Foram mais de sete horas de uma intensa sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Os membros do colegiado não pouparam o...

Foram mais de sete horas de uma intensa sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Os membros do colegiado não pouparam o advogado-geral da União e aspirante à vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli.

Os parlamentares não hesitaram em fazer as mais variadas perguntas. E lá estava o advogado, buscando uma aprovação na batalha pelo cargo ocupado até o início deste mês pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, morto vítima de um câncer.

E ele venceu. Por 20 votos a três, obteve aval dos senadores para ter o nome votado em plenário. Mas a resposta final e decisiva que vai definir o futuro de Toffoli pode sair a qualquer momento.

Para tornar-se o mais novo ministro da história da corte, Toffoli precisa de 41 votos favoráveis, maioria absoluta na Casa composta por 81 senadores.

De acordo com o líder Romero Jucá (PMDB-RR), a sabatina de hoje mostra que o Senado reconhece o valor de Toffoli. “O Supremo ganha com a aprovação. Tivemos uma apresentação irrefutável, que mostra o saber jurídico de Toffoli”, disse ao alfinetar os parlamentares que alegavam a falta de conhecimento do advogado para assumir o cargo.

Já para o líder democrata José Agripino Maia, a exposição de Toffoli durante a sabatina teve teor político. “As respostas dele [Toffoli] eram de cunho mais político que jurídico. Ele respondeu bem mais como político do que jurista”, afirmou. “Mas se for eleito, ele não terá uma situação pautada pelo viés polítiico e vai ser comprometido com a Constituição”, concluiu.

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