Márcio Falcão, da Folha Online. Um grupo de deputados brasileiros recebeu neste domingo um sinal positivo do Congresso de Honduras para ir até a...

Márcio Falcão, da Folha Online.

Um grupo de deputados brasileiros recebeu neste domingo um sinal positivo do Congresso de Honduras para ir até a capital Tegucigualpa e acompanhar a situação da embaixada brasileira, que abriga o presidente deposto Manuel Zelaya. A expectativa é que os seis parlamentares brasileiros desembarquem na terça-feira.

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que coordena a comissão de parlamentares, afirmou à Folha Online que a autorização foi concedida hoje pelo presidente do Congresso de Honduras, Jose Alfredo Saavedra, apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter descartado neste domingo, na Venezuela, aceitar o ultimato do governo hondurenho para que a situação de Zelaya seja definida em dez dias.

Agora, os deputados brasileiros estudam como chegar a Honduras, uma vez que o avião da FAB (Força Aérea Brasileira) não está autorizado a sobrevoar nem pousar no país porque as relações diplomáticas estão suspensas.

Uma das alternativas seria descer em El Salvador, que fica a 350 quilômetros da capital de Honduras e pegar um avião comercial. A outra seria desembarcar em Miami, nos Estados Unidos, e fazer um voo comercial para Honduras.

Missão de caráter humanitário

Segundo Jungmann, a Embaixada de Honduras já mostrou disposição de conceder os vistos e a missão oficial terá a função de avaliar a situação da comunidade brasileira no país. Por lá, os deputados devem conhecer o Parlamento hondurenho, ter reuniões com organismos de defesa dos direitos humanos e na sequência visitar a embaixada brasileira.

“A nossa missão tem um caráter humanitário. A nossa função por lá é conferir e garantir a integridade da comunidade brasileira.

Jungmann disse ainda que os deputados não vão interferir na conversa diplomática entre os dois países. “Isso não nos compete e não é o nosso intuito”, afirmou.

Além de Jungman, a missão será composta pelos deputados Maurício Rands (PT-PE), Cláudio Cajado (DEM-BA), Bruno Araújo (PSDB-PE), Marcondes Gadelha (PMDB-PB) e Ivan Valente (PSOL-SP).

O deputado Maurício Rands (PT-PE), disse que a autorização é importante, principalmente, porque o governo brasileiro não reconhece o governo interino de Roberto Micheletti. “Não vamos expor o Parlamento brasileiro a uma aventura. Nós precisamos de garantias”, disse.

Barrados

Apesar de liberarem a visita dos deputados brasileiros, as autoridades hondurenhas impediram neste domingo a entrada no país de dois funcionários da OEA (Organização dos Estados Americanos) e de dois diplomatas da Espanha, informou uma fonte diplomática à agência France Presse.

A fonte, que pediu para não ser identificada, relatou que os dois funcionários da embaixada da Espanha e os dois membros da OEA foram embarcados em um voo para Miami.

Os dois membros da OEA deveriam realizar em Honduras os preparativos para a missão mediadora da crise política que abala o país desde o golpe de Estado que derrubou o presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho passado, disse a mesma fonte.

Os dois diplomatas espanhóis retornavam às suas funções na embaixada após um período de férias.

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