A sessão que deveria marcar a instalação da CPI da PETROBRAS, inicialmente prevista para as 11 horas desta quinta-feira, não vai mais acontecer. Foi...

A sessão que deveria marcar a instalação da CPI da PETROBRAS, inicialmente prevista para as 11 horas desta quinta-feira, não vai mais acontecer. Foi remarcada para a próxima quarta-feira, dia 10, porque governo e oposição não conseguem se entender sobre outra CPI, a das ONGs.

Na semana passada, numa bobeada do governo, o senador Artur Virgílio, líder da bancada tucana, assumiu a relatoria no lugar de Inácio Arruda, parlamentar governista abrigado no PC do B. Inácio foi indicado pelo bloco da maioria como titular da CPI da BR e teve que ir para a suplência da das ONGs, deixando vaga a relatoria. O presidente da comissão, o democrata Heráclito Fortes, aproveitou a brecha para nomear Artur Virgílio relator. A manobra enfureceu o governo, que recorreu à mesa no intuito de reaver a posição. Mas o assunto vai ser resolvido apenas por acordo político.

Nesta quarta-feira, tucanos e democratas já disseram que aceitam discutir com o governo para que a CPI da BR seja instalada. Um acordo poderia até resolver um problema pontual, mas não será suficiente para acalmar os ânimos dentro da própria base aliada.

No epicentro dos múltiplos confrontos está o líder do PMDB, Renan Calheiros. Ele anda às turras com o líder do governo, Romero Jucá, seu companheiro de partido. E trocou farpas publicamente com o petista Aloizio Mercadante. Ao indicar quem seriam os parlamentares peemedebistas que comporiam a CPI, estabeleceu como critério que líderes não deveriam pleitear qualquer vaga. O propósito era afastar Jucá e criar dificuldades para Mercadante.

Jucá teria ameaçado até se demitir da liderança do governo caso não conseguisse ser o relator das investigações da BR. O posto vai dar um enorme poder político a seu ocupante — por isso é tão cobiçado. Menos pela exposição monumental à mídia, e mais pelo aumento do poder de barganha em um processo que vai criar muitas dificuldades para o governo.

Jucá ainda não esqueceu a demissão de seus parentes abrigados na ANAC. O presidente Lula não confia nele. Ele não se alinha com Renan Calheiros. Mas tem mais entrada entre os senadores de oposição, condição que lhe permitiu ser o defensor de uma divisão negociada dos cargos de comando. A ala de Calheiros, conhecida como a “Tropa de Choque” do PMDB, é contra, posição que é respaldada pelo Palácio do Planalto.

 

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