Gabriela Guerreiro, da Folha Online. Os senadores Osmar Dias (PDT-PR) e Raimundo Colombo (DEM-SC) decidiram nesta segunda-feira retirar o apoio à proposta, aprovada pela...

Gabriela Guerreiro, da Folha Online.

Os senadores Osmar Dias (PDT-PR) e Raimundo Colombo (DEM-SC) decidiram nesta segunda-feira retirar o apoio à proposta, aprovada pela Mesa Diretora do Senado, que permite aos líderes partidários e à cúpula da Casa empregar servidores da instituição em seus gabinetes nos Estados. Os dois parlamentares decidiram recuar depois que outros líderes voltaram atrás no apoio à medida.

“O que eu assinei foi um requerimento para permitir que servidores da liderança pudessem atender líderes nos Estados. Não sendo unanimidade, eu não mantenho o apoio”, afirmou Dias à Folha Online.

Colombo disse, por meio de assessores, que também voltou atrás no apoio à medida depois de ser informado de que alguns líderes não concordavam com a mudança. Colombo, líder da minoria no Senado, e Dias, que lidera o PDT, sustentam que só apoiaram a mudança porque foram informados de que todos os líderes apoiavam o requerimento.

“Eu disse que iria acompanhar a proposta somente se houvesse unanimidade. Se não houve, eu não acompanho”, afirmou Dias.

Na semana passada, a Mesa Diretora do Senado decidiu que os líderes partidários e integrantes da própria Mesa poderão deslocar até três servidores de seus gabinetes para os escritórios regionais que mantêm nos Estados. A decisão, segundo integrantes da Mesa, foi tomada a pedido dos líderes.

Os senadores Aloizio Mercadante (PT-SP), José Agripino Maia (DEM-RN) e Arthur Virgílio (PSDB-AM), porém, foram a público desmentir que tivessem feito qualquer solicitação para que tivessem direito a deslocar três funcionários de seus gabinetes para os escritórios regionais.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), havia divulgado que, além de Dias e Colombo, os senadores Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Inácio Arruda (PC do B-CE), Francisco Dornelles (PP-RJ), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Marcelo Crivella (PRB-RJ) apoiaram a medida. Os líderes que assinaram o pedido representam 38 dos 81 senadores

Reação

Irritado com a postura dos parlamentares, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta segunda-feira que os três líderes que não avalizaram a medida reagiram porque já possuem assessores de seus gabinetes nos Estados.

“Me disse o senador Antonio Carlos Valadares [PSB-SE], que comandou essa solicitação, que não pediu [as assinaturas] de três líderes porque eles não tinham os problemas que eles têm, isto é, funcionários já trabalhando no Estado. Muitos deles muito mais de três. Nós limitamos em três”, afirmou.

Sarney disse que não haverá recuo da decisão uma vez que ela foi tomada pela Mesa Diretora da instituição.

“Essa decisão foi tomada pela Mesa. Todos os senadores hoje têm nos seus Estados funcionários seus de gabinete, e os líderes tinham. A decisão foi apenas a pedido deles para manter os funcionários que já tinham nos seus gabinetes. Fizemos restrições de três funcionários, embora tenhamos a convicção de que o fizemos por uma solicitação que foi feita pelos líderes”, afirmou.

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