Os senadores usaram o plenário do Senado para se manifestar contrários à situação vivenciada hoje em Honduras. Desde que o presidente deposto do país,...

Os senadores usaram o plenário do Senado para se manifestar contrários à situação vivenciada hoje em Honduras.

Desde que o presidente deposto do país, Manuel Zelaya, retornou à capital Tegucigalpa, a paz deixou de ser instalada na localidade.

O Brasil, que abrigou o político em sua embaixada, também tem sofrido as consequências do ato.

Em carta, os parlamentares foram veementes ao repudiar “o cerco policial à Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, já condenado pelo Conselho de Segurança da ONU, o qual contraria frontalmente as responsabilidades do Estado hospedeiro consagradas na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas”.

No documento, os senadores mostraram ainda consternação “com as violações do direito à livre manifestação do governante legítimo de Honduras, condenadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, e com a suspensão das garantias constitucionais do povo hondurenho, bem como com aviolação da liberdade de imprensa.

Também no voro de repúdio, os políticos pediram a todas as forças políticas de Honduras para que iniciem, “sob os auspícios da Organização dos Estados Americanos, um processo transparente de diálogo que conduza esse país à conciliação e à volta da normalidade democrática”.

Zelaya voltou a Tegucigalpa cerca de 3 meses depois de ter sido deposto e expulso do país e afrontou o governo interino de Roberto Michelleti.

Ontem, durante reunião da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o ministro Celso Amorim negou que o Brasil soubesse das intenções de Zelaya de se refugiar na embaixada brasileira e afirmou que o país se negou a emprestar um avião para que o político hondurenho retornasse à capital.

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