Sem saber o que fazer para realizar o Enem o mais rápido possível, o Ministério da Educação cobrou ontem do consórcio responsável pela prova...

Sem saber o que fazer para realizar o Enem o mais rápido possível, o Ministério da Educação cobrou ontem do consórcio responsável pela prova explicações sobre o vazamento do exame e de falhas na segurança.

Um dia após cancelar o Enem por conta da fraude, o MEC agora diz que só na segunda-feira responderá se há mesmo condições de realizar o exame em novembro e quais medidas extras de segurança serão adotadas para evitar novo vazamento -a Polícia Federal investiga o caso.

Entre as falhas de segurança apontadas pelo MEC, está o fato de parte das provas, mesmo em municípios grandes, ter sido levada para as casas dos coordenadores. O procedimento, segundo o MEC, só é admitido em casos raros, como em cidades pequenas.

No início da semana, o ministro Fernando Haddad (Educação) também se reunirá com os reitores de instituições que escolheram o Enem como critério de seleção de candidatos.

O resultado do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) substitui o vestibular em 24 universidades federais e é usado como critério de seleção na maioria dos estabelecimentos públicos e particulares do país. Algumas instituições, como a Unicamp, podem deixar de usar o Enem para compor a nota. Na USP, onde o Enem é usado na primeira fase, o resultado precisa chegar à Fuvest em tempo hábil para não comprometer a convocação para a segunda fase, em 14 de dezembro. A nova data do exame ainda pode coincidir com vestibulares e prejudicar os candidatos.

Aproximadamente 4 milhões de alunos se inscreveram para o exame que seria realizado neste final de semana.

Não está descartada a hipótese de o Ministério da Educação cancelar o contrato de R$ 116 milhões com o consórcio Connasel, liderado pela Consultec.

O problema é que, caso rompa o contrato, não haverá tempo para fazer nova licitação e há o risco de não haver empresas interessadas em um contrato emergencial -o prazo exíguo para organizar o exame foi uma das principais críticas feitas ao MEC.

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