A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) evitou nesta segunda-feira falar sobre o cenário da disputa eleitoral. Questionada se comentaria a situação de seus principais...

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) evitou nesta segunda-feira falar sobre o cenário da disputa eleitoral. Questionada se comentaria a situação de seus principais adversários nas pesquisas de intenção de voto, a ministra desconversou.

“Eu não costumo falar das pessoas”, afirmou.

Apesar da resistência em falar do desempenho do governador de São Paulo José Serra (PSDB) e o deputado federal Ciro Gomes (PSB), a ministra sinalizou que está pronta para assumir sua candidatura. O incentivo é o fim do tratamento contra um câncer.

“O que eu fiquei muito feliz é que eles [médicos] disseram: olha você agora tem condições totais, sem nenhum cuidado diferente de qualquer outra pessoa tem que ter consigo mesmo, de exercer todas as atividades que você vinha exercendo antes. [..] É interessante eu recuperei minha energia, está na minha cara que eu recuperei a energia. Estou pronta para o que der e vier. Eu não sei para quê, mas estou pronta para tudo. O que aparecer na minha vida vou encarar”, disse.

Na semana passada, a ministra e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) ensaiaram as primeiras trocas de farpas eleitorais.

Questionada, em entrevista a correspondentes estrangeiros, sobre o crescimento de Ciro na recente pesquisa Ibope –que também indicou a estagnação da ministra nas intenções de voto ao Planalto–, Dilma condenou uma comemoração antecipada.

“Sempre que no Brasil alguém tentou sentar na cadeira antes do prazo, deu errado. Isso era dias antes [da eleição]. Eu acredito que é prudente a gente esperar as urnas serem abertas e os votos serem contados”, disse ela.

Ciro comemorou publicamente o resultado da pesquisa, que em um de seus cenários traz o deputado à frente da ministra.

Em outro, os dois apareciam tecnicamente empatados. A pesquisa mostrou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na liderança. Ciro, em palestra na Força Sindical, afirmou que Dilma evita confrontos com o pré-candidato tucano.

“Os adversários não são bobos, pelo contrário, estão aí falando ‘o Lula é meu amigo também’. O Lula não dá mais canelada em ninguém, é Lulinha paz e amor para o resto da vida, e a Dilma entrou na mesma, ainda hoje [ontem] nos jornais estou eu falando mal do Serra, e a Dilma agarrada com ele. Quem quer ser bonzinho sou eu, eu quero ser bonzinho e ninguém deixa”, disse Ciro.

Pesquisa

Pesquisa CNI/Ibope divulgada na semana passada mostrou o crescimento da taxa de intenção de voto de Ciro Gomes, que passou de 12% para 14% entre junho e setembro. No mesmo período, as taxas de Dilma e de Serra recuaram quatro pontos. Dilma recuou de 18% para 14%; e Serra de 38% para 34%.

Com esse resultado, Ciro aparece empatado em segundo lugar com Dilma. A senadora Marina Silva (AC), que aparece pela primeira vez na pesquisa, tem 6%.

Segundo Guerra, Serra ainda tem espaço para crescer porque o governador ‘não está em campanha’ e não aparece na mídia “tratado de temas nacionais”.

“Serra tem muito ainda para crescer. Ele vem oscilando entre 37% e 41%, mas está estável. É preciso entender que ele não aparece na mídia falando de temas nacionais nem foi o alvo dos programas de inserção às vésperas da pesquisa como ocorreu com o Ciro. Nós usamos nosso espaço para fazer oposição ao presidente Lula [Luiz Inácio Lula da Silva]. Colocando Serra como protagonista do programa, ele cresceria 5% até 10%”, disse.

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