O Comando da Aeronáutica está concedendo tratamento VIP aos jornalistas que cobrem o acidente com o Airbus em Brasília. A toda hora um taifeiro...

O Comando da Aeronáutica está concedendo tratamento VIP aos jornalistas que cobrem o acidente com o Airbus em Brasília. A toda hora um taifeiro gentil traz uma badeja com bolachas salgadas e biscoitinhos recheados. Também não falta água para beber. Mas o que os repórteres mais esperam — informações — está ficando cada hora mais raro.

A transferência das fontes oficiais para Recife dificultou a vida dos jornalistas brasilienses. A cobertura está um tédio, mas ninguém arreda pé daqui. Hoje, por exemplo, apenas duas notas oficiais foram divulgadas. A segunda, do começo da tarde, saiu antes em Recife.

Pior é a situação dos que foram enviados para Fernando de Noronha. O rádio-amador que vinha abastecendo a imprensa com informações quentinhas de repente ficou em silêncio. E agora apareceu uma tenente lá dizendo que não haveira mais acesso às fontes e instalações militares.

Com a falta de notícias, nós, repórteres, começamos a observar alguns detalhes que passaram desapercebidos desde que o plantão começou. A falta de sabonente nos banheiros, por exemplo. Para lavar as mãos, apenas água. E não há muita. A dos sanitários do banheiro masculino, por exemplo, está cortada. Nem queira saber como estão as privadas.

Uma simples olhadela para o rolo de papel higiênico já é suficiente para uma constatação assertiva. O material foi comprado, com  toda a certeza, pela lei 8.666 — a que obriga o governo a adquirir tudo pelo menor preço.

Duas colegas informam que no banheiro feminino está tudo ok. O revestimento é de granito, há sabonete líquido para limpeza das mãos… mas o papel higiênico é aquele genericão, da lei 8.666.

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