A transformação da embaixada brasileira em Tegucigalpa num comitê político foi amplamente criticada pelo presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP). Apesar de concordar com...

A transformação da embaixada brasileira em Tegucigalpa num comitê político foi amplamente criticada pelo presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP).

Apesar de concordar com a decisão do governo de conceder asilo político ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, Sarney, declarou que a ocupação é negativa para os brasileiros, que são vistos com maus olhos no âmbito internacional. “Eu acho que direito de asilo, o Brasil devia dar, não podia deixar de dar, sobretudo um homem que foi deposto em um golpe que nós já ultrapassamos na América Latina”, afirmou ao dizer que o que “está havendo agora é um certo exagero em ocupação da embaixada, de transformá-la em um comitê político”.

Para Sarney, “esse abuso não é bom nem para Zelaya nem para o Brasil”. “A embaixada brasileira tem que zelar pelas leis que marca o asilo de não se meter em assuntos internos dos países”, continuou.
 
A volta de Zelaya ao território hondurenho, na última semana, trouxe tensão para o país. O governo interino de Roberto Michelletti já decretou a suspensão de direitos e ameaça deixar de reconhecer a embaixada brasileira como território do Brasil em Tegucigalpa caso a situação não seja resolvida nos próximos dez dias.

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