O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, cobrou o governo sobre resultados de inquéritos abertos para apurar supostos abusos a partir...

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, cobrou o governo sobre resultados de inquéritos abertos para apurar supostos abusos a partir de “vazamento seletivo de informações protegidas por segredo de Justiça, de forma a propagar aleivosias e suspeitas fabricadas”. Em ofício ao ministro da Justiça, Tarso Genro, Mendes enumera nove ocorrências que, segundo ele, caracterizam “finalidade de acuar e intimidar magistrados para que não contrariassem, mas se submetessem aos desígnios de agentes que desonram a Polícia Federal e o Ministério Público”.

O questionamento é extensivo ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, chefe do Ministério Público Federal. “Diversos foram os casos em que tal procedimento ficou patente, revelando que havia método na aparente insensatez”, assinala o ministro.

O ministro cita um caso em que ele mesmo foi alvo. Seu nome teria sido divulgado pela PF, em 2007 – durante a gestão do delegado Paulo Lacerda -, como beneficiário de brindes da construtora Gautama. O investigado era Gilmar de Melo Mendes, ex-secretário da Fazenda de Sergipe. “A informação foi divulgada de modo a induzir a confusão de homonímia.”

Segundo Mendes, juízes que não se curvassem às pretensões dos investigadores “passavam à avaliação de corruptos e, na sequência, tinham seus nomes temerariamente vinculados a fatos inverídicos ou a episódios completamente desvinculados de suas vidas pessoais ou profissionais”.

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