarta-feira a expansão do Conselho de Segurança da ONU, citando o Brasil como um dos países que deveriam fazer parte do grupo permanentemente.

“É inaceitável que a África não seja um membro permanente do Conselho de Segurança, ou a exclusão da América do Sul, com uma potência como o Brasil, ou a Índia com sua população de 1 bilhão de pessoas, ou o Japão ou a Alemanha”, afirmou Sarzoky, durante a Assembleia Geral da ONU.

Para o presidente da França, um dos cinco países que são membros permanentes do Conselho de Segurança e têm poder de veto, afirmou que um acordo ou reforma provisória deveria ser alcançada ainda este ano.

Irã

Em seu discurso na ONU, Sarkozy disse falou sobre o Irã, avaliando que o país cometerá um “trágico engano” se achar que o mundo não vai reagir ao seu programa nuclear.

O presidente francês, um dos mais duros críticos do governo iraniano, também rejeitou a sugestão de Teerã de que Paris deveria aceitar uma troca de prisioneiros para conseguir a libertação de uma assistente de ensino francesa acusada de espionagem. “Não, isso é chantagem”, disse Sarkozy.

Clotilde Reiss está sob liberdade condicional e permanece na embaixada da França em Teerã enquanto aguarda o seu veredicto, como parte de um julgamento coletivo em que é acusada de participar de um suposto complô ocidental para desestabilizar o Irã depois das polêmicas eleições presidenciais de junho.

Em entrevista transmitida na terça-feira pelo canal France 2, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, sugeriu que a libertação de prisioneiros iranianos na França facilitaria a soltura de Reiss.

Ele não citou nomes, mas um dos mais conhecidos presos iranianos na França é Ali Vakili Rad, condenado em 1994 pelo assassinato, três anos antes, de Shapour Bakhtiar, que havia sido primeiro-ministro da monarquia do xá do Irã.

Sarkozy afirmou que não aceitaria a troca porque “Clotilde Reiss é inocente.” “Vocês acham que eu sou alguém que troca o assassino de Shapour Bakhtiar por uma jovem estudante francesa cujo crime é falar a língua iraniana e amar a civilização persa?”

Comentários


Sem comentários ainda.

Comente!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *